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Foto Gazeta Press
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Talentoso e encrenqueiro

Por Janaina Rocha

Malandro, indisciplinado e criador de casos. Mas com a bola nos pés, Serginho Chulapa fez história no São Paulo e no Santos. Revelado na Taça São Paulo de Juniores, em 75 ganhou uma vaga no time titular do São Paulo, foi artilheiro do campeonato paulista e, até 83, encantou a torcida tricolor com seus gols e irreverência. Naquele ano, com a chegada de Careca, ele trocou o Morumbi pela Vila Belmiro e iniciou outra história de sucesso. Se no São Paulo acumulou artilharias, títulos paulistas e brasileiros, no Santos não foi muito diferente.

Em 83, em seu primeiro campeonato na Vila, conquistou o prêmio de artilheiro máximo do torneio. No ano seguinte, fez o gol do título na decisão contra o Corinthians. E dezembro de 93, o excêntrico centroavante voltou ao futebol como técnico. Ainda ídolo da torcida santista, começou trabalhando no clube como auxiliar- técnico de Pepe e posteriormente assumiu o comando do elenco nos campeonatos paulista e brasileiro de 94. Pegou o Santos em crise, com a penúltima colocação no campeonato.

Com seu carisma e muita gritaria, levou o time à quarta colocação do Paulista. Mas do currículo de Serginho não constam apenas prêmios e títulos. O temperamento agressivo também levou-o várias vezes às manchetes dos noticiários esportivo. Em 1977, no São Paulo, foi punido pela agressão ao árbitro Vandevaldo Rangel , o que lhe custou a exclusão do Mundial de 78. Como técnico, Serginho teve sua carreira quase encerrada em 94, após a agressão ao repórter Gilvan Ribeiro, do Diário.

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