| Grandes centros espantam
zebras e bicampeões Por
Jorge Correa, especial para GE.Net
Confira a lista
dos
campeões estaduais de 2007
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Acre
|
Rio Branco |
Alagoas |
Coruripe |
Amapá |
Trem |
Amazonas |
Nacional |
Bahia |
Vitória |
Ceará |
Fortaleza |
Distrito Federal
|
Brasiliense |
Espírito Santo
|
Linhares |
Goiás
|
Atlético Goianiense |
Maranhão |
Maranhão |
Mato Grosso |
Cacerense |
Mato Grosso do Sul |
Águia Negra |
Minas Gerais
|
Atlético-MG |
Paraíba
|
Nacional de Patos |
Pará |
Remo |
Paraná
|
Paranavaí |
Piauí |
River |
Pernambuco |
Sport |
Rio de Janeiro |
Flamengo |
Rio Grande do Sul
|
Grêmio |
Rio Grande do Norte |
ABC |
Rondônia |
Ulbra |
Roraima
|
Atlético Roraima |
Santa Catarina |
Chapecoense |
São Paulo |
Santos |
Sergipe |
América |
| Tocantins |
Palmas |
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Os campeonatos estaduais deste ano não deram lugar
para zebras nos grandes centros. São Paulo, Rio de Janeiro,
Minas Gerais e Rio Grande do Sul viram times tradicionais
levantem as taças dos torneios que abrem a temporada
brasileira. Em dois desses estados, tivemos bicampeões.
Torcedores de Santos e Grêmio comemoram seus segundos
títulos estaduais consecutivos em 2008.
Em São Paulo, o Santos mostrou que a tradição ainda
prevalece. Depois de se classificar na primeira fase
na primeira colocação, a equipe do litoral teve muita
dificuldade para passar pelo Bragantino (surpresa do
torneio) na semifinal. Depois de dois empates por 0
a 0 – quando o goleiro Felipe, que depois acabou no
Corinthians, se destacou – a equipe do litoral se classificou
por ter tido melhor campanha na primeira fase.
Na final, mais uma grande batalha. O adversário na
decisão foi o São Caetano, classificado depois de golear
o São Paulo por 4 a 1 na semifinal. Na primeira partida,
o time do ABC paulista surpreendeu e venceu por 2 a
0. Na grande final, muita emoção. Um gol de Moraes,
no final da partida, garantiu à equipe santista o mesmo
placar do primeiro jogo. Mais uma vez, a boa campanha
deu vantagem ao Santos, que conquistou mais uma vez
o título estadual.
Já no Rio Grande do Sul, o bicampeonato do Grêmio
começou com uma surpresa no seu grande adversário. Pouco
tempo depois de ter sido campeão do Mundial de Clubes
da Fifa derrotando o todo-poderoso Barcelona no Japão,
o Internacional começou o ano de forma desastrosa não
passou nem mesmo da primeira fase do Campeonato Gaúcho
(o que também aconteceria pouco tempo depois na Copa
Libertadores).
Sem seu principal concorrente, o Tricolor de Porto
Alegre não teve muitos problemas para conseguir o bicampeonato
gaúcho. Sua maior dificuldade foi na semifinal, quando
perdeu a primeira partida para o Caxias, fora de casa,
por 3 a 0, mas no Olímpico goleou por 4 a 0. Na final,
mais um adversário da Serra Gaúcha. Depois de segurar
o empate por 3 a 3 na partida de ida, o Juventude sucumbiu
em Porto Alegre e perdeu por 4 a 1, com o Grêmio sagrando-se
bicampeão.
Bateu na trave – Já no Rio de Janeiro, o bicampeonato
estadual ficou no quase. Jogando a Copa Libertadores,
o Flamengo chegou à final logo de cara, conquistando
a Taça Guanabara, primeiro turno na competição, ao derrotar
o Madureira na final. Depois, o time relaxou no returno
para se concentrar no torneio continental (que caiu
nas oitavas-de-final). Já o Botafogo, campeão em 2006,
foi à decisão vencendo a Taça Rio depois de passar pela
Cabofriense na decisão.
Na grande final do Campeonato Carioca, muito equilíbrio.
Em duas partidas com o Maracanã lotado, dois empates
por 2 a 2. Assim, o título estadual do Rio de Janeiro
foi decidido nos pênaltis. O goleiro flamenguista Bruno
brilhou, defendendo as cobranças de Juninho e Lucio
Flavio e levando o Rubro-negro ao título três anos depois
de sua última conquista estadual.
Três anos depois também, o estádio do Mineirão viu
novamente a sua mais tradicional final. Depois de o
Ipatinga figurar entre os principais times de Minas
Gerais (sendo campeão em 2005 e vice na temporada seguinte),
Cruzeiro e Atlético-MG voltaram a dividir as atenções
do estado. A Raposa tentava o bicampeonato, mas acabou
passando vergonha na final do torneio.
A primeira partida da decisão mineira ficou marcada
por dois motivos. O primeiro foi a goleada de 4 a 0
que o Galo aplicou em cima de seu arqui-rival, que culminou
com a demissão do técnico Paulo Autuori. O outro motivo
foi a forma bisonha que o goleiro Fábio levou o quarto
gol. Após o terceiro tento atleticano, o camisa 1 do
Cruzeiro virou as costas para o campo, para buscar a
bola no fundo do gol e nem viu quando uma nova bola,
chutada por Vanderlei, entrou. No segundo jogo, o time
celeste venceu por 2 a 0, mas não foi o suficiente para
evitar o 39º título estadual do rival.
Mas algumas surpresas
apareceram...
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Se paulistas, cariocas,
gaúchos e mineiros viram pouca coisa mudar, a
zebra correu solta em Goiás, Santa Catarina e
Paraná. Depois de derrubar o arqui-rival Vila
Nova na semifinal, o Goiás chegou à decisão com
toda a sua tradição, mas tinha pela frente o Atlético
Goianiense, primeiro colocado de seu grupo da
primeira fase. E após empatar o primeiro jogo
por 2 a 2, o Rubro-negro sagrou-se campeão goiano
19 anos depois de sua última conquista ao vencer
a finalíssima por 2 a 1.
Em Santa Catarina, o primeiro destaque foi a
luta do Figueirense para não cair depois de ter
feito um primeiro turno muito ruim. A final foi
entre o Criciúma, vencedor do primeiro turno,
contra a Chapecoense, que levou o segundo. O time
de Chapecó conquistou o título ao vencer a primeira
partida por 1 a 0 e empatar por 2 a 2 o segundo.
Outro estado onde a zebra correu solta foi no
Paraná. Com os dois times mais tradicionais, Atlético-PR
e Coritiba, caindo nas semifinais do torneio,
a decisão ficou nas mãos de Paraná Clube e Paranavaí.
O primeiro também tentava o bicampeonato. Depois
de vencer o primeiro jogo em casa por 1 a 0, a
equipe do interior segurou o empate por 0 a 0
na partida de volta e sagrou-se campeão paranaense
pela primeira vez em sua história. |
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