A tragédia na Bolívia e a busca da justiça

O que falar diante da morte do jovem torcedor boliviano, durante o jogo do Corinthians com o San José, em Oruro? A primeira sensação é de revolta; na sequência, nos sentimos impotente. Vêm à lembrança as outras tragédias em campos de futebol. E as poucas vezes em que se conseguiu a punição dos culpados.

No entanto, a única alternativa é exigir, mais uma vez, a busca da justiça. A real busca da justiça e não de justiçamento sumário. As palavras são parecidas, mas os significados são muito diferentes. Buscar a justiça significa promover investigações legais e, alcançando provas, julgar o culpado (ou os culpados) e puni-lo com os rigores da lei.

Outra coisa é querer a condenação de um torcedor, ou de um grupo de torcedores, apenas para ver “alguém pagando” pelo que ocorreu. Os que isso querem só desejam mais violência, não se importam se algum inocente acabe punido. É possível até que disparassem sinalizadores em estádios, como aquele que ontem provocou a morte do menino na Bolívia.

Não sou adepto nem gosto de grupos de torcedores organizados e não sei se os corintianos presos na Bolívia fazem parte desses grupos. Acho mesmo que eles são responsáveis por muita gente ter deixado de frequentar os estádios. Quando fazia a cobertura diária de futebol, tive problemas com várias “organizadas”, de Palmeiras e Corinthians, quando acompanhava estes clubes pelo POP, antigo jornal esportivo paulistano. Representantes de uma dessas torcidas inclusive foram reclamar do meu trabalho ao editor do jornal.

É preciso que aconteça uma investigação séria, para que se chegue até o responsável (ou os responsáveis), este (ou estes), sim, deverá arcar com todo o peso da lei. Se chegarmos até este ponto, teremos alcançado a justiça.

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