Um quarto de boa notícia equivale a três quartos de má notícia

Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão

Não devemos ser mal agradecidos. Tanto reclamamos das notícias ruins que, ao saber de alguma coisa razoável, já queremos comemorar. Mas, cuidado: nem sempre o que parece ser, de fato, é. Tomemos uma afirmação atribuída ao governador do Estado do Rio, Sergio Cabral. A nota, que li em algum canto da net, diz que Sergio Cabral, filho do grande cronista de mesmo nome, teria desistido de mandar demolir o Museu do Índio.

Aqui é preciso lembrar: o Museu do Índio fica no Complexo Esportivo do Maracanã, onde também estão a Escola Modelo Arthur Friedenreich, o Parque Aquático Julio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros. Vejam bem: enquanto afirma que poupará da destruição o Museu do Índio, o governador cala-se quanto à Escola, o “Julio Delamare” e o “Célio de Barros”, igualmente ameaçados de demolição, nas obras de reforma do Maracanã para a Copa de 2014.

Aí está a razão do título, dos quatro equipamentos fundamentais da cidade, para a educação (Escola Modelo), cultura (Museu do Índio), esporte (o Parque Aquático e o Estádio de Atletismo), o governador acena com a preservação de uma parte, isto é: uma quarta parte, o Museu.

Quanto aos demais espaços, o ameaçador silêncio permanece. Ou seja, o governador continua insensível quanto à sorte dos estudantes, dos nadadores e dos atletas.

Assim, o que tem que se fazer é continuar com as manifestações. Nesta tarde, daqui a pouco, na verdade, às 18:30, em frente à sede da ABI, a comunidade atlética carioca e o Comitê Popular da Copa do Mundo e da Olimpíada 2016 fazem mais um ato contra a demolição do “Célio de Barros”.

Então é isso: TODOS À ABI.

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