Flu mantém hegemonia carioca e conquista primeiro título
Por Rafael Ribeiro, especial para a GE.net
RAIO-X
DO CAMPEÃO |
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A campanha: |
12 jogos
6 vitórias
5 empates
1 derrota
22 gols pró
11 gols contra
11 gols de saldo
Artilheiro do Flu: Adriano Magrão (4 gols)
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Os jogos: |
Primeira Fase:
14/2 – 2 x 1 Adesg-AC – Arena da Floresta (gols de Soares e Alex Dias)
28/2 – 6 x 0 Adesg-AC – Maracanã (Thiago Neves (2), Alex Dias,
Cícero, Thiago Silva e Lenny)
Segunda Fase:
14/3 – 2 x 1 América-RN – Frasqueirão (Soares e Alex
Dias)
4/4 – 0 x 1 América-RN – Maracanã
Oitavas-de-Final:
19/4 – 1 x 1 Bahia – Maracanã (Carlos Alberto)
25/4 – 2 x 2 Bahia – Fonte Nova (Cícero e Soares)
Quartas-de-Final:
2/5 – 1 x 1 Atlético-PR – Maracanã (Thiago Silva)
9/5 – 1 x 0 Atlético-PR – Arena da Baixada (Adriano Magrão)
Semifinais:
16/5 – 4 x 2 Brasiliense – Maracanã (Thiago Silva, Alex Dias,
Adriano Magrão e Carlos Alberto)
23/5 – 1 x 1 Brasiliense – Boca do Jacaré (Adriano Magrão)
Final:
30/5 – 1 x 1 Figueirense – Maracanã (Adriano Magrão)
6/6 – 1 x 0 Figueirense – Orlando Scarpelli (Roger) |
Desanimada com a constante aparição
dos chamados ‘pequenos’ em fases decisivas,
a CBF planejou autorizar as equipes que estivessem
na Libertadores em disputar a Copa do Brasil. Para
2007, contudo, o plano foi adiado, fortalecido pela
final entre Vasco e Flamengo no ano passado, vencida
pelos rubro-negros e com grande repercussão
positiva.
Com um lobista de primeiro nível como o Clássico
dos Milhões, a entidade máxima do futebol
nacional manteve então o regulamento vigente
desde 2001, com 64 clubes e novamente desfalcada dos ‘libertadores’.
Mas isso não evitou mudanças, talvez
as mais drásticas dos últimos anos, no
sistema de classificação, que limou os
convites e deu maior ênfase ao ranking.
A tática deu o resultado esperado à CBF
e equipes tradicionais que andavam sumidas do torneio,
como Ponte Preta, Portuguesa (essa ausente desde 2002),
o trio de ferro pernambucano, Juventude, Guarani, América-RJ
e o Bahia voltassem ao principal mata-mata do pais.
Em um ano marcado por zebras (2006) nos estaduais,
nada menos que 17 equipes estrearam na competição,
um número expressivo, com destaque para Adap/Galo-PR,
Fast-AM, Colo-Colo-BA, Ferroviária-SP, Pirambu-SE,
Madureira-RJ, Veranópolis-RS e Vitória-ES.
Um misto de clubes tradicionais, carismáticos – e
até certo ponto folclóricos – e
emergentes, que aliado às ausências dos
seis representantes brasileiros na Libertadores, deu
mais uma oportunidade do futebol carioca se destacar.
Mantendo uma tradição que perdura desde
2003, o Fluminense garantiu mais uma vez a Cidade Maravilhosa
na decisão. Uma história em que o próprio
Tricolor participara em 2005, mas que a surpreendente
derrota para o Paulista de Jundiaí, em pleno
São Januário, deixou cicatrizes.
Para piorar o estigma tricolor, o adversário
da final foi o Figueirense. Pela primeira vez na decisão,
a equipe catarinense havia surpreendido no Brasileirão
de 2006, quando desperdiçou a vaga na Libertadores
nas rodadas finais. O elenco havia sido desmanchado
e algumas revelações daquele plantel,
como Soares e Cícero, estavam justamente nas
Laranjeiras.
Para chegar à decisão, Flu e Figueira
fizeram campanhas irrepreensíveis. Os cariocas
tiveram apenas uma derrota em 12 partidas, contra duas
dos catarinenses. Ambos puderam se orgulhar
do fato de terminarem com o melhor ataque da competição,
com 22 gols marcados cada. O Alvinegro ainda teve o
artilheiro da disputa, Victor Simões, dono de
cinco tentos, mesma marca atingida por Dênis
Marques (Atlético-PR), André Lima (Botafogo-RJ)
e Dimba (Brasiliense).
A trajetória tricolor na Copa do Brasil foi
morna, mas eficiente. Logo na primeira fase, não
teve pena da Adesg-AC e sapecou uma goleada
de 6 a 0 nos rivais no Maracanã, número
só alcançado por Vasco, diante do Fast,
e Náutico, contra o Parnahyba-PI. O Flu passou
sufoco diante do América-RN (chegou a tropeçar
para o Dragão em pleno Maraca) e Bahia (dois
empates e a vantagem dos gols marcados fora de casa).
A confiança para a torcida aconteceu diante
do Atlético-PR, quando o clube venceu por 1
a 0 na Arena da Baixada e se classificou para encarar
o Brasiliense.
| Foto Djalma Vassão / Gazeta Press |
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Carlos Alberto desfalcou o Fluminense em duelos decisivos e foi negociado após a conquista do título
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A facilidade diante do Jacaré tornou imprevisto
o que estava por vir diante da zebra de Florianópolis.
Por pouco uma nova final carioca foi cultivada, mas
erros de arbitragem e polêmica (clique aqui) garantiram
o Figueira. O sorteio da CBF sacramentou a finalíssima
no Orlando Scarpelli e assim, no dia 30 de maio, um
Maracanã lotado viu, perplexado, um visitante
até certo empolgado, que não se intimidou
e abriu o placar aos 37 do segundo tempo. Antes que
os mais pessimistas já chorassem a perda do
troféu, Adriano Magrão aproveitou boa
jogada de Thiago Neves e empatou apenas cinco minutos
depois.
O dia que ficará marcado para os torcedores,
no entanto, é 6 de junho. Em um típico
duelo de decisão, com equipes nervosas, muita
catimba e chances de gols escassas. Uma ironia, afinal,
na primeira delas, aos dois minutos de jogo, o Flu
faria o seu gols. Adriano Magrão ganhou na corrida
da marcação, invadiu a área e
cruzou, o zagueiro Roger dominou de peito e completou
o lance às redes. Um lance, acima de tudo, oportuno,
que tirou a vantagem do Figueirense e garantiu a viagem
da taça até às Laranjeiras. Foi
o primeiro título de primeira linha em caráter
nacional do clube desde 1984.
Também foi a primeira conquista de relevância
no período Unimed, coroando o técnico
Renato Gaúcho. Espécie de símbolo
tricolor, o ex-atacante se vingou da derrota com o
Vasco e deu o empurrão para sua própria
carreira como treinador, garantindo o primeiro título
no currículo nesta função.
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