Falta Felipe na lista dos melhores

Divulgada a lista dos 33 nomes que concorrem ao título de “Melhor do Campeonato Brasileiro-2011”. Um dos principais colunistas do País, Fernando Calazans, do “Globo”, criticou a ausência de Felipe, do Vasco. Acho que ele tem razão.

O vascaíno, que surgiu como grande revelação na década de 1990, caiu muito e demorou anos para voltar ao primeiro plano do futebol nacional. A importância do jogador na muito boa campanha do time na temporada penso que ninguém discute. E quantos são melhores que ele na função de coordenar as ações da equipe?

Junto com os treinadores Ricardo Gomes e Gustavo Borges, Felipe é um dos responsáveis pelo Vasco estar, a duas rodadas do final, com chances de levar o título do Brasileirão, embora, é claro, o Corinthians seja o favorito natural.

Na lista da CBF, acho que um acerto aconteceu no gol: Fernando, Júlio César e Jeferson foram realmente os melhores. E há algumas “barbadas”, como se dizia antigamente: Dedé é o melhor zagueiro da competição e Neymar o melhor jogador do Campeonato.

Tite, Felipão e comentários

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Não faz muito tempo, um comentarista disse que o Corinthians teria mais chances de levar o título do Campeonato Brasileiro caso trocasse Tite por Felipão.

Opinião se respeita, mas tomar um “copo de humildade” pela manhã é sempre bom, e deveria ser permanente na dieta dos comentaristas.

No mínimo, poderia levar a uma reflexão sobre a relatividade de tudo, principalmente quando o assunto é futebol.

Tite e Felipão já mostraram que são profissionais competentes, principalmente o segundo, que até campeão mundial com o Brasil já foi.

Mas hoje, a tabela do Brasileirão diz alguma coisa: o Corinthians continua líder e com boas chances de levar o título.

E Felipão parece que se conformou em classificar o Palmeiras para a Copa Sul-Americana.

Por falar em Corinthians, outro comentarista disse um tempinho atrás que Adriano seria o jogador que faria a diferença para o time na temporada.

No caso, nem se pode alegar que faltava conhecimento da parte do profissional.

No caso, parece que ele confundiu opinião com torcida para que tal fato se concretizasse.