Demolição do Célio de Barros prejudica a Cidade Olímpica

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O jornal “O Globo” confirma informações recebidas de atletas cariocas: o Governo do Estado do Rio já mandou lacrar as entradas do Estádio Célio de Barros e parece não ter voltado atrás em sua decisão de demolir o Estádio. Assim, o atletismo nacional perde um de seus templos e os atletas do Rio ficam sem o único espaço que tinham para treinar adequadamente. Isso, em plena Cidade Olímpica, sede dos Jogos de 2016.

As fotos que ilustram a reportagem de Claudio Nogueira no diário carioca assustam, com material de construção espalhado sobre a pista e o campo de competição.

Porém, se as imagens assustam, também não surpreendem. Há vários anos que ameaçam acabar com o Estádio, que foi palco de alguns dos maiores eventos atléticos realizados no País. Basta lembrar que de 1996 até 2001 ali foi disputado o Grande Prêmio Brasil. Milhares de pessoas lotavam as arquibancadas para ver atletas os melhores atletas do Brasil, como Robson Caetano, Claudinei Quirino, Maurren Maggi e muitos mais.

Do exterior vieram astros como os campeões olímpicos e recordistas mundiais Sergey Bubka, Mike Powell e Michael Johnson. Além do GP, o Estádio foi palco de torneios importantes, como o Campeonato Ibero-Americano de 2000, de várias edições do Troféu Brasil e de Campeonatos Sul-Americanos.

Foi na pista do Estádio, que, em 1981, Joaquim Cruz estabeleceu o recorde mundial juvenil dos 800 m, com 1:44.3, marca que vigorou por 16 anos. A mesma pista viu a despedida de Joaquim, no Troféu Brasil de 1997.

Se parece definitiva, a decisão do Governo do Rio, de tirar do mapa esportivo o Estádio Célio de Barros, a construção de uma nova praça está na promessa, há anos. Agora, onde vão treinar os atletas cariocas? É difícil qualificar a atitude das autoridades estaduais, justo na cidade que abrigará os Jogos Olímpicos de 2016.

ENQUANTO ISSO

Enquanto a CBAt, os dirigentes, treinadores e atletas do atletismo protestam contra a demolição do Estádio Célio de Barros; enquanto as famílias dos estudantes da escola modelo “Arthur Friedenreich” reclamam do iminente fim do colégio; enquanto os responsáveis pelo Museu do Índio se manifestam contra o fim de suas estruturas no Complexo do Maracanã…

Bem, enquanto isso, a CBDA e o pessoal da natação fazem cara de paisagem para a decisão, também já anunciada pelo Governo do Rio, de demolir o Parque Aquático Julio Delamare.

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