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Nas quadras, mais do mesmo
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Foto: AFP
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Mesmo "mais perto" de Nadal, Federer manteve seu domínio no circuito mundial

Dentro das quadras, apesar de ter mantido seu já consolidado domínio, o suíço Roger Federer sofreu uma drástica redução de sua vantagem no ranking de entradas sobre Rafael Nadal. A diferença que no fim de 2006 era de 3900 pontos acabou reduzida a “módicos” 1445. Apesar de ter repetido sua impressionante campanha do ano anterior em Grand Slams e ter conquistado seu terceiro título do Aberto da Austrália, quinto de Wimbledon e quarto do Aberto dos Estados Unidos, ele reduziu suas taças de 12 do ano anterior para apenas oito na atual temporada.

Mesmo assim, Federer teve um ano “quase perfeito” fechado com seu quarto título na Masters Cup de Xangai, torneio que reúne os oito primeiros do ranking de corridas da ATP, vencendo facilmente o espanhol David Ferrer por 3 sets a 0 na decisão. Para fechar a temporada, levou da Federação Internacional de Tênis o prêmio de melhor tenista do ano, homenagem concedida também para Justine Henin.

Em Roland Garros, o espanhol Rafael Nadal manteve o domínio e mais uma vez derrubou as pretensões de Roger Federer de conquistar sua primeira taça no Grand Slam francês. O número dois do mundo levou para casa seu terceiro título do mais importante torneio de saibro do circuito. No total, ele somou seis na temporada, inclusive o do Masters Series de Indian Wells, disputado em quadra de cimento.

A grande ascensão da temporada ficou por conta do sérvio Novak Djokovic, que subiu do 16° lugar no ranking para a terceira colocação, com a conquista de cinco títulos (torneios de Adelaide, Viena e Estoril e dos Masters Series de Montreal e Miami) e os vices do MS de Indian Wells e do Aberto dos Estados Unidos.

O espanhol David Ferrer também teve um ano diferenciado, já que pulou dez posições no ranking da ATP e conseguiu se classificar para a Masters de Xangai com títulos importantes no final da temporada em Tóquio, Bastad e Auckland. Destaque importante também teve o chileno Fernando Gonzalez, melhor tenista sul-americano na classificação mundial.

No feminino, só dá Henin - Se no masculino alguns concorrentes tentam fazer frente a Federer, no feminino Justine Henin reina quase sem rivais. A belga justificou o rótulo de melhor tenista da atualidade ao conquistar em 2007 dez troféus da WTA, inclusive a Masters Cup de Madrid. Mostrando diversidade para se adaptar a diferentes tipos de piso, a ela foi campeã de Roland Garros, único Grand Slam disputado no saibro, e sacramentou o brilhante ano ao garantir seu segundo título do Aberto dos Estados Unidos de sua carreira. Com a performance, ela fechou a temporada com 2430 pontos de vantagem sobre a russa Svetlana Kuznetsova no ranking mundial.

Esta temporada também marcou o retorno de duas tenistas importantes que estavam em baixa no começo do ano. As irmãs Williams superaram lesões e garantiram títulos importantes. Em janeiro, Serena surpreendeu a todos ao faturar o Aberto da Austrália e seis meses depois, Venus tornou-se tetracampeã em Wimbledon, Grand Slam disputado na capital inglesa de Londres.

A grande decepção ficou por conta da musa Maria Sharapova, que sofreu com uma grave contusão no ombro. Apesar do ano ruim, a russa chegou à decisão do Aberto da Austrália e na seqüência alcançou as semifinais de Roland Garros. Seu único título na temporada foi conquistado no Torneio de San Diego, nos Estados Unidos.

Enquanto o ano marcou a revelação de jovens tenistas, como as sérvias Ana Ivanovic, de apenas 20 anos, e Jelena Jankovic, de 22, ambas figuras freqüentes nas rodadas finais dos principais torneios da WTA, duas experientes atletas penduraram as raquetes.

Um ano para esquecer

Para os tenistas brasileiros, a temporada de 2007 reservou poucos momentos de felicidade. A equipe nacional teve a chance de retornar ao grupo de elite da Copa Davis, mas um fraco desempenho diante da Áustria, em agosto, acabou com o sonho verde-amarelo.

Durante a preparação, muitos problemas. Depois de Flávio Saretta ser cortado por lesão e substituído pelo novato Thomaz Bellucci, o duplista Marcelo Melo pediu dispensa alegando motivos pessoais. Mais tarde, seria revelado que esse motivo era o resultado positivo em um antidoping. Além disso, o time comandado pelo capitão Chico Costa embarcou com a eterna dúvida da condição física de Gustavo Kuerten, que sequer havia disputado um torneio importante na temporada e ainda se recuperava de uma contusão no quadril - a mesma que já exigiu duas cirurgias para aliviar as dores no local.

Com o tricampeão de Roland Garros ainda se recuperando, o Brasil enfrentou a Áustria com o jovem Thomaz Bellucci, de apenas 19 anos, André Sá e Ricardo Mello. O atleta do juvenil perdeu logo na estréia e, na seqüencia, Mello também foi atropelado pelos europeus. A eliminação foi sacramentada na partida da dupla nacional formada por Guga e Sá.

A única salvação para o tênis brasileiro foi a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em julho. Flávio Saretta foi o último atleta a subir ao lugar mais alto do pódio no final da competição, quando bateu o chileno Adrian Garcia após salvar dois match points: placar final 2 sets a 1, parciais de 6/2, 4/6 e 7/6.
Foto: AFP
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Em Portland, grupo norte-americano quebrou jejum de 12 anos e tirou da Rússia chance de ser bi

EUA recuperam a Davis – Se para os brasileiros o ano foi mais um de amargura da Copa Davis, os norte-americanos só tiveram motivos para comemorar com o fim de um jejum de 12 anos. Jogando em casa, a equipe formada por Andy Roddick, James Blake e a dupla Bob e Mike Bryan derrotou a então campeã Rússia e coroou o ano com o título. Logo após a comemoração, o capitão Patrick McEnroe confessou que os Estados Unidos só quebraram o jejum porque não tiveram que enfrentar a Argentina, derrotada pela Suécia nas quartas-de-final, no saibro. A campanha norte-americana teve vitória na estréia diante da República Tcheca, depois contra Espanha, Suécia e, finalmente, sobre a Rússia.

Sem o bi na Copa Davis, a Rússia ficou com o título na Fed Cup, versão feminina da disputa entre nações. Sem Maria Sharapova, as russas tiveram duas vitórias de Svetlana Kuznetsova, uma de Anna Chakvetadze e outra de Elena Vesnina para bater a Itália na decisão em Moscou. Antes, a equipe passou por Espanha e Estados Unidos.

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