Adhemar e a redação da GE.net

Belo trabalho da redação da GE.net, lembrando os 10 anos da morte de Adhemar Ferreira da Silva, o mais importante atleta da história olímpica do Brasil. Grandes campeões de outros esportes também concordam com a afirmação, caso do grande velejador, medalhista olímpico e ex-secretário nacional de esportes, Lars Grael.

Nas pistas, Adhemar conquistou títulos em disputa nos grandes eventos dos anos 1950, como Olimpíadas, PAN e Universíades.

Como cidadão, teve igualmente um currículo respeitável, que o fez colunista do mais importante diário do Rio de Janeiro daquela década, o “Última Hora”, dirigido pelo legendário jornalista Samuel Wainer. Na década de 1960, foi adido cultural junto à Embaixada do Brasil na Nigéria.

Foi homenageado por todas as instituições esportivas importantes: “Membro Emérito” da Confederação Brasileira de Atletismo (1987), autor de uma das 100 performances do Jubileu de Diamante da IAAF (1912-1987), Ordem do Mérito do COI (2000). Em 2001, o COB instituiu um Troféu que leva seu nome.

Quando morreu, Adhemar era presidente da Comissão de Atletas da CBAt. Hoje, na Galeria Olímpica que mantém em Manaus, o presidente da Confederação, Roberto Gesta de Melo, dedica uma sala ao grande campeão.

Parabéns ao Bruno Ceccon, à Carolina Canossa e aos editores da GE.Net.

Marta e Messi

A “Bola de Ouro” está em boas mãos e em bons pés. Na cerimônia realizada em Zurique, Marta ganhou o prêmio pela quinta vez seguida e Messi, pela segunda. Houve certa decepção em alguns portais e jornais esportivos europeus. Eles achavam que Xavi ou Iniesta mereciam mais que o argentino. Difícil entender.

Xavi e Iniesta são craques e o prêmio estaria igualmente bem com um deles. Mas como colocar o merecimento de Messi em dúvida? Será que o mais exigente cronista ou torcedor europeu tem alguma dúvida sobre a qualidade do futebol do jogador do Barcelona? Em caso de resposta afirmativa, aconselha-se a consulta a um bom psiquiatra.

Claro, há os que são contra pela própria natureza. Reclamariam se não fosse Messi o escolhido. Mas, neste caso, não é questão de opinião nem de consulta ao médico. É má fé, apenas. E sobre isso não há jeito.

Quanto a Marta, parece que não há nenhuma crítica mais séria ao seu pentacampeonato. Vale, porém, lembrar que os certames femininos no Brasil têm nível fraquíssimo de organização e praticamente nenhuma mídia. Prefiro ficar na minha praia e faço uma crítica à imprensa esportiva: já reconheci acima o pouco ou nada que as entidades responsáveis fazem pelas competições do futebol feminino. Mas a cobertura que é dada a eles está no mesmo nível.

Por isso, embora subscreva as críticas feitas aos cartolas do futebol, lembro também que quase não há acompanhamento dos eventos para mulheres. Está na hora de os jornalistas esportivos darem conta da parte que lhes cabe.

Não adianta dizer “damos o que o público quer”. Quem “dá o que o público quer” é o pessoal da área de entretenimento. Jornalista e os meios de comunicação precisam divulgar o que é importante. E será que alguém acha que o prêmio ganho por Marta e o futebol feminino não são importantes?

A bela logomarca dos Jogos do Rio 2016

Os Jogos Olímpicos do Rio 2016 já tem sua logomarca, apresentada pela organização durante a festa de réveillon, na Praia de Copacabana, no último dia 31. O logo – elaborado pela agência Tátil – é muito bonito e diferente, e dá a ideia de movimento e, em consequência, da atividade esportiva.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional esteve presente ao lançamento. E no dia 1º, Jacques Rogge foi, com Carlos Nuzman, à solenidade de posse da presidenta Dilma Rousseff.

No discurso de posse, por sinal, Dilma lembrou a responsabilidade de substituir o presidente Lula, que deixou a chefia do governo com os mais altos índices de aprovação pela população brasileira. E a presidenta foi clara ao confirmar que para o Brasil é importante realizar bem a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Voltando à festa de lançamento da logomarca do Rio 2016, conduzida no palco por Daniela Mercury, foi inteligente a escolha de Maurren Maggi e Caio Cezar dos Santos para simbolizar os atletas no evento. Afinal, eles são campeões olímpicos, simbolizam o que temos de melhor (Maurren) e o potencial para chegar bem a 2016 (Caio).

E depois, o atletismo é o esporte olímpico essencial. É assim pela história, tradição e por decisão do COI, que o coloca como o único esporte de categoria A, à frente do futebol, do basquete, do boxe e das demais modalidades.