Assembleia do Atletismo

A Confederação Brasileira de Atletismo realizou sua Assembleia Geral 2011 no último dia 24 em Manaus, cidade-sede da entidade. Várias propostas da Presidência foram aprovadas. Uma delas foi o limite de uma reeleição para o Presidente e Vice-Presidente.

Da mesma forma, definiu-se que as eleições terão votação secreta. Também foi aprovada a antecipação da eleição do próximo Presidente para fevereiro de 2012. A posse será, como previsto, em fevereiro de 2013.

“Assim, faremos a transição adequada, até porque estaremos em plena preparação para os Jogos Olímpicos do Rio 2016”, afirmou o presidente da entidade, Roberto Gesta de Melo.

Dos 45 integrantes da Assembleia, 42 estiveram presentes e 39 aprovaram a data da eleição (votaram contra os representantes das Federações do Rio de Janeiro, Distrito Federal e Santa Catarina).

Têm assento na reunião da Assembleia Geral da CBAt os representantes das 27 Federações filiadas, dos cinco clubes com maior pontuação da edição anterior do Troféu Brasil de Atletismo, os representantes dos treinadores e dos árbitros, e os medalhistas olímpicos.

Uma nota triste, outra alegre

No fim de semana, uma notícia triste: a morte de Edson Bispo, campeão mundial de basquete e medalhista olímpico. Além de defender a Seleção Brasileira, Edson foi um craque do Palmeiras, na virada para os anos 1960. Vale lembrar que, na época, o alviverde rivalizava com Sírio e Corinthians, as duas maiores forças do basquete no País.

Nos tempos de Edson Bispo, o Brasil tinha uma grande geração de talentos. Wlamir Marques e Amauri Passos pontificavam. Menon, Sucar, Mosquito, Rosa Branca e Ubiratã eram outros nomes de ponta. A força do grupo está confirmada nos título do período. A Seleção Brasileira foi bicampeã mundial (Chile 1959 e Brasil 1963) e duas vezes subiu ao pódio olímpico (medalha de bronze em Roma 1960 e em Tóquio 1964).

Uma notícia alegre: Ronaldo, o Fenômeno, enfim, deixou as chuteiras. Abandonou-as, como se dizia antigamente. Ronaldo foi um atacante fantástico, autor de jogadas maravilhosas e de gols incríveis. Junto com Rivaldo, foi um dos destaques do Brasil na conquista do pentacampeonato na Copa do Mundo Coreia-Japão 2002.

Mas, a hora de parar, na verdade, já havia passado. Penso, mesmo, que, no futuro, quando analisar com calma este período, ele verá que sua vinda para o Timão não foi uma coisa boa. Devia ter parado antes, mas esta é apenas a minha opinião. Espero que Ronaldo exerça com felicidade alguma atividade ligada ao esporte.

Claudio Richardson, um marchador de respeito


O atletismo é o mais nobre dos esportes olímpicos e entre as modalidades atléticas a marcha é uma das mais difíceis. O praticante deve ser disciplinado e ter alto poder de abstração. Precisa  esquecer tudo e concentrar-se apenas na competição. Numa prova de marcha, o atleta não pode perder o contato com o solo.

Foi uma disputa de marcha abriu o calendário do atletismo nacional em 2011, em Barueri, no domingo 30, com a Copa Brasil Caixa de Marcha 50 km. O campeão foi o potiguar Claudio Richardson dos Santos. Aliás, Claudio foi heptacampeão. Vejam bem: ele ganhou pela sétima vez, em uma década, sua prova no principal evento da modalidade no País. Justamente nos 50 km, que muitos especialistas entendem ser a prova mais dura do atletismo.

Claudio Richardson ganhou a prova, disputada em Barueri, com o tempo de 4:13:20, muito bom, se considerado o forte calor que fez em toda a Grande São Paulo no dia. Seu recorde pessoal é 4:00:24, marca que obteve em 2008, na Copa do Mundo de Marcha, realizada na Rússia. Ele também disputou o PAN 2007, no Rio, e terminou em 7º lugar.

Este ano, Claudio luta por um lugar na equipe que disputará os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro, no México. Para isso, tem que ser um dos dois primeiros no Ranking Brasileiro, no período que vem de 1º de setembro do ano passado e terminará em 8 de maio próximo. No momento, ele está em 2º lugar, atrás apenas de Mário José dos Santos Júnior, que é líder com 4:03:30.

A esperança de Claudio é melhorar ainda mais sua marca no Ranking. Para isso, terá oportunidade na Copa Pan-Americana de Marcha, marcada para 26 e 27 de março, na Colômbia. Então, contra fortes competidores, principalmente colombianos e equatorianos, poderá melhorar ainda mais sua posição.

Ele estava sem clube. Considerando seu currículo, a Confederação Brasileira de Atletismo o convidou para competir. Claudio admitiu que havia ficado um tempo sem treinar. “Mas quando vi a oportunidade, não resisti, voltei aos treinos”, disse o atleta, que vive em Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte, terra de outros bons valores do atletismo, como o velocista Vicente Lenilson, vice-campeão olímpico do 4×100 m.

A meta de Claudio é disputar o PAN no México e quem o conhece sabe que ele pode alcançá-la.