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Basquete: sonho ficou para 2008... Nacionais: uma novela sem fim
Nacionais: uma novela sem fim

Sem presença garantida no torneio olímpico em nenhuma das categorias, o Brasil também teve um ano conturbado quando o assunto foi Campeonato Nacional. Assim como na edição de 2006, mais marcante por suas múltiplas ações judiciais que por performances esportivas, 2007 foi um ano tenso no masculino.

O Nacional em si transcorreu sem sobressaltos. Brasília foi campeã com Franca em segundo e Uberlândia e Minas ocupando a terceira e quarta colocação, respectivamente. Mas os problemas vieram depois. Em mais uma mobilização pela constante insatisfação com a gestão da modalidade, os clubes paulistas formaram uma Associação de Clubes e se recusaram a disputar o Nacional da CBB.

A organização incluiu a exigência de pagamento de R$ 20 mil como antecipação de taxas a serem descontadas depois para confirmar as inscrições, gerando protesto dos paulistas. “Por que isto agora? Os paulistas nunca saíram da competição na metade. Como você pune todos por culpa de um carioca?”, questionava o presidente da Federação Paulista de Basquete (FPB), Antonio Chakmati.

A resposta de Grego foi ignorar as reclamações paulistas, mesmo reconhecendo que o desfalque era significativo. “Mas não tem condições especiais para nenhum Estado ou equipe. Não posso obrigar ninguém a participar, mas também não posso receber carta com exigências”.

O vice Franca foi um dos que disse não ao torneio em 2008 e acabou pagando alto por isso. Argumentando que um dos requisitos para indicar representantes em competições internacionais é que estes disputem seus torneios, a Confederação não inscreveu a equipe na Liga Sul-americana de Clubes nem tão pouco na Liga das Américas. O time paulista reclamou, entrou na Justiça, mas ficou fora nos dois torneios.

Esvaziado dos clubes de São Paulo, o próximo Nacional terá a dura missão de provar que não perdeu qualidade técnica. Já a recém-criada Associação de Clubes precisará passar das propostas no papel para a concretização de um torneio nacional.

Para o olhar estrangeiro, a bagunça interna acaba repercutindo nas dificuldades enfrentadas pelo Brasil nos torneios internacionais. “O dia que o Brasil organizar-se definitivamente e todos andarem na mesma direção haverá poucas equipes no mundo que poderão vencê-lo. Mas o Brasil tem muitos problemas de organização”, avalia o técnico da seleção argentina, Sérgio Hernández.

No feminino, as dificuldades não estão nos bastidores, mas seguem estruturais. Sem rachas, os clubes sofrem mesmo com a falta de recurso e vivem, em sua maioria, da combinação de inúmeros pequenos patrocínios para bancar suas despesas. A limitação financeira mantém fora do país as principais jogadoras e as perspectivas de mudança neste panorama são pouco motivadoras. Equipes tradicionais - como o Santo André da técnica Laís Elena - continuam sem apoio e lutando para sobreviver.

O sopro de esperança foi dado pelo Ourinhos, que trouxe do exterior a ala Iziane. Titular da seleção brasileira, ela não jogava por um clube brasileiro desde 2000. Se outras equipes conseguirão seguir o exemplo é a dúvida que permanece.

Confira também:
Nacional Masculino 2006/07 Nacional Feminino 2006/07
Paulista Masculino 2006/07 Paulista Feminino 2007

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