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Brasil é
tricampeão mundial
No dia 21 de junho de 1970, a seleção brasileira
de futebol vencia a Itália por 4 a 1, no estádio Azteca, na
Cidade do México, e conquistava seu terceiro título mundial,
ficando de posse definitiva da tão cobiçada Taça Jules Rimet.
Era um time superestelar, com feras como Pelé, Carlos Alberto,
Tostão, Gérson, Clodoaldo e Rivelino, e ainda consagrou jogadores
que surgiram aos olhos do mundo, como Jairzinho.
A seleção tinha a desconfiança do público antes da Copa do
Mundo. Zagallo entrou no lugar de João Saldanha na direção
do time. Os críticos ainda tinham na memória a péssima campanha
da Copa de 66 e estavam com receio de mais um fracasso. O
Brasil mostrou um futebol bonito, ofensivo e cadenciado, que
encobria muitas das falhas da defesa, o setor menos brilhante
do time. A equipe de Zagallo mostrou muita competitividade,
iniciando uma mudança tática, que desembocaria no futebol
de marcação de hoje. Foi a única seleção brasileira campeã
mundial que venceu todas as partidas da competição. Tinha
uma média impressionante de 24 finalizações por partida. Os
atacantes já tinham a consciência de marcação naquela época.
Apenas Jair ficava à frente, mas mesmo assim voltava para
participar da armação das jogadas no meio-campo. A ofensiva
brasileira conseguia quase 18% dos desarmes de todo o time.
Pelé, Tostão e Rivelino trabalhavam junto com Clodoaldo e
Gérson, meio-campistas natos.
"Foi a maior vitória da minha vida", avalia Clodoaldo Tavares
Santana, um dos grandes personagens da campanha no México.
Titular da equipe santista desde 1967, ele diz ter vivido
o auge de sua carreira durante a Copa de 70. "Mas não foi
só para mim. O título representou um momento histórico e inesquecível
na vida de todos os que estavam lá".
Para muitos, a seleção brasileira de 1970 foi a maior de todos
os tempos, mas o ex-santista prefere a modéstia. "Fico feliz
pelas palavras, mas todas as seleções têm sua importância
ao longo da história do futebol brasileiro". A saudade é uma
das marcas da conquista brasileira no México. Até os menos
empolgados por futebol relembram com emoção o terceiro título
da história.
Clodoaldo lembra do carinho do povo mexicano com a seleção
brasileira e destaca dois momentos ao longo da disputa. "Aquele
gol que marquei contra o Uruguai, empatando a partida e possibilitando
a virada, foi memorável, pois eu não era de fazer muitos gols.
Outro momento foi durante a final contra a Itália, quando
driblei quatro italianos em uma só jogada, iniciando a jogada
do quarto gol de Carlos Alberto", relembrou o ex-jogador.
"O reconhecimento da imprensa e de toda a população valeu
qualquer sacrifício e sou plenamente grato por ter feito parte
daquela seleção maravilhosa", concluiu Clodoaldo.
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