| O
Brasil no ranking mundial |
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Posição
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Nome |
Pontos
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1
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Robert SCHEIDT |
5017
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34
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Andre DELANHESI STREPPEL |
3429
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65
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Andréas REINISCH PERDICARIS |
2690
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133
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Bruno FONTES FERREIRA |
1682
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197
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Eduardo COUTO |
1078
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215
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Carlos FANUCCI |
958
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432
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Rodrigo MEIRELES |
372
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483
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Pedro MASCARENHAS |
293
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504
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Daniel JAKOBSSON |
276
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653
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Fernando BOCCIARELLI |
188
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663
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Ricardo GRASSMANN |
184
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681
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Ronaldo RIBERIRO SENFFT |
177
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686
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Rafael MENDES CHAVES |
175
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847
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Erik LARSEN KUNZE |
34
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Por Marta Teixeira
Com o anúncio da intenção de Robert
Scheidt de trocar a laser pela star a pergunta era inevitável.
Sem o octacampeão mundial, quem ocupará a vaga
de número 1 do país na classe? A briga está
acirrada e dois candidatos se destacam: o porto-alegrense
André Streppel e o catarinense Bruno Fontes.
No último Mundial, realizado em Fortaleza, em setembro,
a dupla conseguiu terminar na flotilha de ouro, que reúne
os 68 melhores velejadores do torneio. Streppel fechou o grupo
dos top 10, enquanto Fontes assegurou a 21ª colocação.
Na briga direta entre eles pela condição de
melhor do país por enquanto deu empate. Os dois se
enfrentaram em seis competições na temporada.
Streppel foi melhor em três delas Pré-olímpica,
Mundial e no Sul Brasileiro Audi, encerrado na última
segunda-feira, em que foi campeão. Fontes teve desempenho
melhor no Brasileiro, na Seletiva para o Mundial e no Europeu
da classe. No Sul Brasileiro, ele ficou com a segunda colocação.
Tudo isso é estranho para mim, afirma
Streppel. Muitos dizem que eu sou o sucessor, mas dizem
o mesmo para o Bruno e é o caso de outros velejadores
também. Mas cada um de nós sabe o quanto é
difícil ganhar do outro.
Aos 26 anos, Fontes já conhece bem a ladainha da sucessão.
São quatro anos dessa história de ser
sucessor e continua no chove não molha. Nós
trabalhamos não em função dele. O Scheidt
é como o Senna (Ayrton, da Fórmula 1), o Slater
(Kelly, do surfe) e o Schumacher (Michael, da F-1). Essa questão
não é só no Brasil, no mundo ninguém
vai chegar aonde ele chegou. Talvez daqui a dez, 15 anos pode
surgir outro igual.
Duas vezes medalhista olímpico, o atual secretário
da Juventude, Esporte e Lazer de São Paulo, Lars Grael,
também acha que as comparações são
complicadas. O parâmetro passou a ser muito difícil
na laser a partir de Scheidt. Ele é único. Podemos
ter bons velejadores a partir dele, sua técnica é
uma referência importante para que novos se espelhem
nele. Mas garantia não há.
Lars avalia a decisão de mudar de classe feita pelo
paulista uma ação estratégica. Ele
deixa um legado importante. Foi uma decisão de coragem
e estratégica porque, se ele perder na seletiva (olímpica)
para o Torben (Grael campeão olímpico
da classe em Atlanta-96 e Atenas-2004 e mundial nos Estados
Unidos-90), ainda tem condições de voltar à
laser e pode crescer na star, que é a mais difícil
das categorias olímpicas. O Torben se perder, pela
idade dele, não tem mais para onde ir (nas classes
olímpicas).
Duas vezes eleito o melhor velejador do mundo (2001 e 2004),
campeão olímpico em Atlanta-96 e Atenas-2004,
vice-campeão em Sydney-2000, tricampeão pan-americano
(Mar del Plata-95, Winnipeg-96 e Santo Domingo-2003), Scheidt
é realmente uma referência difícil de
ser alcançada. Talvez, a maneira mais sensata de encarar
o assunto seja a sugerida pelo português Gustavo Lima,
que conseguiu superar o brasileiro no Mundial de 2003 para
conquistar o título. Sobre a saída de
Scheidt, tudo o que posso dizer é que seria um cara
muito bom da classe que saiu.
Com a troca ou não de classe do bicampeão olímpico,
Fontes lembra que, para os outros, só cabe trabalhar.
Se ele parar, melhor ainda. Se não, paciência.
A velejadora olímpica, Adriana Kostiw, que corre na
laser radial, acha que sem o atual campeão mundial,
outros velejadores poderão voltar a competir. Tem
muita gente que deixou de velejar porque ele ganha todas,
lembra. Mas Fontes acha que isso não deve ser considerado.
Quem queria velejar e ser bom treinava, resume.
Isso é desculpa para largar a vela. Nós
temos é que aproveitar sempre a experiência de
correr contra o Scheidt. Ele tem um caráter introspectivo,
não é de falar, mas temos que aproveitar cada
pouco que ele compartilha.
Admitindo que as comparações e a busca constante
por um substituto para o paulista chega a ser um pouco incômoda,
Fontes destaca que o desafio real é outro. O
desafio é construir a própria história.
Eu e o André estamos evoluindo muito e minha esperança
é ficar entre os melhores do mundo, afirma o
velejador com planos para integrar o ranking internacional
entre os dez melhores da classe.
Atualmente, ele é o 133º colocado no ranking
liderado por Scheidt. Streppel ocupa a 34ª colocação
na lista. Entre eles, aparece o paulista Andreas Perdicaris
na 65ª posição. Todos eles, com exceção
de Scheidt que já era líder, melhoraram na classificação
em relação ao ranking anterior. O primeiro subiu
20 posições, Fontes melhorou 195, enquanto Perdicaris
ganhou 29 postos.
O Brasil conseguiu ter cinco velejadores na flotilha
de ouro do Mundial, poucos países conseguem isso,
ressalta Streppel. Para ele, a competição no
Ceará teve um aspecto positivo ao mostrar que todos
podem trabalhar juntos para manter a classe em alto nível
no país, mesmo que Scheidt decida mesmo abandoná-la.
No Mundial no Brasil, a gente se uniu muito por uma
causa. A gente está mais ou menos no mesmo barco e
vamos crescer junto, a gente tem que se ajudar, avalia.
A perspectiva de mais cobranças após a saída
de Scheidt não preocupa. Geralmente, o fato dele
estar competindo diminui a cobrança sobre nós.
Claro que quando ele parar isso vai aumentar, mas a gente
está preparado para isso. E o que nos dá esta
experiência é essa competição entre
nós.
Mudança dos ventos
Desde os 17 anos, Robert Scheidt compete na Laser e desde
cedo deu mostras que poderia ser um campeão. Ainda
juvenil conquistou o título mundial da IYRU, na Escócia.
Mas em 2004, após a frustrante segunda
colocação olímpica, a idéia de
mudar de classe ganhou corpo.
Com Bruno Prada, ele fez as primeiras incursões na
Star. Os resultados foram motivadores. O título da
Semana de Vela do Rio de Janeiro e do Campeonato Brasileiro.
Este ano, os desafios foram internacionais e ele conquistou
a segunda colocação no Sul-americano, em Buenos
Aires, a sexta posição no Mundial e a terceira
no Pré-Olímpico.
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