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Foto Gazeta Press
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A estrela solitária de Seul

Por Henrique Marson

Aurélio Miguel foi o único representante do Brasil e da América Latina a conquistar medalha de ouro nas Olimpíadas de Seul, em 1988. A façanha representava uma vitória pessoal para o judoca, que fora impedido quatro anos antes de disputar os Jogos de Los Angeles, devido a uma briga com a Confederação Brasileira de Judô. Aurélio sempre desferiu golpes contra judocas e dirigentes. A partir do ouro olímpico, ele passou a ter a oportunidade de freqüentar gabinetes oficiais e levar reivindicações para o melhor desenvolvimento do judô. Sua projeção e o fato de ser a estrela solitária em Seul lhe renderam o posto de porta-bandeira da delegação brasileira nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992. Se não deu sorte na Espanha, em Atlanta voltou a mostrar sua força e faturou sua segunda medalha olímpica. Desta vez, de bronze.

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