| Foto Gazeta Press |
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Um
jovem recordista em Los Angeles
Por Silvia Amorim
O garoto alto e magro, de passadas largas, trocou
o basquete pelo atletismo e entrou para a história do esporte
mundial. Sorte do Brasil. Em 84, no Memorial Coliseum de Los
Angeles, ele colocava no peito a sexta medalha de ouro brasileira
na história das Olimpíadas. Para surpresa geral, Joaquim Cruz,
um novato de 21 anos, desbancava o recordista mundial Sebastian
Coe e outras feras da pista, iniciando um carreira pontuada
de vitórias e contusões.
Mesmo que não acompanhava de perto o atletismo, passou a vibrar
a cada performance bem-sucedida do herói brasileiro das pistas,
eleito por muitos analistas como o mais perfeito corredor
mundial dos últimos 25 anos nos 800 metros. Infelizmente,
as condições físicas de Joaquim nunca corresponderam ao talento
para as corridas. Contusões, cirurgias e prolongadas ausências
conviveram com medalhas, pódios e marcas históricas até o
fim de sua carreira.
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