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As grandes conquistas
CARIOCA DE 1906 - O Fluminense foi o campeão do primeiro
Campeonato Carioca. A competição foi realizada em 1906, sendo
disputada pelas seis equipes que haviam criado, um ano antes,
a Liga Metropolitana de Foot-ball: Fluminense, Paysandu, Botafogo,
Bangu, Foot-ball & Athletic e Rio Cricket. O Tricolor venceu
nove dos dez jogos que realizou, marcando 52 gols e sofrendo
apenas seis. De quebra, teve o artilheiro do Carioca: Horácio
da Costa, com 18 gols.
O TETRA - Depois do Carioca de 1906, o Fluminense
se envolveu em uma confusão com o Botafogo, na disputa pelo
caneco de 1907, quando as duas equipes acabaram se auto-proclamando
campeãs. Depois disso, o Tricolor venceu os campeonatos de
1908 e 09, sendo o primeiro tetracampeão do Rio de Janeiro.
Na época, porém, todos consideravam o Flu apenas como bi,
devido à confusão com o Botafogo, dois anos antes. O caso
só teve solução em 1996, quando o presidente da Federação
Carioca, Eduardo Viana, declarou que o título de 1907 deveria
ser dividido entre tricolores e botafoguenses. Só então o
tetra foi reconhecido. O PRIMEIRO TRI DO RIO - Em 1919, o
Fluminense voltou a ser tricampeão carioca, depois de ser
campeão em 17, e bi, em 18. Na época, este foi considerado
o primeiro tricampeonato de um clube do Rio de Janeiro, ainda
devido à polêmica do Carioca de 1907. A equipe tricolor garantiu
o caneco, com uma rodada de antecedência, ao derrotar o Flamengo
dentro das Laranjeiras, em uma partida memorável, que terminou
em 4 a 0 para os donos da casa. Os campeões receberam as medalhas
das mãos do então presidente da República, Epitácio Pessoa.
FIM DO JEJUM E MAIS UM TRI - O Fluminense já estava
sem vencer um campeonato desde 1924, em um jejum de 12 anos.
A diretoria tricolor decidiu então investir pesado para levar
o caneco do Carioca para as Laranjeiras. O clube contratou
quatro jogadores da seleção paulista: o meia Orozimbo, o goleiro
Batatais, e os atacantes Romeu e Hércules. Os três últimos
também já haviam vestido a camisa da seleção brasileira.
Com um verdadeiro timaço, o Fluminense fez uma campanha irrepreensível,
e acabou com o longo jejum após um duelo de três partidas
com o Flamengo, de Leônidas da Silva. O time ainda teve o
artilheiro da competição: Hércules, com 22 gols.
A conquista do título de 36 acabou abrindo caminho para mais
uma glória tricolor: o clube acabou sagrando-se tricampeão
carioca pela segunda vez, após levantar o caneco em1937 e
1938. Neste ano, antes do Carioca, a seleção brasileira havia
sido terceira colocada na Copa do Mundo, e cinco tricolores
estavam no Mundial: Batatais, Machado, Romeu, Tim e Hércules.
A MÁQUINA É BI - Em 1975, após assumir a presidência
do Fluminense, Francisco Horta promoveu uma verdadeira revolução
no futebol carioca. O cartola montou um inesquecível timaço
para o clube das Laranjeiras. A estrela da companhia era o
craque Rivelino, mas o time tinha ainda Paulo César Caju,
Zé Mário e Mário Sérgio. A equipe montada por Horta entrou
para a história como a Máquina Tricolor. Não deu outra: a
máquina conquistou o Carioca de 75.
Um ano depois, Horta continuou reforçando o Tricolor. Desta
vez, o cartola promoveu uma série de trocas com os outros
clubes cariocas, e montou um time ainda mais forte que contava,
além de Rivelino, com Dirceu, o argentino Doval, e o capitão
do Tri, Carlos Alberto Torres. Para delírio dos tricolores,
a equipe conquistou o bicampeonato no Rio, tornando-se a equipe
mais poderosa do Estado.
CAMPEÃO BRASILEIRO - Em 1984, o Fluminense conquistou
seu maior título nestes 100 anos: o do Campeonato Brasileiro.
O técnico da equipe era o ex-preparador físico Carlos Alberto
Parreira, que 10 anos depois comandou o Brasil rumo ao tetracampeonato
mundial. A dupla Washington-Assis, o famoso 'Casal 20', era
a sensação do time tricolor.
Os dois também ajudaram o clube na conquista de seu terceiro
tricampeonato estadual, em 83, 84 e 85. Assis acabou ficando
conhecido como o 'Carrasco dos Flamenguistas', por sempre
marcar gols em jogos decisivos contra o rival. Esta equipe
lançou ainda craques como o lateral-esquerdo Branco e o zagueiro
Ricardo Gomes.
O GOL DE BARRIGA - O Fluminense já amargava um jejum
de 10 anos sem título, quando conquistou o Campeonato Estadual
de 1995. O título teve um gostinho especial, por ter sido
conquistado sobre o Flamengo, que havia contratado Romário
e estava comemorando seu centenário. A final deste Estadual
entrou para a história como um dos maiores Fla-Flus de todos
os tempos.
O Rubro-negro jogava pelo empate, mas ainda no primeiro tempo
o Flu fez 2 a 0. Comandados por Romário e o ex-tricolor Branco,
os flamenguistas conseguiram chegar ao empate na segunda etapa.
A torcida rubro-negra já comemorava o título quando, aos 43
do segundo tempo, aproveitando um cruzamento da direita, Renato
Gaúcho fez 3 a 2 com um gol de barriga. Nada melhor para acabar
com um jejum.
CAMPEÃO DA TERCEIRONA - Os anos seguintes à conquista
do Estadual de 95 não foram muito favoráveis ao Fluminense.
Em 96, a equipe acabou sendo rebaixada à segunda divisão do
Campeonato Brasileiro mas, com uma virada de mesa, conseguiu
permanecer na elite. No ano seguinte, aconteceu o que poucos
esperavam: o Tricolor caiu novamente e teve que disputar segunda
divisão.
Os torcedores do Clube das Laranjeiras sequer imaginavam
que o pior ainda estava por vir. Em 1998, o Fluminense acabou
dando novo vexame: foi rebaixado à terceira divisão nacional.
No ano seguinte, o clube teve que disputar a terceirona. Para
comandar a equipe, a diretoria contratou o único técnico que
já havia conquistado um título nacional pelo Tricolor: Carlos
Alberto Parreira estava de volta às Laranjeiras.
Comandada por Parreira for a do campo, e por Roger, dentro
das quatro linhas, a equipe conseguiu levantar o caneco. Os
torcedores do Fluminense lotaram as ruas do Rio para comemorar
um titulo que nunca imaginaram sequer ter que disputar.
CAMPEÃO NO CENTENÁRIO - O título de Campeão Estadual
de 2002 não chegou a ser uma grande glória do Fluminense,
mas entra para a história por ter sido disputado no ano do
centenário tricolor. Devido à desorganização do futebol carioca,
poucos se interessaram em acompanhar o campeonato. Até mesmo
as finais, disputadas em meio à Copa do Mundo, não conseguiram
despertar grande interesse.
Os outros grandes clubes do Rio, Flamengo, Vasco e Botafogo,
não deram muito valor à disputa, e sequer chegaram às semifinais.
O Tricolor, porém, sabia que esta era uma chance de outro
para saciar a vontade da torcida, que queria um título neste
ano histórico. Apesar de não possuir grandes estrelas, o Fluminense
teve um time guerreiro, que superou o Americano na final,
e trouxe o desejado título para as Laranjeiras.
TODOS OS TÍTULOS:
ESTADUAIS:
CAMPEONATO ESTADUAL: 1906, 1907, 1908, 1909, 1911, 1917, 1918,
1919, 1924, 1936, 1937, 1938, 1940, 1941, 1946, 1951, 1959,
1964, 1969, 1971, 1973, 1975, 1976, 1980, 1983, 1984, 1985,
1995 e 2002.
TAÇA GUANABARA: 1966, 1969, 1971, 1975, 1983, 1985, 1991 e
1993.
TORNEIO INÍCIO DO CAMPEONATO CARIOCA: 1916, 1924, 1925, 1927,
1940, 1941, 1943, 1954, 1956 e 1965.
TORNEIO ABERTO: 1935.
TORNEIO EXTRA DO RIO DE JANEIRO: 1941.
TORNEIO MUNICIPAL: 1938 E 1948.
COPA RIO: 1990
NACIONAIS:
CAMPEONATO BRASILEIRO: 1984.
CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE C: 1999.
TORNEIO RIO-SÃO PAULO: 1957 e 1960.
TAÇA DE PRATA: 1970.
TAÇA SÃO PAULO DE JUNIORES: 1971, 1973, 1977, 1986 e 1989.
INTERNACIONAIS:
TAÇA OLÍMPICA: 1949. (A Taça Olímpica era entregue ao clube
pelo conjunto de esportes olímpicos desenvolvidos no ano.
O Fluminense é o único clube brasileiro que recebeu este título).
COPA RIO (BRA): 1952.
TORNEIO DE VERÃO (BRA): 1973.
COPA VIÑA DEL MAR (ESP): 1976.
TORNEIO DE PARIS (FRA): 1976 E 1987.
TROFÉU TEREZA HERRERA (ESP): 1977.
TORNEIO DE SEUL (COR): 1984.
COPA KIRIM (JAP): 1987.
TORNEIO DE KIEV (UCR): 1989.
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