Quem leva o Prêmio Brasil Olímpico de 2014?

Fernando Dantas/Gazeta Press

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Vôlei, atletismo, vela, judô, ginástica, natação… De que esporte sairão os ganhadores do Prêmio Brasil Olímpico este ano? Vice-campeão mundial no masculino e no feminino, as equipes de vôlei certamente terão candidatos fortes. Assim como a ginástica, em que Arthur Zanetti é novamente um ano forte no masculino. Enfim, a disputa deverá ser grande.

Além dos ganhadores do grande prêmio, cada esporte também terá um escolhido. No atletismo dois nomes despontam: o bicampeão mundial indoor do salto em distância Duda da Silva e a bicampeã da Liga Diamante, Fabiana Murer. Vamos ver o que decidem os eleitores.

Enquanto isso a IAAF também conduz sua pesquisa para a eleição dos melhores de 2014. Meu voto foi para o francês Renauld Lavillenie, que este ano superou o recorde mundial indoor de Sergei Bubka no salto com vara, e para a neozelandesa Valerie Adams-Vile, que mais uma vez dominou o panorama mundial no arremesso do peso.

As chances de Lavillenie são grandes. Mais difícil é a escolha de Valerie. Por mais que o atleta faça, raramente um atleta de arremesso ou lançamentos vencem esse tipo de eleição. Uma pena.

Falta, é verdade, e isso ocorreu em todos os lugares, um ensinamento, algo didático até, que faça o público acompanhar as provas. Não apenas para admirar uma marca eventualmente forte, mas para entender os próprios movimentos dos atletas, que antecedem o lançamento. O aproveitamento, por parte dos espectadores, no estádio ou vendo na televisão, seria muito maior. Enfim, vamos que vamos.

Grande final para o Troféu Brasil

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Especialmente promissora foi a performance de Núbia Soares, campeã do triplo com um salto de 14,22 m

O Troféu Brasil de Atletismo superou as expectativas, nesta sua 33ª edição. O evento, encerrado na manhã deste domingo, no Ibirapuera, teve recordes sul-americanos, brasileiros e do torneio. Neste último dia, pelo menos cinco atletas brilharam.

Especialmente promissora foi a performance de Núbia Soares, campeã do triplo com um salto de 14,22 m. Além de recorde sul-americano juvenil, a marca a colocou em 1º lugar do Ranking da IAAF para a categoria sub 20.

Hederson Estefani, de 22 anos, ganhou os 400 m com barreiras com 49.59, recorde pessoal. O tempo mostra um atleta com boas condições de lutar pela qualificação ao Mundial de Pequim.

Higor Alves, de 20 anos, em sua primeira temporada na categoria adulta, melhorou seu recorde pessoal no salto em distância, com 8,18 m no salto em distância. Com o resultado, saltou do 20º para o 15º lugar no Ranking da IAAF.

Finalmente, nos 200 m, bons resultados dos campeões Aldemir Gomes da Silva Júnior no masculino, com 20.32 (recorde pessoal), e no feminino, com Ana Cláudia Lemos, que fez 22.81 (ganhou também os 100 m).

Por equipes, vitória esperada da BM&FBovespa, que chegou ao 13º título consecutivo.

Fábio e Darlan batem recordes no Troféu Brasil de Atletismo

Foto: Wagner Carmo/CBAt

Foto: Wagner Carmo/CBAt

Depois da boa marca de Ana Cláudia Lemos, que fez 11.20 na preliminar dos 100 m, e do recorde brasileiro no martelo, por Wágner Domingos, com 75,47 m, mais resultados importantes vão aparecendo nesta edição do Troféu Brasil de Atletismo, que prossegue até amanhã, em São Paulo.

No salto com vara, uma boa notícia: Fábio Gomes da Silva parece ter superado, de vez, a lesão no calcâneo que o afastou das competições por quase um ano. Depois da vitória no GP de Belém, no Troféu Brasil ele fez 5,71 m no salto com vara (recorde do torneio). Marca de nível internacional que poderá levar Fábio ao PAN de Toronto.

Outro resultado auspicioso foi o recorde brasileiro de Darlan Romani no arremesso do peso. Ele melhorou seu antigo recorde em 46 cm e agora tem 20,84 m. Tem tudo para superar os 21 metros em 2015.

Caem recordes na abertura do Troféu Brasil

Crédito: Wagner Carmo/CBAt

Crédito: Wagner Carmo/CBAt

Começou bem o Troféu Brasil de Atletismo, na manhã desta quinta-feira, no Ibirapuera. Dois recordes do Campeonato caíram, em provas de qualificação. No lançamento do martelo, o pernambucano Wagner Domingos marcou 71,10 m e melhorou seu próprio recorde anterior, que 70,90 m, de 2010.

No arremesso do peso, o catarinense Darlan Romani fez 20,04 m. Também aqui a marca anterior era dele mesmo: 19,42 m, de 2012.

Wagner Domingos melhorou quatro vezes este ano seu recorde nacional da prova e chegou 75,21 m, em competição disputada em São Bernardo do Campo. Tem feito treinamento na Eslovênia com Vladimir Kevo, técnico do campeão olímpico Pimoz Kosmus.

Darlan treina no ABC com o cubano Justo Navarro. Ele é o recordista brasileiro, com 20,48 m.

Bons nomes não estão neste Troféu Brasil por conta de lesão, como Duda da Silva, bicampeão mundial indoor do salto em distância.

Mas, além de Wagner e Darlan, outros bons atletas estão confirmados, como Ana Cláudia Lemos, que disputa os 100 m na tarde desta quinta-feira.

Esta semana, tem o Troféu Brasil de Atletismo no Ibirapuera

Mais importante campeonato de clubes de atletismo latino-americano, o Troféu Brasil começa na próxima quinta-feira, no Estádio do Ibirapuera, em São Paulo. A equipe da BM&FBovespa, de São Caetano do Sul, é a favorita para conquistar seu 13º título consecutivo. Nomes como a velocista Ana Cláudia Lemos, o fundista Marilson Gomes dos Santos e a saltadora Fabiana Murer são algumas de suas atrações.

O Pinheiros, tradicional clube paulistano, é o principal adversário do time do ABC. E tem nomes como o decatleta Carlos Chinin e a fundista Adriana Aparecida. Orcampi/Unimed, de Campinas, ASA, de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e Sogipa, de Porto Alegre, são outros clubes que devem fazer boa pontuação.

Este ano, o Troféu Brasil tem um item a mais de interesse, pois no dia 1º deste mês foi aberta a temporada de busca de índices de qualificação para os grandes eventos internacionais de 2015: os Jogos Pan-Americanos de Toronto e o Campeonato Mundial de Atletismo de Pequim.

Jovens atletas, como Jéssica Carolina Alves dos Reis (ASA-São Bernardo), também estarão participando. Jéssica, recentemente, estabeleceu novo recorde sul-americano sub-23 no salto em distância, com 6,66 m. Na versão masculina da prova, outra atração: Higor da Silva Alves (GR Barueri-SP), de 20 anos, que em 2014 já saltou 8,14 m. São novos atletas brasileiros, aos poucos dominando o cenário nacional e com boas possibilidades de estar na Seleção nacional nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Falta regularidade ao São Paulo. Quem explica o motivo?

Futebol é o jogo mais fascinante do planeta. Por isso mesmo, deveria ser analisado com cuidado. No entanto, os chamados “especialistas” no jogo em geral são os que o tratam com menos cuidado. Refiro-me, como já fiz tantas outras vezes, aos torcedores e comentaristas. Seguidos de perto, ao que parece, por boa parte dos treinadores. Apresso-me a dizer que há torcedores que opinam com moderação e comentaristas que realmente conhecem o assunto.

Concordo com que têm a humildade de reconhecer que um jogo de futebol é decidido muitas vezes por detalhes. Isso mesmo, um craque que num lance único faz um gol ou coloca um companheiro de equipe em condições fazê-lo, um goleiro que faz uma defesa excepcional, e por aí vai.

No entanto, vi e ouvi chamarem o São Paulo de “único time” deste Brasileirão capaz de eventualmente disputar o título cada vez mais próximo do Cruzeiro. Também vi e ouvi comentários de torcedores e especialistas com a mesma intensidade decepcionados com o Tricolor, que por sinal perdeu neste sábado para o Fluminense.

Agora, pensamos um pouco: o fato de contar com quatro jogadores diferenciados não fez o São Paulo superar seu maior problema, que é a falta de regularidade.

E porque isso acontece? Quem se atreve a explicar?

Seleção feminina começa bem no Mundial de vôlei. E o masculino não valoriza conquista

Pois é. O vôlei feminino, como era de se esperar, vai bem, obrigado, no Mundial da Itália. O time masculino foi à final e perdeu para a Polônia, que jogava em casa. A decepção dos brasileiros e a fala do treinador Bernardinho após o jogo eram de quem havia dado um vexame. Nem pareciam que acabavam de conquistar o vice-campeonato mundial.

É assim. Ou se é campeão, ou se é primeiro, ou os jogadores falharam, o treinador não é tão capaz… Nos esportes coletivos, nos jogos de bola, parece que é assim. Ou se ganha a medalha de ouro ou era melhor perder logo no começo… Quantas vezes ouvimos esse tipo de bobagem? E não há como mostrar que o vice-campeonato mundial não é pouca coisa.

No futebol é diferente, técnicos e jogadores têm resposta para tudo. Com raras exceções, acham que a arbitragem atrapalhou, que o fracasso “se resume a detalhes”. Claro que quando o time ou a seleção vai bem, os jogadores brilharam e o esquema tático funcionou. E por aí vai.

No caso do vôlei masculino, Bernardinho até que fez críticas aos árbitros, indevidas, a meu ver. Mas o que surpreende, mesmo, é o fato de a comissão técnica e a equipe não valorizarem a própria conquista.

É um pouco diferente nos esportes individuais, especialmente no atletismo. Cada lugar no pódio é comemorado. Não é raro vermos atletas darem a volta olímpica com a bandeira de seu país, festejando o segundo lugar ou o terceiro. Mesmo uma posição na final, uma colocação entre os oito primeiros nas grandes competições, como Olimpíadas e Mundiais, são reconhecidos como feitos importantes.

Voltando ao vôlei feminino, o time é um dos favoritos a um lugar entre as quatro melhores seleções do Mundial.

O vôlei, novamente na final

Divulgação/FIVB

Divulgação/FIVB

A Seleção Masculina está na final do Mundial de Vôlei da Polônia, depois de uma difícil vitória de 3 a 2 sobre a França. Neste domingo dia 21 decide o título provavelmente contra a equipe anfitriã, que neste momento enfrenta jogo difícil na semifinal com a Alemanha. O vôlei brasileiro continua na ponta e parece que a situação política que a CBV enfrenta não alcançou o time.

Na Copa Continental Fabiana Murer não marcou e ficou sem subir ao pódio do salto com vara. Mas teve um grande ano: título na Liga Diamante e primeiro lugar no Ranking Mundial.

E no Brasileirão o São Paulo ganhou do Cruzeiro e perdeu do Curitiba. Vamos lá: dentro do que há no futebol do Brasil atualmente o Tricolor não está mal. Ocupa o segundo lugar e jogado em alguns momentos o que de melhor se pode esperar do esporte. O que falta é regularidade ao time de Muricy.

De qualquer forma, é melhor não reclamar muito. Os tais momentos grandiosos do São Paulo é o pouco que temos podido apreciar em nosso principal campeonato. A liderança, merecida, é do Cruzeiro.

Então a torcida do Grêmio voltou a ofender o goleiro Aranha… E tem gente que já está contente. Afinal, dizem, desta vez as ofensas não tiveram cunho racistas. Ah, então isso é bom?

Na verdade, os torcedores do Grêmio, mais até do que os outros grupos de organizadas, não têm o mínimo de jeito para o bom trato. Falta educação, que sobre no cidadão gaúcho, a estes mal educados que frequentam os campos de futebol.

Fabiana em Marrakesh e o adeus do basquete

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O Brasil terá quatro atletas na Copa Continental de Marrakesh, no próximo fim de semana. As chances efetivas de medalha, porém, estão concentradas em Fabiana Murer, que este ano voltou à boa forma. Ela é a número 1 do Ranking Mundial com 4,80 m e recentemente garantiu o bicampeonato na Liga Diamante, em Zurique.

Fabiana subiu ao pódio nas duas últimas edições da Copa Continental – antiga Copa do Mundo: Ela ganhou a medalha de prata em Atenas 2006 e bronze em Split 2010.

Por força de obrigação profissional foi privado de ver o jogo do Brasil com a Sérvia, pela Copa do Mundo de Basquete na Espanha. Num clássico desse porte não há, em princípio, uma equipe favorita. Assim, uma vitória da Sérvia não surpreenderia.

O que surpreendeu foi o resultado: 84 a 56. Este é um placar que normalmente as seleções de ponta impõem a equipes de menor expressão.

É verdade que o Brasil foi além do que havia conseguido nos últimos anos. Mas parece que ainda há muito trabalho para o técnico Magnano e os jogadores, se o que se pretende é fazer o basquete masculino do País voltar a ser uma força mundial.

Toda força à Seleção na Copa do Mundo de Basquete

A Seleção Brasileira volta à quadra nesta quarta-feira em Madri, para jogar com a Sérvia pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de Basquete na Espanha. E vai para o jogo com justa animação, depois da grande vitória sobre a equipe da Argentina, no domingo, por 85 a 65.

Se vencer amanhã, o Brasil garantirá sua presença na fase semifinal da Copa, o que não ocorre desde 1978, quando o time nacional ganhou a medalha de bronze, nas Filipinas.

Tínhamos grandes jogadores à época e um deles era Marcel, autor de sensacional cesta, feita da quadra brasileira, no último instante do jogo.

A grande vitória sobre a Argentina nas oitavas-de-final, com 20 pontos de diferença, mostra que o Brasil, com jogadores de reconhecida qualidade técnica, está finalmente formando um time muito bom. E aí tem grande importância, sem dúvida, a presença do técnico (argentino) Magnano.

Quem sabe o basquete brasileiro não retoma, enfim, sua condição de força mundial, situação que viveu por décadas, dos anos 1950 aos 1980.