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| Telê chegou ao Flu na década de
40 |
Os grandes ídolos do Fluminense
TELÊ
SANTANA - Torcedor declarado do Tricolor, Telê Santana
chegou ao Fluminense na década de 40, ainda como juvenil.
Ele permaneceu no clube por 12 anos e conquistou o Carioca
de 1951. Tinha o corpo franzino, mas muita raça e uma grande
habilidade com a bola nos pés. Em 52, ganhou da torcida o
apelido de 'Fio de Esperança'. Este era o nome de um filme
que fazia sucesso na época. Fio, pelo seu corpo franzino,
e Esperança, porque Telê tinha a característica de decidir
muitas partidas nos momentos finais.
Foi também nas Laranjeiras que Telê começou a carreira de
treinador. Em 1967, ele assumiu o comando da equipe juvenil
para, em 69, levar os profissionais ao título estadual. Telê
é citado até hoje como um dos maiores técnicos da história
do futebol brasileiro, e dirigiu a seleção nas Copas de 82
e 86. Com o São Paulo, chegou ao topo máximo, se tornando
bicampeão mundial, em 92 e 93. Em 97, Telê foi obrigado a
se aposentar do futebol, devido a uma isquemia cerebral.
DIDI - Valdir Pereira, o Didi, foi um dos maiores
craques do futebol mundial. Inventor do chute ´Folha Seca',
foi ele quem marcou o primeiro gol da história do Maracanã,
na derrota da seleção carioca para a paulista, por 2 a 1,
em 1950. Didi chegou às Laranjeiras ainda com 17 anos, em
1946, vindo do Americano. O craque vestiu a camisa tricolor
por 10 anos, até se transferir ao Botafogo.
No Fluminense, conquistou os Estaduais de 46 e 51, além da
Copa Rio, em 52. Longe das Laranjeiras, Didi foi bicampeão
mundial em 58 e 62, com a seleção brasileira. O ex-craque
morreu em 12 de maio de 2001, em decorrência de problemas
cardíacos.
CASTILHO - Ele é lembrado pela maioria dos Tricolores
como o maior goleiro da história do clube. Com 808 gols sofridos
em 702 partidas, foi um dos principais responsáveis pelos
títulos cariocas de 51, 59 e 64, além das conquistas do Rio-São
Paulo em 57 e 60. Apesar de ser um grande goleiro, Castilho
tinha a fama de ser mais sortudo do que habilidoso.
Ele chegou a ganhar o apelido de 'Leiteiro', palavra que
era usada para se dizer que alguém tinha muita sorte. O jogador
era um tricolor fanático, e chegou até mesmo a autorizar a
amputação de um de seus dedos para se recuperar mais rapidamente
de uma contusão. Em 2 de fevereiro de 1987, sofrendo de depressão,
Castilho acabou suicidando-se.
PINHEIRO - Pinheiro foi o principal zagueiro da história
do Fluminense. De estilo clássico, ele chegava duro nas divididas,
mas sempre foi um jogador leal. Formado nas categorias de
base das Laranjeiras, defendeu o Tricolor por 13 anos, de
1948 a 1961. A fama de zagueiro raçudo ganhou ainda mais força
após um Fla-Flu, em 1953: ao cair de mau jeito, tentando a
cabeçada em um escanteio, o jogador sofreu um afundamento
da clavícula direita, mas fez questão de permanecer em campo.
Com a camisa tricolor, Pinheiro foi campeão carioca em 49,
51 e 52, e do Torneio Rio-São Paulo, em 57 e 60. Ele disputou
ainda a Copa do Mundo de 54, com a seleção brasileira. Depois
de abandonar os gramados, começou a carreira de treinador
e foi o campeão da Taça Guanabara em 1973 pelo Fluminense,
derrotando o Flamengo na final. Na ocasião, um carola tricolor
enviou um bilhete para o vestiário, com a escalação da equipe.
Pinheiro, porém, colocou outro time em campo. Após a partida,
comentou com o grupo: "Ganhamos o jogo, mas perdi meu emprego".
Poucos dias depois, foi demitido. Atualmente, Pinheiro é
coordenador das categorias de base do Fluminense, trabalhando
no Vale das Laranjeiras, em Xerém.
WALDO - Apesar de não ser lembrado em todas as listas
dos maiores craques da história do Tricolor, Waldo é o maior
artilheiro da história do clube, com 228 gols em 258 jogos.
O atacante chegou às Laranjeiras em 56, e no mesmo ano foi
o artilheiro do Campeonato Estadual. Foi também o artilheiro
do Fluminense nas conquistas do Rio-São Paulo de 57 e 60.
Em 61, Waldo foi vendido ao clube espanhol Valência. O ex-jogador
mora até hoje na Espanha.
CARLOS
ALBERTO TORRES - O Capita teve duas passagens pelo
Fluminense. Foi nas Laranjeiras que ele deu seus primeiros
passos no futebol. E foi também o Tricolor a última equipe
que Torres defendeu no Brasil. Em 1964, aos 19 anos, fez sua
primeira partida pela equipe principal do Tricolor. No mesmo
ano, estreou com a camisa da seleção brasileira e foi campeão
estadual.
Em 65, se transferiu ao Santos e só voltou às Laranjeiras
em 76, quando, já consagrado, conquistou mais um Estadual
para o clube. Depois do Flu, o craque foi jogar nos Estados
Unidos, onde encerrou a carreira. Atualmente, Torres é treinador
de futebol, mas está sem emprego.
GÉRSON
- O Canhotinha de Ouro não foi apenas um jogador do Fluminense,
mas sim um autêntico tricolor. Até os dias de hoje ele se
declara um apaixonado pelo Clube das Laranjeiras. Gérson sempre
é lembrado por seus lançamentos perfeitos. De seu pé esquerdo
saíram cruzamentos que fizeram muitos artilheiros pelo Brasil.
O craque chegou ao Fluminense em 73, depois de ter sido campeão
do mundo em 70, com a seleção brasileira, e de ter feito história
no São Paulo.
Segundo ele, vestir a camisa do Tricolor Carioca no final
de sua carreira foi um de seus maiores orgulhos. Aos 32 anos,
o Canhota foi Campeão Estadual daquele ano. Este foi o último
título de sua carreira. Atualmente, Gérson é comentarista
de uma rádio carioca.
RIVELINO
- Ele chegou ao Fluminense em 1975, após ser execrado pela
torcida do Corinthians, que o culpou pela perda do título
do Campeonato Paulista de 74 para o Palmeiras. O craque fez
história nas Laranjeiras, comandando a equipe que ficou conhecida
como a Máquina Tricolor. Rivelino permaneceu no Fluminense
até 1978, quando se transferiu ao futebol Árabe. Com a camisa
tricolor, foi bicampeão carioca em 75 e 76. Atualmente, Rivelino
é comentarista esportivo de um canal de TV a cabo.
ASSIS
- Ele chegou ao Fluminense em 1983, ao lado do companheiro
de Atlético-PR, Washington. Os dois formavam uma dupla conhecida
como 'Casal 20'. Na verdade, ele foi para as Laranjeiras como
contrapeso, pois a diretoria Tricolor queria contratar apenas
o outro integrante da dupla, que era mais novo. O destino
provou que a compra de Assis foi um bom negócio, e ele acabou
ficando conhecido como o 'Carrasco Rubro-negro', por marcar
gols decisivos contra o arqui-rival dos tricolores.
Enquanto esteve no Fluminense, Assis foi tricampeão carioca,
em 83, 84 e 85, e campeão brasileiro, em 84. Atualmente, o
ex-jogador tenta a sorte como treinador de futebol, mas ainda
não decolou na carreira.
ROGER
– O meia já foi até mesmo apelidado como o 'Reizinho das Laranjeiras'.
O jogador surgiu como ídolo dos tricolores em um período em
que este lugar estava vago no coração da torcida. Por pouco,
o craque não se tornou jogador do Flamengo. Seus primeiros
passos foram na Gávea, mas acabou se transferindo ao Fluminense
com 16 anos, ainda como juvenil.
Apesar de ter surgido no time profissional em uma época triste
para o Tricolor, quando a equipe amargou seguidos rebaixamentos
no Campeonato Brasileiro, Roger acabou dando a volta por cima.
Ele foi um dos responsáveis pela conquista do Brasileirão
da terceira divisão, em 1999. Este foi o único título que
o meia conquistou com a camisa tricolor. Apesar de ter sido
inscrito para a disputa do Estadual deste ano, conquistado
pelo Fluminense, o jogador se negou a entrar em campo, devido
ao atraso nos salários. Roger já voltou ao Benfica, de Portugal,
clube que comprou seu passe junto ao Fluminense, em 2001.
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