Um quarto de boa notícia equivale a três quartos de má notícia

Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão

Não devemos ser mal agradecidos. Tanto reclamamos das notícias ruins que, ao saber de alguma coisa razoável, já queremos comemorar. Mas, cuidado: nem sempre o que parece ser, de fato, é. Tomemos uma afirmação atribuída ao governador do Estado do Rio, Sergio Cabral. A nota, que li em algum canto da net, diz que Sergio Cabral, filho do grande cronista de mesmo nome, teria desistido de mandar demolir o Museu do Índio.

Aqui é preciso lembrar: o Museu do Índio fica no Complexo Esportivo do Maracanã, onde também estão a Escola Modelo Arthur Friedenreich, o Parque Aquático Julio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros. Vejam bem: enquanto afirma que poupará da destruição o Museu do Índio, o governador cala-se quanto à Escola, o “Julio Delamare” e o “Célio de Barros”, igualmente ameaçados de demolição, nas obras de reforma do Maracanã para a Copa de 2014.

Aí está a razão do título, dos quatro equipamentos fundamentais da cidade, para a educação (Escola Modelo), cultura (Museu do Índio), esporte (o Parque Aquático e o Estádio de Atletismo), o governador acena com a preservação de uma parte, isto é: uma quarta parte, o Museu.

Quanto aos demais espaços, o ameaçador silêncio permanece. Ou seja, o governador continua insensível quanto à sorte dos estudantes, dos nadadores e dos atletas.

Assim, o que tem que se fazer é continuar com as manifestações. Nesta tarde, daqui a pouco, na verdade, às 18:30, em frente à sede da ABI, a comunidade atlética carioca e o Comitê Popular da Copa do Mundo e da Olimpíada 2016 fazem mais um ato contra a demolição do “Célio de Barros”.

Então é isso: TODOS À ABI.

Ary Vidal: um treinador vitorioso

Foto: CBBAry Vidal morreu no Rio de Janeiro aos 77 anos, nesta segunda-feira. Foi um dos mais vitoriosos treinadores do basquetebol brasileiro. Comandou a seleção masculina em Olimpíadas, Mundiais e PAN, e obteve grandes conquistas. A mais conhecida, que todo fã do basquete lembra, foi a memorável vitória no PAN de 1987, em Indianápolis. Na final do torneio de basquete, o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 115.

O time ganhou a medalha de ouro e a seleção norte-americana, pela primeira vez, era derrotada em casa numa competição oficial. Fala-se sempre, com justiça, na grande apresentação do time, especialmente de Oscar, que marcou 46 pontos, e Marcel, que fez 31. Mas não se deve esquecer que o Brasil terminou o primeiro tempo em desvantagem de 14 pontos (68 a 54). E virou espetacularmente no segundo tempo, igualmente graças às orientações do treinador.

Ary Vidal também estivera no banco da equipe brasileira nove anos antes, no Campeonato Mundial das Filipinas, em 1978. Na decisão do terceiro lugar, o Brasil perdia por um ponto. E graças a uma cesta de Marcel, feita com um arremesso do campo de defesa no último instante, o time virou e garantiu a medalha de bronze para o Brasil. Foi a última vez que o time masculino do Brasil subiu ao pódio em um Mundial.

Assim, a semana começou triste para os esportistas do País, com a morte de Ary Vidal. Da mesma forma que a anterior que a anterior, que terminou tragicamente com o incêndio que tirou a vida de mais de duas centenas de pessoas em Santa Maria, na madrugada de domingo.

Aos familiares e amigos do Ary e das vítimas do triste acontecimento do Rio Grande do Sul, toda a solidariedade.

Federer é grande, mesmo quando não vence

AFP

AFP

Não jogo e nem sou especialista em tênis. Minha relação com este esporte vem da adolescência, quando procurava ver os jogos quando a televisão mostrava. A antiga TV Cultura, muito diferente e melhor que a atual, passava jogos da Davis, quando aconteciam em nosso País. Via na TV, porque frequentar clubes como o Pinheiros não era para gente da periferia.

Mais tarde, já como repórter, várias vezes tive a oportunidade de acompanhar alguns torneios importantes e ver de perto lendas brasileiras, como Tomaz Koch. Ou do exterior, como Jan Kodes, Ilie Nastase, Ivan Lendel…

O jogo praticado, a partir do reinado de Bjorn Borg, no masculino, e, mais recentemente, pelas irmãs Venus e Serena Williams, no feminino, me fez perder um pouco o gosto pelo jogo.

Mas a presença de Roger Federer nas quadras, nos últimos dez anos, me fez retomar, um pouco, o gosto. Penso que os entendidos hão de concordar que Federer é um tenista de seu tempo, é claro. Mas parece inegável, a mim, pelo menos, que seu estilo combina talento e técnica, que o faz entrar no seleto grupo dos grandes jogadores, aqueles que fariam sucesso em qualquer tempo.

Escrevo esta nota após Federer deixar o Aberto da Austrália, superado na semifinal por Andy Murray, que agora disputará o título do primeiro Grand Slam do ano com Novak Djokovic. Mesmo quando perdeu, Federer demonstra inesgotável prazer em jogar. Enquanto mantiver esse encanto certamente continuará no grupo de frente no ranking da ATP.

Gilberto Silvestre e Tatiele de Carvalho querem o bi na Copa Brasil de Cross Country

O ano do atletismo começa e termina tendo as provas rústicas como protagonistas. É assim em todo o mundo. Isto porque, com exceção de raros países, como Austrália e África do Sul, a grande maioria das federações nacionais segue o calendário europeu. Assim, as principais competições de campo e pista acontecem de maio a agosto. Em abril e setembro também ocorrem eventos, mas raramente ocorrem marcas importantes.

No Brasil, no último trimestre de cada ano, em geral os destaques são corridas como a da Pampulha em Belo Horizonte, a Corrida Pan-Americana no Rio de Janeiro e a São Silvestre, em São Paulo. E o ano começa com a Corrida de Reis de Cuiabá – e aqui falo das provas que têm o Permit da CBAt.

Os eventos, organizados diretamente pela Confederação Brasileira de Atletismo, e que abrem o calendário nacional, são os chamados “fora de estádio”. Este ano, mais uma vez, a competição inaugural é a Copa Brasil de Cross Country, pelo terceiro ano seguido marcado para a cidade de Rio Claro, na região paulista de Campinas.

As provas, para adultos, juvenis e menores, serão disputadas a 3 de fevereiro, no Parque Lago Azul. Duas atrações já foram anunciadas: os campeões de 2012, no adulto masculino (Gilberto Silvestre Lopes), e feminino (Tatiele Roberta de Carvalho). Eles ainda não estão inscritos, respectivamente pela Orcampi/Unimed e a Pé de Vento. Mas o Departamento Técnico da CBAt informa que as inscrições podem ser feitas até o domingo, dia 27.

A Copa Brasil é seletiva para o Sul-Americano da modalidade, na Argentina, que por sua vez garante aos campeões um lugar no Mundial de Cross Country, que será na Polônia.

Rogério Ceni e a evolução da ‘espécie goleiro’

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Um dos maiores ídolos da história do São Paulo FC completa 40 anos nesta terça-feira 22. Mais que isso, Rogério Ceni continua jogando bola e é o goleiro titular absoluto do Tricolor. Com 1.050 jogos e 107 gols marcados em favor do Mais Querido, ele também é um personagem especial, não apenas no clube como na própria história do futebol.

Falo isso não apenas por Rogério ostentar o significativo recorde, como o goleiro que mais gols já marcou, na história do futebol mundial – alguns inesquecíveis, como o 100º gol, feito contra o Corinthians, em 2010, ano em que o Timão, por coincidência, comemorava um século de vida. Lembro, também, que em outros atributos técnicos Rogério está muito à frente de outros grandes goleiros de seu tempo. Afinal, que outro quarda-metas (história: guarda-metas caiu em desuso antes do nascimento do Rogério, em 22 de janeiro de 1973) sai jogando tão bem? Quem faz passes e lançamento longos, quase sempre colocando um companheiro em condições de dar sequência ao jogo?

Bem disse Raul Plassmann, ele também um bom goleiro, com rápida passagem pelo Morumbi: “Rogério é a evolução da ‘espécie goleiro’.” Taí, concordo. Claro que podemos dizer mais coisas ainda sobre o titular da camisa 1 são-paulina, como o próprio tempo no esporte. Afinal, desde 1990 no São Paulo, é o titular já há 13 anos. Eis aí outro ponto: aos 40 anos é titular de um dos principais times do País.

Claro que outros goleiros jogaram muito tempo. Dizem que Manga (ex-Botafogo e Internacional) teria jogado até os 45 anos. Mas há muito folclore quando se fala desse antigo jogador, que defendeu várias vezes a seleção brasileira na década de 1960. Vi o grande Gilmar defender o Santos até os 39 anos, mas aí o titular já era o Claudio.

O fato é que Rogério Ceni já está na história do São Paulo FC e entra na listas de melhores goleiros da história. Ele reúne algumas qualidades especiais. Além de ser um grande jogador, sabe passar tranquilidade para a equipe e é um líder nato. Dos que eu vi defendendo o time, liderança e autoridade igual em campo penso que apenas Gerson a ele se iguala.

Como ídolo, segue a linha, iniciada para os torcedores do clube nos anos 1930 por Friedenreich. Para mim, que lembro do futebol a partir de 1963, 1964, a linha começa com Roberto Dias, meio-campo e zagueiro formidável, que fez, nos melhores tempos, uma dupla de zaga perfeita com Jurandir.

Parabéns ao grande Rogério, que não dá a menor impressão de que pensa em parar de jogar, pelo menos proximamente. Aliás, para a felicidade dos são-paulinos.

Armstrong e a crítica de Djokovic

AFP

AFP

Vamos considerar, para começar, que Novak Djokovic é uma pessoa série e profissional íntegro. Assim, tem o direito de opinar que Lance Armstrong merece severa punição, por ter conseguido os seus feitos, com o uso de doping.

O antigo ciclista confessou, quando não havia mais como esconder, que suas oito vitórias na Volta da França foram alcançadas com uso de substâncias proibidas. Portanto, Armstrong merece as punições anunciadas pela USADA (a agência antidoping dos Estados Unidos) e UCI (União Ciclística Internacional).

Ele já está pagando com a vergonha, que atinge acima de tudo sua família, e também financeiramente, já que perdeu todos os seus patrocinadores. Na entrevista à conhecida apresentadora da televisão norte-americana, Oprah Winfrey, Armstrong admitiu que “perdeu toda a sua renda futura”.

De volta a Djokovic e a sua declaração de o ex-ciclista agora punido “merece sofrer”, vou aproveitar sua fala, para fazer uma sugestão: que em alguma de suas muitas entrevistas, algum jornalista que acompanha o circuito internacional de tênis fizesse pelo menos um questionamento: se Djokovic está disposto a questionar a Federação Internacional de Tênis, para saber se a entidade combate de fato o doping…

Porque todo mundo sabe que, pelo menos até algum tempo atrás, a FIT sequer divulgava os nomes dos tenistas que davam positivo. Seria bom saber como o doping é tratado hoje no tênis mundial.

O pouco interesse pelos Estaduais

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Não faltam bons jogadores nos times que disputarão o Campeonato Paulista, que começa neste fim de semana. Li há pouco na Gazeta Net que Murici praticamente definiu o Santos, que jogará contra o São Bernardo. Na equipe Neymar, melhor brasileiro em atividade. Há, ainda, Montillo, além de outros jogadores eficientes, como Arouca e André.

O Corinthians, campeão do mundo, tem Paulinho, Guerrero e, agora, Pato, sempre uma atração. O São Paulo conta com Rogério Ceni, Ganso e outros bons jogadores, embora tenha perdido Lucas. Mas, insisto: há bons jogadores inscritos nas equipes que disputarão o Campeonato.

Por que, então, o pequeno interesse? Será que a força do Campeonato Brasileiro, finalmente disputado com regulamento claro e justo, com pontos corridos, tornou obsoletos os torneios estaduais? Isso pode explicar a situação, pelo menos em parte. Afinal, se lembrarmos os tempos em que as competições locais tinham força, até os anos 1960, de nacional havia a Taça Brasil. Apenas em 1970, e, principalmente, no ano seguinte, passamos a ter um evento de fato nacional.

Mesmo assim, durante mais de três décadas a forma de disputa do Brasileiro variou muito. Eram fórmulas de difícil entendimento, sem contar a manipulação grosseira da cartolagem, que mudava o número de participantes até por conta de conveniências eleitorais.

Os Estaduais não estavam livres dessas mudanças de regras e outras manipulações. Os dirigentes do futebol nos Estados, com as exceções que sempre há, são parecidos com os cartolas nacionais. Mas, estes Campeonatos estavam mais próximos dos torcedores, o que fez com que sobrevivessem algum tempo.

No entanto, nesta última década, o Campeonato passou a ter 20 clubes, com a disputa de dois turnos. O campeão é o que soma mais pontos. Simples assim. E justo, também. Acho que é uma explicação razoável.

Guerrero está certo

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Paolo Guerrero diz que ainda não se acha um ídolo no Corinthians. Antes que me alertem que Guerrero é um jogador inteligente, que “faz o tipo” humilde, já aviso que reconheço ser essa uma possibilidade. Independente disso, porém, vamos convir que o peruano está certo. Para ser ídolo num time, além da qualidade do futebol, o jogador precisa mais que vestir a camisa. É necessário que ele conheça a alma da torcida, no caso, a corintiana.

Para ficar no alvinegro e considerando apenas o tempo que acompanho o futebol, dois jogadores, mais que todos os outros, preenchem esse requisito: Roberto Rivellino, que brilhou de 1965 a 1974, e o já saudoso Sócrates Brasileiro, a partir de 1978. No caso, eram geniais, que até vestiram outras camisas, mas que serão sempre lembrados como jogadores do Corinthians.

Há os que foram reconhecidos como ídolos, pela garra e eficiência com que sempre defenderam a equipe. Aí entram Zé Maria, Vladmir, Biro-Biro, Casagrande e vários outros. Já no final dos anos 1990, as referências eram Marcelinho, Ricardinho, Vampeta…

Mas todos esses jogadores defenderam o Corinthians por vários anos. Acho que aí entra a afirmação de Guerrero, de que ainda não é ídolo da torcida. Mas é claro que se ele continuar no clube por mais algumas temporadas, demonstrando o mesmo empenho, ele entrará na galeria de ídolos do Timão.

Demolição do Célio de Barros prejudica a Cidade Olímpica

Divulgação

Divulgação

O jornal “O Globo” confirma informações recebidas de atletas cariocas: o Governo do Estado do Rio já mandou lacrar as entradas do Estádio Célio de Barros e parece não ter voltado atrás em sua decisão de demolir o Estádio. Assim, o atletismo nacional perde um de seus templos e os atletas do Rio ficam sem o único espaço que tinham para treinar adequadamente. Isso, em plena Cidade Olímpica, sede dos Jogos de 2016.

As fotos que ilustram a reportagem de Claudio Nogueira no diário carioca assustam, com material de construção espalhado sobre a pista e o campo de competição.

Porém, se as imagens assustam, também não surpreendem. Há vários anos que ameaçam acabar com o Estádio, que foi palco de alguns dos maiores eventos atléticos realizados no País. Basta lembrar que de 1996 até 2001 ali foi disputado o Grande Prêmio Brasil. Milhares de pessoas lotavam as arquibancadas para ver atletas os melhores atletas do Brasil, como Robson Caetano, Claudinei Quirino, Maurren Maggi e muitos mais.

Do exterior vieram astros como os campeões olímpicos e recordistas mundiais Sergey Bubka, Mike Powell e Michael Johnson. Além do GP, o Estádio foi palco de torneios importantes, como o Campeonato Ibero-Americano de 2000, de várias edições do Troféu Brasil e de Campeonatos Sul-Americanos.

Foi na pista do Estádio, que, em 1981, Joaquim Cruz estabeleceu o recorde mundial juvenil dos 800 m, com 1:44.3, marca que vigorou por 16 anos. A mesma pista viu a despedida de Joaquim, no Troféu Brasil de 1997.

Se parece definitiva, a decisão do Governo do Rio, de tirar do mapa esportivo o Estádio Célio de Barros, a construção de uma nova praça está na promessa, há anos. Agora, onde vão treinar os atletas cariocas? É difícil qualificar a atitude das autoridades estaduais, justo na cidade que abrigará os Jogos Olímpicos de 2016.

ENQUANTO ISSO

Enquanto a CBAt, os dirigentes, treinadores e atletas do atletismo protestam contra a demolição do Estádio Célio de Barros; enquanto as famílias dos estudantes da escola modelo “Arthur Friedenreich” reclamam do iminente fim do colégio; enquanto os responsáveis pelo Museu do Índio se manifestam contra o fim de suas estruturas no Complexo do Maracanã…

Bem, enquanto isso, a CBDA e o pessoal da natação fazem cara de paisagem para a decisão, também já anunciada pelo Governo do Rio, de demolir o Parque Aquático Julio Delamare.

A estreia de Lucas na França

AFP

AFP

Lucas estreia nesta sexta-feira 11 no Paris Saint-Germain, em jogo contra um time chamado de Ajaccio, pelo Campeonato Francês. O brasileiro tem tudo para repetir o sucesso de outro são-paulino ilustre: Raí, ídolo do PSG nos anos 1990. Mas é preciso precaução. Antes de acertar a mão (ou o pé) na França, Raí amargou período de adaptação, quando falavam até que o clube queria descartá-lo, para reduzir o prejuízo adquirido com sua contratação e salários.

O tempo passou e Raí mostrou o que fora fazer na Europa. Antes dele, um dos grandes craques do futebol brasileiro passara por situação semelhante na Itália: Falcão teve uma primeira temporada com altos e baixos na equipe da Roma, antes de ser “coroado” como o oitavo rei da dinastia criada por Rômulo há quase três mil anos.

Portanto, vamos torcer para que Lucas faça uma boa estreia e mostre seu belo futebol já nesta primeira temporada fora do Brasil. Mas é certo que, mesmo que demore um pouco, o experiente treinador Carlo Ancelotti saberá esperar o tempo necessário para que o futebol do brasileiro apareça na plenitude. Até por que ele sabe que, assim como aconteceu com Falcão e Raí, se for necessária, a espera valerá a pena.

LUIZ NORIEGA

Volto de curtas férias e fico sabendo da morte de Luiz Noriega, aos 82 anos. Noriega, que trabalhou em diversas emissoras de rádio e TV, marcou época na TV Cultura de São Paulo, nos anos 1970, junto com Orlando Duarte. Ambos faziam transmissões muito superiores as que temos hoje na TV esportiva. Eles conheciam uma linguagem de televisão que, parece, os atuais narradores não conseguiram assimilar. Da última vez que vi Luiz Noriega foi no Troféu Brasil de Atletismo do ano passado. Ele foi ao Ibirapuera e me presenteou com fotos antigas, de uma viagem que fizemos pelos Estados Unidos acompanhando uma excursão da equipe de basquete do Sírio. Foi um grande cara.

MORTE NO TREINO

Preocupa a imagem levada ao ar pela ESPN da morte do jogador Neto Maranhão, durante treinamento de sua equipe, o Potiguar (RN). Não havia um médico acompanhando a atividade. Segundo a emissora, o jogador ainda iria fazer um teste médico, depois de já iniciada a preparação para a temporada 2013. Agora, leio que o mesmo jogador ficou três meses internado no ano passado, depois de sofrer um desmaio. Penso que está na hora de pensar um jeito de realizar testes mais completos para saber quem pode realmente realizar atividades físicas, principalmente no alto rendimento.