Almir Gabriel e o Estádio do Mangueirão em Belém

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Morreu aos 80 anos, em Belém, o ex-governador do Pará, Almir Gabriel. Foi senador e duas vezes governador de seu estado. Não tenho como avaliar sua administração, que ficou politicamente marcada pelo massacre de Eldorado dos Carajás, quando 18 sem terra foram massacrados pela polícia. Se esta foi uma marca pesada, Gabriel teve, no entanto, uma atuação importante na Assembleia Constituinte, quando foi relator de uma das comissões.

Na sua eleição de 1994, para governador, derrotou um ícone da ditadura militar (1964-1985), Jarbas Passarinho, também antigo governador e senador. A importância do fato foi anotada, à época, por Janio de Freitas, mestre do jornalismo brasileiro. E em 1998, superou Jader Barbalho, expoente da fisiologia política, e como os outros aqui citados ex-senador e ex-governador.

O que quero tratar aqui, porém, é da ligação de Almir Gabriel com o esporte e, em especial, com o futebol e o atletismo. Não que fosse um esportista ou fã de algum esporte em especial. Mas é que, em 2000, no meio de seu segundo mandato, anunciou a decisão de recuperar o Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, em Belém. E acrescentou uma novidade: o Estádio teria uma pista de atletismo de primeira linha. Assim, além de jogos de futebol, também haveria competições de atletismo de nível internacional. E assim foi.

Não se diga que foi uma obra faraônica ou que o espaço se tornou um elefante branco, fato que de tão comum já é histórico entre nós. Jogos de futebol em Belém lotam o Estádio Olímpico.

E graças à pista, Belém tornou-se a primeira cidade do País – depois de São Paulo e Rio de Janeiro – ser a sede do maior evento do atletismo latino-americano: o Grande Prêmio Brasil, que integra o Challenge da federação internacional de atletismo. Por três vezes, o público do GP foi superior a 40 mil pessoas. Sempre com recorde sul-americano de público em eventos atléticos sul-americanos.

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