Um encontro especial no Ibirapuera

Uma ideia surgiu há alguns meses entre antigos nomes do Atletismo nacional. Atletas que atuaram num passado recente ou remoto, como Cintia Camossato, revelação do lançamento do disco da final dos anos 1980. Cintia começou a contatar os velhos colegas e a adesão foi grande, de gente da capital, do interior e de outros estados.

“A intenção era essa, confraternizar”, dizia uma animada Cintia, com Janice Barili e Bárbara Vieira. Logo apareceram Ivam Berteli, Nelson Rocha dos Santos, Donizete Soares, Zequinha Barbosa, Luciano Cecílio Rosa, Conceição Geremias, Orlane dos Santos, Anisio Silva, Wilson Parreiras de Santana, Edelson Moreira da Silva e muitos, muitos outros…

“É emocionante, tem gente que não via há 30 anos”, disse Nelson Rocha.

Da Paraíba, onde se radicou, veio o casal Zé Ricardo de Assis (ex-decatleta) e Ana Rita Gomes (ex-velocista), com os filhos. E muito mais gente, como Sidnei Avelino, de Ribeirão Preto, e Arnaldo de Oliveira, do Rio de Janeiro.

Nelson Prudêncio brincou: “Havia gente antiga como eu e gente muita antiga, como a Wanda dos Santos.” E outros, de um tempo mais recente, como Roberta Corrêa, Avelino José dos Santos e Jefferson Hilário.

Mais gente continuou a aparecer durante a tarde, como Adauto Domingues e Esmeralda de Jesus. “E mais gente viria, mas vários antigos colegas moram em cidades distantes”, lembrava Cíntia. Mas quase 150 atletas atenderam o chamado.

Jovens talentos mostram força no Ibero-Americano

Terminou mais uma edição do Campeonato Ibero-Americano de Atletismo, com vitória por equipes do Brasil, na Venezuela. Individualmente, alguns dos principais resultados também foram obtidos por atletas do País. Caso de Geisa Arcanjo, campeã do arremesso do peso com 18,84 m, marca que lhe dá o direito de disputar a Olimpíada de Londres, em agosto.

Também marcou sua presença a jovem campeã do PAN Rosângela Santos, já qualificada para os Jogos Olímpicos e que venceu os 100 m com 11.41. O 4×100 m masculino venceu com bom tempo: Carlos Roberto Pio, Sandro Viana, Nilson André e Aldemir Silva Jr. marcaram 38.95.

São bons nomes brasileiros para a Olimpíada deste ano. O 4×100 m, por exemplo, pode ter reforços importantes, como Bruno Lins e Diego Cavalcanti. Se ambos e os quatro que correram na Venezuela estiverem bem, o revezamento brasileiro, ganhador do bronze em 1996 e prata em 2000, será novamente candidato ao pódio.

Geisa Arcanjo é um rosto da renovação atlética nacional, assim como Rosângela Santos. Geisa já pode ser colocada como sucessora de Elisângela Adriano, há mais de 10 anos recordista sul-americano do arremesso do peso com 19,30 m. Já Rosângela, ao lado de Ana Cláudia Lemos (que não pôde competir na Venezuela), é a cara da nova geração da velocidade nacional.

E houve outros bons resultados no Ibero, como o da jovem atleta Andressa de Oliveira, ganhadora do lançamento do disco com 64,21 m. Assim, superou mais uma vez o recorde sul-americano. Nos 200 m, Evelyn dos Santos foi a campeã com 22.99, recorde pessoal, outro bom resultados.

No heptatlo, Lucimara Silvestre foi campeã com 6.160 pontos e superou seu próprio recorde sul-americano que era 6.133, conseguido na vitória no PAN 2011. E chegou a 33 pontos do índice olímpico (6.193 pontos), marca que poderá alcançar no Troféu Brasil/Caixa de Atletismo, que começa no próximo dia 27, em São Paulo.

No quadro de medalhas, os brasileiros conquistaram 44 medalhas (14 de ouro, 18 de prata e 12 de bronze). No quadro de medalhas das 15 edições já realizadas, o Brasil soma 446 medalhas (153 de ouro, 153 de prata e 140 de bronze).