Futebol e livros

A Copa do Mundo da África do Sul possibilitou a publicação de dezenas de livros sobre futebol, alguns interessantes. Com a próxima Copa no Brasil, em 2014, as editoras e os escritores poderiam programar edições sobre a história do futebol e dos profissionais que o fizeram o esporte preferido do Brasil e o principal jogo de bola do mundo.

Acho que seria interessante um livro sobre o trabalho dos principais treinadores brasileiros, desde as primeiras décadas do Século 20. Sem aquela história de “Dez treinadores que mais títulos ganharam”. Um bom analista poderia historiar a importância de determinados nomes em suas respectivas épocas.

Claro que os técnicos das equipes campeãs são nomes óbvios. Aí já temos Vicente Feola, Aymoré Moreira, Zagallo, Parreira e Scolari. Outros não ganharam Mundiais, mas estão no coração dos que apreciam o futebol, caso de Telê Santana. E há nomes históricos ligados à seleção, como Flávio Costa, Zezé Moreira, Coutinho, Osvaldo Brandão, Silvio Pirilo (o primeiro a convocar Pelé em 1957).

E tem João Saldanha que, sem ser técnico profissional, fez importante trabalho nas eliminatórias da Copa do México de 1970. Ou o folclórico Gentil Cardoso, que se dizia sem chance de dirigir a seleção (“lá, só homem branco”).

Também vale uma história dos grandes jogadores, tanto os que foram aos Mundiais como os que não tiveram essa chance, embora certamente merecessem. Aí são craques como Dirceu Lopes, Roberto Dias, Raul, Canhoteiro etc.

Enfim, há tempo para pensar. Seria bom também que os ficcionistas escrevessem mais sobre futebol. Há obras formidáveis, como a biografia de Garrincha (de Ruy Castro). Mas Garrincha vale um romance, penso que muitos concordam.

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