Um legado do Rio 2016

Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República

A mídia ainda não de deu conta da importância do evento da última quinta-feira, quando a Presidenta Dilma Rousseff e o Ministro do Esporte Aldo Rebelo lançaram o programa Bolsa Medalha. A meta é dar as melhores condições de preparação para os atletas e equipes que representarão o Brasil na Olimpíada e na Paraolimpíada do Rio 2016. Com isso, esperam as autoridades, que o País fique entre os dez primeiros nos próximos Jogos Olímpicos e entre os cinco melhores nos Paraolímpicos.

Na cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, com atletas, dirigentes e jornalistas presentes, o Ministro do Esporte lembrou que o programa representa um aporte de mais R$ 1 bilhão no esporte. Atletas, treinadores e profissionais das comissões técnicas serão beneficiados diretamente com quase 70 % destes recursos. Os outros 30 % serão para instalar e equipar centros de preparação dos esportes olímpicos e paraolímpicos.

Assim, no próximo quadriênio, o total de investimentos do Governo Federal, na preparação das equipes para os Jogos do Rio 2016, por via direta, e por meio de patrocínio de empresas públicas, totalizará R$ 2,5 bilhões.

Por sua vez, a Presidenta da República particularizou: “Assim como há Olimpíadas de matemática, vamos fazer uma Olimpíada Escolar do Atletismo, para descobrir o estudante mais rápido do País, o que salta mais longe”, disse Dilma Rousseff. A definição pelo atletismo é pelas características deste esporte, que faz de seu praticante apto a buscar outras modalidades, mais tarde, caso prefira.

Disse, ainda, a chefe do Governo, que estas ações do poder público serão feitas pelos Ministérios do Esporte e da Educação, com participação da Casa Civil, cuja titular, Gleisi Hoffmann, estava presente. Dilma enfatizou que os programas do governo na área devem visar não apenas 2016, mas que devem objetivar resultados para além da Olimpíada do Rio.

Atletas e dirigentes reconhecem o esforço do Governo em apoiar a preparação dos brasileiros. Já no ciclo olímpico 2009-2012 os investimentos públicos federais foram importantes. E os atletas e seus treinadores tiveram boas condições de trabalho. Se os resultados em Londres não foram os esperados, isto é uma análise que cada modalidade deve fazer.

Esta atitude do Governo Federal e a decisão de levar o MiniAtletismo para crianças de 7 a 12 anos às escolas públicas de período integral, associada a outras ações – o Governo do Paraná informou que também implantará este projeto nas escolas do Estado –, podem se configurar, no final das contas, em um legado dos Jogos de 2016.

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