Pelo mundo, favoritos
campeões e uma surpresa nas motos
A temporada de 2007 da Fórmula 1 foi de disputa aberta
até a última corrida e com a conquista até certo ponto
surpreendente de Kimi Raikkonen. Porém, em algumas das
principais categorias ao redor do mundo, poucas foram
as surpresas nos nomes dos campeões.
Na IRL, finalmente Dario Franchitti conquistou o título
que havia perdido para Juan Pablo Montoya em 99, e da
maneira mais impressionante possível: na última volta
da última corrida. Até os metros finais da etapa de
Chicago, o ano era de Scott Dixon, mas o neozelandês
levou a pior em uma estratégia arriscada e viu sua Chip
Ganassi ficar sem combustível. O escocês da Andretti-Green
aproveitou-se e tomou a ponta, deixando Dixon com o
segundo lugar na prova e na temporada.
Antes disso, Franchitti já havia contado com a sorte para vencer as 500 Milhas de Indianápolis, quando assumiu a ponta poucas voltas antes de a prova ser interrompida pela chuva, e escapou ileso de duas capotagens cinematográficas nos GPs de Michigan e Kentucky.
Após ser campeão, o escocês anunciou a transferência para a Nascar. O melhor brasileiro foi Tony Kanaan, que terminou em terceiro lugar.
Já a Fórmula Indy consagrou mais uma vez o francês
Sébastian Bourdais como o maior nome da história recente
da categoria. Antes de deixar o automobilismo norte-americano
para tentar a sorte na Fórmula 1, Bourdais conquistou
por antecipação o tetracampeonato da Indy com 364 pontos,
deixando estatísticas dignas de registro: nos últimos
quatro anos, nos quais foi campeão em todos, o francês
venceu nada menos do que 28 das 55 provas disputadas,
ou 50,9% delas. Justin Wilson foi vice-campeão com 281
pontos, contra 268 de Robert Doornbos e 262 de Will
Power. Único brasileiro da Indy e ex-companheiro de
Bourdais na Newman-Haas, Bruno Junqueira foi o sétimo,
com 233 pontos.
No Brasil, a Stock Car também reconduziu com folgas
seu campeão de 2006 ao título de 2007. O agora bicampeão
Cacá Bueno nem se importou com o equilíbrio que deveria
ser gerado pelo sistema de playoffs, e conquistou o
campeonato com uma etapa de antecipação. O piloto da
equipe Eurofarma RC terminou o ano com 278 pontos, deixando
Rodrigo Sperafico, Thiago Camilo, Marcos Gomes, Felipe
Maluhy e Ingo Hoffmann na briga pelo vice-campeonato.
Melhor para Sperafico, que somou 265.
Porém, a conquista do paranaense na etapa de São Paulo
foi pouco comemorada. Poucas horas após a quarta colocação
em Interlagos, Rodrigo veria seu primo Rafael Sperafico
falecer em um grave acidente na Stock Car Light, em
que se envolveu com Renato Russo. Foi o terceiro acidente
fatal na Stock desde 2001.
Por fim, na MotoGP, a equipe Repsol Honda foi incapaz
de dar a Nicky Hayden seu segundo título mundial. Em
um ano em que Valentino Rossi novamente não brilhou,
o motociclismo mundial viu surgir uma nova estrela:
Casey Stoner, australiano da equipe Ducati Marlboro
e campeão com apenas 22 anos. O espanhol Dani Pedrosa
foi vice-campeão, enquanto o brasileiro Alexandre Barros
aposentou-se com o décimo lugar. |