Federer é grande, mesmo quando não vence

AFP

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Não jogo e nem sou especialista em tênis. Minha relação com este esporte vem da adolescência, quando procurava ver os jogos quando a televisão mostrava. A antiga TV Cultura, muito diferente e melhor que a atual, passava jogos da Davis, quando aconteciam em nosso País. Via na TV, porque frequentar clubes como o Pinheiros não era para gente da periferia.

Mais tarde, já como repórter, várias vezes tive a oportunidade de acompanhar alguns torneios importantes e ver de perto lendas brasileiras, como Tomaz Koch. Ou do exterior, como Jan Kodes, Ilie Nastase, Ivan Lendel…

O jogo praticado, a partir do reinado de Bjorn Borg, no masculino, e, mais recentemente, pelas irmãs Venus e Serena Williams, no feminino, me fez perder um pouco o gosto pelo jogo.

Mas a presença de Roger Federer nas quadras, nos últimos dez anos, me fez retomar, um pouco, o gosto. Penso que os entendidos hão de concordar que Federer é um tenista de seu tempo, é claro. Mas parece inegável, a mim, pelo menos, que seu estilo combina talento e técnica, que o faz entrar no seleto grupo dos grandes jogadores, aqueles que fariam sucesso em qualquer tempo.

Escrevo esta nota após Federer deixar o Aberto da Austrália, superado na semifinal por Andy Murray, que agora disputará o título do primeiro Grand Slam do ano com Novak Djokovic. Mesmo quando perdeu, Federer demonstra inesgotável prazer em jogar. Enquanto mantiver esse encanto certamente continuará no grupo de frente no ranking da ATP.

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