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21/07/1902 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 ANOS DO FLUMINENSE
Foto: Gazeta Press
Telê chegou ao Flu na década de 40

Os grandes ídolos do Fluminense

TELÊ SANTANA - Torcedor declarado do Tricolor, Telê Santana chegou ao Fluminense na década de 40, ainda como juvenil. Ele permaneceu no clube por 12 anos e conquistou o Carioca de 1951. Tinha o corpo franzino, mas muita raça e uma grande habilidade com a bola nos pés. Em 52, ganhou da torcida o apelido de 'Fio de Esperança'. Este era o nome de um filme que fazia sucesso na época. Fio, pelo seu corpo franzino, e Esperança, porque Telê tinha a característica de decidir muitas partidas nos momentos finais.

Foi também nas Laranjeiras que Telê começou a carreira de treinador. Em 1967, ele assumiu o comando da equipe juvenil para, em 69, levar os profissionais ao título estadual. Telê é citado até hoje como um dos maiores técnicos da história do futebol brasileiro, e dirigiu a seleção nas Copas de 82 e 86. Com o São Paulo, chegou ao topo máximo, se tornando bicampeão mundial, em 92 e 93. Em 97, Telê foi obrigado a se aposentar do futebol, devido a uma isquemia cerebral.

DIDI - Valdir Pereira, o Didi, foi um dos maiores craques do futebol mundial. Inventor do chute ´Folha Seca', foi ele quem marcou o primeiro gol da história do Maracanã, na derrota da seleção carioca para a paulista, por 2 a 1, em 1950. Didi chegou às Laranjeiras ainda com 17 anos, em 1946, vindo do Americano. O craque vestiu a camisa tricolor por 10 anos, até se transferir ao Botafogo.

No Fluminense, conquistou os Estaduais de 46 e 51, além da Copa Rio, em 52. Longe das Laranjeiras, Didi foi bicampeão mundial em 58 e 62, com a seleção brasileira. O ex-craque morreu em 12 de maio de 2001, em decorrência de problemas cardíacos.

CASTILHO - Ele é lembrado pela maioria dos Tricolores como o maior goleiro da história do clube. Com 808 gols sofridos em 702 partidas, foi um dos principais responsáveis pelos títulos cariocas de 51, 59 e 64, além das conquistas do Rio-São Paulo em 57 e 60. Apesar de ser um grande goleiro, Castilho tinha a fama de ser mais sortudo do que habilidoso.

Ele chegou a ganhar o apelido de 'Leiteiro', palavra que era usada para se dizer que alguém tinha muita sorte. O jogador era um tricolor fanático, e chegou até mesmo a autorizar a amputação de um de seus dedos para se recuperar mais rapidamente de uma contusão. Em 2 de fevereiro de 1987, sofrendo de depressão, Castilho acabou suicidando-se.

PINHEIRO - Pinheiro foi o principal zagueiro da história do Fluminense. De estilo clássico, ele chegava duro nas divididas, mas sempre foi um jogador leal. Formado nas categorias de base das Laranjeiras, defendeu o Tricolor por 13 anos, de 1948 a 1961. A fama de zagueiro raçudo ganhou ainda mais força após um Fla-Flu, em 1953: ao cair de mau jeito, tentando a cabeçada em um escanteio, o jogador sofreu um afundamento da clavícula direita, mas fez questão de permanecer em campo.

Com a camisa tricolor, Pinheiro foi campeão carioca em 49, 51 e 52, e do Torneio Rio-São Paulo, em 57 e 60. Ele disputou ainda a Copa do Mundo de 54, com a seleção brasileira. Depois de abandonar os gramados, começou a carreira de treinador e foi o campeão da Taça Guanabara em 1973 pelo Fluminense, derrotando o Flamengo na final. Na ocasião, um carola tricolor enviou um bilhete para o vestiário, com a escalação da equipe. Pinheiro, porém, colocou outro time em campo. Após a partida, comentou com o grupo: "Ganhamos o jogo, mas perdi meu emprego".

Poucos dias depois, foi demitido. Atualmente, Pinheiro é coordenador das categorias de base do Fluminense, trabalhando no Vale das Laranjeiras, em Xerém.

WALDO - Apesar de não ser lembrado em todas as listas dos maiores craques da história do Tricolor, Waldo é o maior artilheiro da história do clube, com 228 gols em 258 jogos. O atacante chegou às Laranjeiras em 56, e no mesmo ano foi o artilheiro do Campeonato Estadual. Foi também o artilheiro do Fluminense nas conquistas do Rio-São Paulo de 57 e 60. Em 61, Waldo foi vendido ao clube espanhol Valência. O ex-jogador mora até hoje na Espanha.

CARLOS ALBERTO TORRES - O Capita teve duas passagens pelo Fluminense. Foi nas Laranjeiras que ele deu seus primeiros passos no futebol. E foi também o Tricolor a última equipe que Torres defendeu no Brasil. Em 1964, aos 19 anos, fez sua primeira partida pela equipe principal do Tricolor. No mesmo ano, estreou com a camisa da seleção brasileira e foi campeão estadual.

Em 65, se transferiu ao Santos e só voltou às Laranjeiras em 76, quando, já consagrado, conquistou mais um Estadual para o clube. Depois do Flu, o craque foi jogar nos Estados Unidos, onde encerrou a carreira. Atualmente, Torres é treinador de futebol, mas está sem emprego.

GÉRSON - O Canhotinha de Ouro não foi apenas um jogador do Fluminense, mas sim um autêntico tricolor. Até os dias de hoje ele se declara um apaixonado pelo Clube das Laranjeiras. Gérson sempre é lembrado por seus lançamentos perfeitos. De seu pé esquerdo saíram cruzamentos que fizeram muitos artilheiros pelo Brasil. O craque chegou ao Fluminense em 73, depois de ter sido campeão do mundo em 70, com a seleção brasileira, e de ter feito história no São Paulo.

Segundo ele, vestir a camisa do Tricolor Carioca no final de sua carreira foi um de seus maiores orgulhos. Aos 32 anos, o Canhota foi Campeão Estadual daquele ano. Este foi o último título de sua carreira. Atualmente, Gérson é comentarista de uma rádio carioca.

RIVELINO - Ele chegou ao Fluminense em 1975, após ser execrado pela torcida do Corinthians, que o culpou pela perda do título do Campeonato Paulista de 74 para o Palmeiras. O craque fez história nas Laranjeiras, comandando a equipe que ficou conhecida como a Máquina Tricolor. Rivelino permaneceu no Fluminense até 1978, quando se transferiu ao futebol Árabe. Com a camisa tricolor, foi bicampeão carioca em 75 e 76. Atualmente, Rivelino é comentarista esportivo de um canal de TV a cabo.

ASSIS - Ele chegou ao Fluminense em 1983, ao lado do companheiro de Atlético-PR, Washington. Os dois formavam uma dupla conhecida como 'Casal 20'. Na verdade, ele foi para as Laranjeiras como contrapeso, pois a diretoria Tricolor queria contratar apenas o outro integrante da dupla, que era mais novo. O destino provou que a compra de Assis foi um bom negócio, e ele acabou ficando conhecido como o 'Carrasco Rubro-negro', por marcar gols decisivos contra o arqui-rival dos tricolores.

Enquanto esteve no Fluminense, Assis foi tricampeão carioca, em 83, 84 e 85, e campeão brasileiro, em 84. Atualmente, o ex-jogador tenta a sorte como treinador de futebol, mas ainda não decolou na carreira.

ROGER – O meia já foi até mesmo apelidado como o 'Reizinho das Laranjeiras'. O jogador surgiu como ídolo dos tricolores em um período em que este lugar estava vago no coração da torcida. Por pouco, o craque não se tornou jogador do Flamengo. Seus primeiros passos foram na Gávea, mas acabou se transferindo ao Fluminense com 16 anos, ainda como juvenil.

Apesar de ter surgido no time profissional em uma época triste para o Tricolor, quando a equipe amargou seguidos rebaixamentos no Campeonato Brasileiro, Roger acabou dando a volta por cima. Ele foi um dos responsáveis pela conquista do Brasileirão da terceira divisão, em 1999. Este foi o único título que o meia conquistou com a camisa tricolor. Apesar de ter sido inscrito para a disputa do Estadual deste ano, conquistado pelo Fluminense, o jogador se negou a entrar em campo, devido ao atraso nos salários. Roger já voltou ao Benfica, de Portugal, clube que comprou seu passe junto ao Fluminense, em 2001.

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