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Santos: 41 anos do primeiro
abraço à América
| Foto Gazeta Press |
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| Os argentinos se renderam ao futebol
de Pelé e seus companheiros |
Há 41 anos o Santos dava o primeiro passo para tornar-se
sinônimo de futebol brasileiro no exterior. No dia 30
de agosto de 1962, Pelé e seus companheiros foram à
Argentina para levantar a primeira das duas Taças Libertadores
da América do Alvinegro praiano. A irrepreensível
vitória por 3 a 0 sobre os uruguaios do Peñarol
iniciou o maior período de glórias conquistadas
por um time de futebol.
A finalíssima foi cercada de muita polêmica.
Alguns dias antes, as duas equipes protagonizaram uma batalha
campal na segunda partida. O valente Peñarol não
se inibiu com a Vila Belmiro e ganhou na bola (3 a 2) e na
mão. Como o Santos havia vencido o primeiro jogo, em
Montevidéu, a Confederação Sul-americana
marcou a decisão para um país supostamente neutro:
a Argentina.
No entanto, neutralidade foi tudo o que não se viu
no campo do River Plate. Os craques santistas tiveram de superar
as vaias dos argentinos, solidários aos "hermanos"
de língua espanhola, e o péssimo estado do gramado
só havia grama nas proximidades das duas áreas.
Cenário perfeito para um filme que o Brasil já
se acostumara a assistir: a habilidade contra a catimba.
Mas quem vestia os uniformes brancos era uma elenco de artistas
disposto a mudar o enredo. Caçados em campo, os santistas
revidavam com fantasia. Como um rolo compressor, o time abriu
placar aos onze minutos de jogo, quando Coutinho desceu pela
direita e chutou em direção ao gol; o lateral-esquerdo
Caetano tentou cortar e acabou colocando a bola dentro das
redes.
O segundo tempo serviu para ratificar a supremacia brasileira.
Logo aos quatro minutos, Pelé fez o que mais gostava:
tabela com Coutinho, drible de corpo no zagueiro e bola no
canto do goleiro. A um minuto do fim, Maidana não segurou
escanteio de Pepe e soltou a bola nos pés do Rei, que
só empurrou para as redes.
Mas o 10 não teve tempo para comemorar. Mal havia
chutado a bola, foi abraçado pelos argentinos que,
conquistados por sua magia, invadiram o gramado para festejá-la.
Toda a adversidade do início transformou-se em festa
com o toque portenho, como não poderia deixar
de ser. As camisas de Pelé, Durval e Lima viraram motivos
de briga e obrigaram a intervenção da polícia.
Era a prova cabal de que o Santos subira o litoral para abraçar
a América.
Ficha técnica:
| Foto Gazeta Press |
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| Em pé da esquerda para
a direita - Lima, Zito, Dalmo, Calvet, Gilmar e Mauro.
Agachados - Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé
e Pepe |
Santos 3 x 0 Peñarol
Santos: Gilmar; Lima, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval,
Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Peñarol: Maidana; Gonzalez, Lescano, Cano e
Caetano; Gonçalves e Sasia; Rocha, Matosa, Spencer
e Joia.
Data: 30/08/1962
Horário: 15h15 (de Brasília)
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em
Buenos Aires (Argentina)
Árbitro: Léo Horn (Holanda)
Gols: Caetano (contra) aos 11 minutos do 1° tempo;
Pelé aos 3 e aos 45 do 2°.
Campanha:
1ª fase:
Deportivo Municipal (Bolívia) 3 x 4 Santos
Santos 6 x 1 Deportivo Municipal (Bolívia)
Cerro Porteño (Paraguai) 1 x 1 Santos
Santos 9 x 1 Cerro Porteño (Paraguai)
Semifinais:
Universidad Católica (Chile) 1 x 1 Santos
Santos 1 x 0 Universidad Católica (Chile)
Santos 2 x 1 Universidad Católica (Chile)
Finais:
Peñarol 1 x 2 Santos
Santos 2 x 3 Peñarol
Santos 3 x 0 Peñarol
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