Decepção no taekwondo,
no handebol e nas maratonas aquáticas
Ao contrário do que aconteceu no judô, vela e ginástica,
três modalidades ficaram abaixo do esperado em Mundiais
realizados este ano: o taekwondo, handebol e maratonas.
No primeiro caso, a expectativa era pelo bicampeonato
de Natália Falavigna na categoria 72kg. Mas não foi bem
isto o que aconteceu.
Longe das condições ideais para se preparar, Natália
até foi bem na competição. Logo na estréia, enfrentou
ninguém menos que a inglesa Sarah Stevenson, oponente
que derrotou na decisão do título conseguido em 2005.
Dona de uma técnica elaborada, a paranaense não se intimidou
e passou pela rival.
Porém, mais à frente caiu diante da futura campeã,
a mexicana Maria Espinosa (que viria a derrotar a brasileira
novamente na decisão do Pan) e ficou com a medalha de
bronze. A competição ainda serviu para consagrar o norte-americano
Steven Lopez, que, na categoria até 78kg, conquistou
o título mundial pela quarta vez consecutiva.
No handebol, os resultados também ficaram abaixo do
esperado. No Mundial masculino, por exemplo, a seleção
verde-amarela apenas igualou o resultado de 2005 e terminou
em um modesto 19º lugar. A campanha do Brasil foi prejudicada
por um desentendimento entre Bruno Souza, o astro da
equipe, e o técnico Jordi Ribera, que deixou o jogador
de fora da competição.
Entre as mulheres, uma derrota para a Macedônia destruiu
o sonho do Brasil de pelo menos igualar a sétima colocação
conquistada em 2005. A equipe ainda chegou a conseguir
um empate histórico com a então campeã mundial Rússia,
mas isso não foi suficiente para evitar a eliminação
ainda na primeira fase do torneio. O time terminou o
torneio na 14ª posição.
Vice nos 5 e 10km do Mundial de maratonas aquáticas
em setembro de 2006, Poliana Okimoto também não conseguiu
repetir o mesmo desempenho no Mundial de Esportes Aquáticos,
disputado em Melbourne e ficou apenas em oitavo na prova.
Nos 5km, ela foi a sexta colocada, mas poderia ter alcançado
um lugar melhor caso não tivesse errado o percurso quando
estava em terceiro lugar.
Grande nome da modalidade no planeta, a russa Larissa
Ilchenko repetiu o desempenho do Mundial de 2006 em
Nápoles e venceu as duas disputas. Com isso, ela igualou
a marca histórica da holandesa Edith van Dijk, tendo
dois títulos nos 10km e quatro na distância mais curta.
Outros – Dada a baixa popularidade
de alguns esportes no país, pouca gente soube da realização
de alguns Mundiais com participação verde-amarela. É
o caso, por exemplo, do remo, canoagem, boxe, ciclismo
e triatlo, onde, conforme o esperado, o Brasil não alcançou
resultados expressivos.
Inclusive, em um dos casos, a canoagem slalom, teve
as disputas realizadas em Foz do Iguaçu. Como a competição
era Pré-Olímpica, os melhores nomes da modalidade se
reuniram na cidade paranaense. Já a ginástica rítmica,
apesar de não ter apresentado um desempenho excepcional
no Mundial de Patras (Grécia), viu a equipe nacional
ganhar um convite da Federação Internacional de Ginástica
para os Jogos Olímpicos de Pequim. |