O Brasil enfrenta o jeito chileno de jogar

AFP

AFP

Felipão, Tostão e jornalistas brasileiros se unem nos elogios ao time do Chile, “a melhor seleção que o país no extremo sul da América já formou”. Embarco na mesma nave de apoio ao estilo de jogo do treinador Sampaoli e da equipe chilena.

Mas, melhor seleção chilena de todos os tempos? Não seria melhor um pouco mais de cuidado? O time da Copa de 1962 ficou em terceiro lugar… A seleção de 1974 tinha craques como Figueiroa e Caszely… Mas, é claro, o time atual é muito bom e tem sido agradável ver suas partidas.

Espero que amanhã, em Belo Horizonte, a seleção de Sampaoli faça mais um belo jogo para a gente ver. E espero que o Brasil jogue ainda melhor que o Chile, vença a partida e se classifique para as quartas de final. Se isso acontecer pegará Colômbia ou Uruguai. A Colômbia está bem, tem a minha simpatia. Mas confesso que simpatizo ainda mais com o Uruguai.

Talvez porque este pequeno país na divisa com o Rio Grande do Sul tenha abastecido o São Paulo de craques como Pedro Rocha e Dario Pereira, além de jogadores símbolos como Pablo Forlán e Diego Lugano.

Lugano que falou coisas que não devia na coletiva de anteontem, tentando justificar o injustificável comportamento de Luiz Suarez, no jogo com a Itália.

Suarez, punido pela FIFA com nove jogos de suspensão pela seleção uruguaia e mais quatro meses de banimento, acho que podemos chamar assim. A atitude do jogador foi grave e merecia punição. Mas nove jogos? Quatro meses de suspensão? Certamente foi um exagero.

Os leitores já repararam certamente que os anunciadores do apocalipse durante a Copa se aquietaram. Na verdade, uns poucos acreditavam, mesmo, no fracasso. Os demais torciam pelo fracasso, mas sabiam que não falavam com base nos fatos.

A Copa segue, um sucesso total. Legados ficarão. Críticas, há as justas. Mas não devemos confundir estas com o desvario político-partidário oposicionista que torcia pelo insucesso brasileiro. Estes, quebraram a cara. Terminada a Copa tratarão de retomar as críticas à Olimpíada do Rio 2016. Quebrarão a cara novamente.

Neymar foi o nome do jogo, e Fernandinho dinamizou o meio-campo

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Acho que muita gente se preocupou quando Luiz Felipe Scolari substituiu Neymar por William. Faltava muito tempo ainda e embora o Brasil ganhasse por 3 a 1 o jogo não estava fácil. Camarões jogava bem até, diferente das duas primeiras partidas. Deu certo, a Seleção fez mais um gol e finalizou com 4 a 1. O fato é que Neymar foi absoluto, liderou a equipe.

A substituição de Paulinho por Fernandinho foi acertada. Poucos não pediam a substituição de Paulinho, jogador querido por todos e dono de futebol de qualidade. Porém, não vinha bem. Fernandinho dinamizou o meio campo. A mim parece que qualquer leigo, sem grande conhecimento teórico, como o autor destas mal traçadas, concorda que o time melhorou no segundo tempo.

Enfim, deu a lógica o Brasil terminou como primeiro no Grupo A. No Grupo, a surpresa foi o segundo lugar conquistado pelo México, que venceu a Croácia por 3 a 1 nesta segunda-feira. Antes da Copa os especialistas opinavam que a equipe europeia ficaria com uma das vagas, enquanto que o México chegou desacreditado pelas dificuldades que enfrentou na fase de classificação.

O Chile será um adversário difícil, como foi hoje para a Holanda, que venceu por 2 a 0, mas que fez o segundo nos últimos instantes. A ver, agora, se o treinador brasileiro começará novamente com o mesmo time que estrou na Copa contra a Croácia, ou se começará com 10 daqueles jogadores, sendo a exceção exatamente Fernandinho como titular.

No atletismo bom resultado de Fabiana Murer, ganhadora do salto com vara na Diamond League de Nova York, com 4,80 m. Uma boa marca, que Fabiana não alcançava há mais de dois anos.

O tri em 70. E em 2014 os favoritos sofrem

AFP

AFP

É sábado, 21 de Junho. Começou o inverno de 2014. Mas não é por isso que a data está em maiúscula. E sim porque marca o momento mais importante do esporte nacional. Sim, já lembrou, é claro. Há 44 anos a Seleção Brasileira goleava a da Itália por 4 a 1, na final da Copa do Mundo de 1970. Foi o dia da grande festa do futebol, no Estádio Azteca, na Cidade do México. O Brasil conquistava o tricampeonato e trazia, em definitivo, a Taça Jules Rimet.

Como esquecer, quem tem 50 anos ou mais, a fabulosa performance do time brasileiro. Com bom goleiro e bons zagueiros, a equipe tinha meio campo e ataque arrasadores. Clodoaldo, Gerson, Rivellino, Jairzinho, Tostão e, claro, Pelé. Como não ganhar? E olhem que a Itália tinha jogadores de primeira linha, como Mazzola, Riva e Rivera, que entrou no segundo tempo.

E hoje já vimos a vitória da Argentina sobre o Irã por 1 a zero. Foi um belo gol de Messi. Mas deu uma certa pena. O Irã jogou bem e segurou o resultado até o último minuto do jogo. Mas o fato é que a Argentina, sem jogar bem, lidera o Grupo F com seis pontos.

Algo parecido deu-se no jogo entre Alemanha e Gana. Depois de golear Portugal por 4 a 0, os alemães tiveram sorte em empatar com a Seleção de Gana, que teve um bom segundo tempo. Vamos ver se Portugal se recupera amanhã contra os Estados Unidos, que venceram Gana, na estreia.

O Brasil termina a primeira fase da Copa contra Camarões na segunda-feira, em Brasília. Vários dos jogadores brasileiros foram bem nas duas partidas, caso de Luiz Gustavo e David Luiz.

A equipe teve dificuldade contra o México. Mas é o que falamos acima. Seleções que fizeram ótimo jogo na primeira rodada (Itália, Alemanha, a própria Holanda) tiveram dificuldade na segunda.

O Brasil garante seu lugar nas oitavas de final se vencer o time africano. Com todo respeito, e mesmo reconhecendo as várias falhas do Brasil nos dois primeiros jogos, a classificação deve acontecer, sem grandes sofrimentos.

Brasil teve 20 minutos de bom futebol contra o México. Precisa melhorar.

Wagner Carmo/Gazeta Press

Wagner Carmo/Gazeta Press

Nem é preciso dizer que a Seleção Brasileira não jogou bem no zero a zero contra o México nesta tarde em Fortaleza. É verdade até que em alguns momentos, notadamente na primeira metade do segundo tempo, o time nacional foi abaixo de medíocre. É ainda justo reconhecer que o México ousou mais, pelo menos chutou mais, mesmo que de fora da área.

O Brasil jogou bem apenas durante 20, 25 minutos na parte final da partida. Quando até criou chances de gol. E aí brilhou o goleiro adversário Ochoa. De bom, a atuação de Thiago Silva e, mais uma vez, de Luiz Gustavo. Júlio César também me pareceu sempre bem colocado. Oscar, dessa vez, não esteve bem, e Neymar, mesmo sem brilhar, sempre é capaz de realizar boas jogadas e é insubstituível na equipe.

A Bélgica, considerada uma das atrações dessa Copa do Mundo, teve trabalho para vencer a Argélia por dois a um. Enfim, parece que há poucas equipes realmente superiores. Claro, houve os cinco a um da Holanda contra a Espanha. Mas, embora reconhecendo a bela exibição holandesa, é de se admitir que esse tipo de placar é incomum.

Fora do futebol, no último post deixei de exaltar, e peço desculpas por isso, a grande conquista de Thiago Spliter, o primeiro brasileiro campeão da NBA, a mais importante liga de basquete do mundo. Como todos sabem, ele faz parte da equipe campeã do San Antonio Spurs, que superou o Miami Heat na final.

No atletismo, bom resultado brasileiro no Meeting de Ostrava, na República Tcheca. Thiago Braz ganhou prata no salto com vara com 5,73 m, seu melhor resultado na temporada, e Augusto Dutra de Oliveira foi o terceiro, com 5,63 m. O francês Renauld Lavillenie foi o campeão com 5,83 m. Thiago e Augusto fazem camping de treinamento e competição na Europa, organizado pela Confederação Brasileira de Atletismo com recursos do programa Bolsa Pódio, do Governo Federal.

Ainda sem favoritos na Copa

Foto: AFP

Foto: AFP

A primeira rodada da Copa do Mundo vai chegando ao fim e algumas coisas vão se clareando. A primeira é que não há favoritos absolutos. Mesmo a goleada da Holanda sobre a Espanha pode garantir que os atuais campeões mundiais estão fora da jogada. Basta lembrar que durante boa parte do jogo e por quase todo o primeiro tempo a Espanha foi melhor.

A Alemanha também se impôs contra Portugal, mas a equipe de Cristiano Ronaldo teve alguns problemas que provavelmente não se repetirão, como os erros da defesa e do goleiro. A Argentina venceu a Bósnia por dois a um, assim como a Itália venceu a Inglaterra pelo mesmo placar, só que este, de fato, foi um grande jogo.

Costa Rica e Costa do Marfim foram surpresas do ponto de vista dos especialistas, entre os quais não me incluo. Uruguai e Japão eram apontados como favoritos dessas partidas e perderam inapelavelmente. O México, por sua vez, mostrou que sua carta não pode ser posta de lado, por conta de ter tido dificuldade para se classificar para a Copa aqui do Brasil. E o Chile conseguiu vencer na estreia para a alegria dos muitos que apreciam o estilo com que o treinador Sampaoli arma seus times.

Ainda sobre a falta de educação de parte da torcida no jogo do Brasil, com os representantes da casa grande, apoiados pela grande mídia, ofendendo a Presidenta da República, é preciso reconhecer a dignidade com que o jornalista José Trajano, da ESPN Brasil, colocou as coisas no lugar.

Ele teve a coragem, coisa rara de encontrar na imprensa atualmente, de dar nomes de alguns daqueles que não argumentam contra o Governo Federal. Em vez disso vivem a ofender destilando ódio, o grande inimigo faz análises imparciais.

Acrescento: Essa gente que gritou contra a Presidenta representa o que há de pior na sociedade paulistana. E contaram com o apoio dos principais candidatos da oposição, o que mostra o que ambos de verdade são. E os representantes da grande mídia que incentivaram, alguns, e não condenaram essas atitudes, a maioria, sequer têm a coragem de admitir que não passam de quadros dos partidos da oposição.

Quem também falou corretamente foi outro jornalista, Luiz Caversan, em artigo na Folha, lembrou que as ofensas não foram coisa do povo da Zona Leste, mas dos endinheirados que podem pagar até hum mil reais por um ingresso.

É isso mesmo.

Começar com vitória é sempre bom, mas time pode melhorar

Wagner Carmo/Gazeta Press

Wagner Carmo/Gazeta Press

Bem que o Cafu avisou para ter cuidado com a Croácia. E na abertura da Copa do Mundo na Arena São Paulo na tarde desta quinta-feira a Seleção Brasileira teve um baita trabalho para vencer o jogo. Importante é ganhar, dirão os pragmáticos. É verdade, mas é bom anotar. O Brasil terá árdua campanha para chegar à disputa do título. Terá que fazer mais que hoje.

Não que o time tenha jogado mal, não acho. A equipe nacional mostrou garra e qualidade, mas errou bastante também. Como disse Marcelo após o jogo, 3 a 1 é um placar que aparenta mostrar um jogo relativamente tranquilo. Mas se fosse 2 a 1 ou mesmo se ocorresse um empate não seria de se estranhar.

Mas, vamos lá. Neymar jogou bem, além de fazer dois. Oscar, que não esteve bem nos amistosos, foi o melhor do Brasil junto com Neymar. Luiz Gustavo foi bem, assim como Davi Luiz. Luiz Felipe Scolari terá que fazer vários acertos, principalmente na marcação.

O jogo, de qualquer forma, foi eletrizante, com ataques dos dois lados. Quem foi ao estádio ou viu pela televisão foi premiado com a visão do terceiro gol do Brasil, feito por quem merecia fazer: Oscar.

A Croácia mostrou futebol que a credencia a ficar com uma das duas vagas do grupo para as oitavas de final. Vamos ver México x Camarões, mas para superar a Croácia terão que mostrar muito mais do que têm feito ultimamente. Veremos.

A arbitragem cometeu alguns enganos. Um deles grave, o pênalti marcado e que deu ao Brasil seu segundo gol. Pela televisão, pelo menos, parece não ter havido. Mas acertou ao marcar falta sobre Júlio César, num lance perigoso na área do Brasil.

ENFIM, NÃO HOUVE O CAOS. É inegável que a oposição política à Presidenta da República esperava com problemas maiores, sonhava com isso, na verdade. Assim como boa parte da grande mídia, que faz oposição sistemática e, por isso mesmo, ilegítima. Houve escaramuças em vários lugares, mas não o suficiente para provocar a impossibilidade dos torcedores de chegarem até a Arena São Paulo. A situação foi reconhecida por analistas bem diferentes, como Galvão Bueno (TV Globo) e
Antero Greco (ESPN Brasil).

Mas houve a famosa claque, contratada para vaiar e provocar constrangimentos à Presidenta Dilma. O mesmo que fizeram com o Presidente Lula no PAN 2007 no Rio de Janeiro. Inutilmente, como se viu depois. O conjunto dos eleitores não segue nenhuma claque, escolhe com a consciência.

É hora de torcer pelo Brasil. E aplaudir toda seleção que jogar bem

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

A Copa do Mundo vai começar. No Brasil. É bom aproveitar. Afinal, o País foi sede em 1950, há 64 anos. Só crianças e jovens daquele tempo verão esta nova Copa entre nós. Será assim também para a geração de hoje. Ainda que o Brasil faça novamente o evento, dificilmente será visto por algum espectador ou telespectador de hoje.

Então, aproveitemos. Vamos torcer pelo Brasil. E respeitemos todas as demais seleções. E se alguma delas mostrar bom futebol, ainda que contra o nosso time, vamos retribuir com aplausos. Afinal, que não gosta de ver um bom futebol?

Véspera da estreia, o Brasil pega o time da Croácia amanhã, 12 de junho, na Arena São Paulo. Ou Arena Corinthians como quer Andres Sanchez. Ou Itaquerão, que penso que é como a maioria do povo, corintianos incluídos, chama o novo estádio.

Já é hora de conversar com a família, os amigos, opinar, ouvir o que estão pensando. Meus amigos e familiares, quase todos, moram longe, em cidades diferentes. Com alguns falo pessoalmente, com outros por e-mail e outros por telefone.

O que pensa Antonia Lopes, de Sorocaba, antiga colega da Cásper Líbero? “O Brasil ganha da Croácia, e bem”. Lembro que Cafu, o capitão do penta em 2002, recomendou cuidado. “O Cafu tá certo, é um profissional, tem outro tipo de responsabilidade, eu torço e espero que dê certo.” Tudo bem, hora de deixar Antonia cuidar da vida.

Daniel Leser, de Patrocínio, é descrente. “Não temos mais craques como antigamente.” Talvez seja verdade, mas contraponho: quem tem? É outro tempo, outro futebol. Não adianta. E ele ainda diz que não é saudosista.

Júlio César, de Indaiatuba, faz o tipo comentarista de TV: “O Brasil tem um time bom, é um dos favoritos, mas precisa respeitar os adversários.” Está certo, Júlio, mas vou começar a chamá-lo de Acácio, o conselheiro.

O fato é que o Brasil tem bons jogadores, um treinador experiente e terá sempre a torcida a favor. É possível que alguns grupinhos ensaiem algumas vaias. Mas penso que só terão sucesso caso a Seleção jogue muito mal. Aí não tem jeito. Mas não creio, acho que o porcentual maior é por uma vitória do Brasil.

MARADONA ATACA DE NOVO. É sempre assim, o antigo craque argentino fala muito. E tem razão em muitas das coisas que fala. Mas, como sempre, errou nas comparações. Disse que Neymar é Pelé e que Messi é ele, Maradona. Bem, Messi se aproximou muito de Maradona, mas ainda prefiro este. Já Neymar é o grande jogador brasileiro da atualidade. Mas não dá para comparar com Pelé. Quem tem 50 anos ou mais sabe disso.

Blatter e Platini são diferentes?

FABRICE COFFRINI / AFP

FABRICE COFFRINI / AFP

Um dos críticos de tudo a que se refira às ações do Governo Federal na Copa do Mundo não perdeu mais uma oportunidade na TV para mostrar aos patrões da mídia (que são os seus patrões) como é antenado e sabe defender os interesses da casa grande. Voltou a criticar o País – leia-se: a Presidenta Dilma – porque ainda não terminaram todas as obras para a Copa.

Nada falou sobre a inação de Governos Estaduais, apoiados pela mesma mídia, estes sim incapazes de um único gesto para superar eventuais dificuldades de organização. No entanto, todos os Estados com cidades que receberão jogos da Copa foram a favor da candidatura brasileira.

O “crítico” é crítico de tudo que não envolva os políticos apoiados por seus patrões. Já criticou até a Presidenta da República por usar uma constitucional rede de rádio e televisão para dar esclarecimentos sobre as obras realizadas para a Copa e que ficarão como legado, e para dar as boas vindas às seleções estrangeiras e demais visitantes. Ou seja, criticou até um ato de boa educação…

Sintomaticamente, um dos patrões do “crítico” sai hoje com um artigo contra uma medida – por sinal já tardia – do Governo Federal sobre a mídia. O patrão do crítico chama a medida de golpe comparável ao de 1964, golpe que sua família apoiou e que provocou estragos pelos quais pagamos até hoje.

E agora, a casa grande apoia um novo golpe contra o poder legítimo. São esses elementos – o crítico e seus patrões – que, não importa o que acontecer na Copa, ganhando ou não o Brasil, tentarão encaminhar o País para nova ruptura constitucional. Usando para isso o futebol. Ou alguém acredita que a entrevista de Ronaldo – membro do COL – anunciando apoio à oposição na próxima eleição foi apenas mais uma atitude impensada do antigo craque? Acho que os golpistas conseguirão rasgar a constituição, mas é preciso atenção. Essa gente é capaz de tudo.

O que menos falou o crítico de tudo foi sobre futebol. Vejo agora que a Europa estaria contra a reeleição de Blatter a mais um mandato na FIFA. Se assim é, a Associação Europeia faz muito bem. Está mesmo na hora do Blatter bater em retirada. Mas vejam quem o crítico diz que pode ser o nome alternativo ao atual presidente: Michel Platini, ele mesmo. Mas, como assim, o Platini não é mais ligado ao Blatter? Eles agora são diferentes?

E se Neymar estiver bem marcado?

Foto: AFP

Foto: AFP

Leio aqui na GE.Net que Luiz Felipe Scolari pede que outros jogadores da equipe brasileira apareçam mais, quando Neymar estiver bem marcado. Assim está na reportagem de Marcos Guedes e William Correia e acho natural a preocupação do treinador. Ele explica que o mesmo acontecerá à Argentina, que terá Messi marcado com rigor pelos adversários, e com Portugal, que tem Cristiano Ronaldo. E, acrescento, ocorreria também à França, se o craque Ribéry não sofresse a contusão que o tirou da Copa.

O técnico brasileiro está certo. E vale lembrar um artigo de Tostão, que saiu há pouco tempo na Folha. Tostão lembra um ensinamento de Gerson na Copa de 1970, na semifinal contra o Uruguai. O time não estava bem, as lembranças de 1950 não eram tão longínquas e o Uruguai ainda fez um a zero.

O primeiro tempo estava para terminar e Gerson, lembra Tostão, o chamou o disse: “Estou marcado, não adianta me acionarem. A bola tem que ir para Clodoaldo e você e daí para o ataque, sem passar por mim”, disse o Canhotinha. O fato é que daí a pouco Tostão passa a Clodoaldo que empata o jogo. O que houve depois todo mundo sabe. O jogo continuou difícil, mas o time criou alternativas, ganhou e foi disputar a final contra a Itália.

Não é simples, claro. Mas isso terá que ser feito. É verdade que um dos titulares que poderia fazer isso, Oscar, não esteve bem nos últimos jogos. Mas o filósofo já explicou que “amistoso é uma coisa e Copa do Mundo é outra”. Tomara.

E LÁ SE FOI O FERNANDÃO. Foi um jogador importante no Goiás e no Internacional. Está na história desses dois times e sempre será cultuado pelos torcedores. Tinha outra característica importante: sabia se posicionar nos fatos do futebol. Morreu aos 36 anos, neste sábado, num acidente de helicóptero. Fará falta, principalmente agora que os jogadores do grupo Bom Senso começam a agir para propor novas ideias à administração do esporte no País.

O Brasil não vai repetir 1950

Acervo/Gazeta Press

Acervo/Gazeta Press

Dizer que as coisas mudaram de 1950 a 2014 é repetir um chavão. Mas é verdade, no futebol principalmente. O Brasil é outro hoje e o futebol também mudou muito. A Seleção de 1950 era muito boa e tinha craques como Barbosa, Bauer e Zizinho. Como a de 2014, que tem Neymar, Thiago Silva e Fred.

Os mais velhos lembram a tristeza e o desolamento que se abateu sobre o País com a derrota na final da Copa de 1950 para o Uruguai, em pleno Maracanã. Parecia bem mais que uma derrota num jogo de futebol.

As histórias sobre os dias que antecederam aquela final estão na boca de todos. Políticos tentavam tirar seu proveito da boa campanha do time. Um jornal saiu no dia da decisão com uma foto da Seleção do Brasil e chamou aqueles jogadores de campeões mundiais.

Tudo isso deve ter atrapalhado a equipe. Mas o fato é que o time uruguaio era muito bom e tinha nomes como Obdulio Varela, Gighia, Schiafino e Maspoli, entre outros. Ou seja, o jogo seria difícil em qualquer situação. Muitos culparam injustamente Barbosa e Bigode pela não conquista do título. Bobagem, eles eram grandes jogadores.

Agora também o time brasileiro começa a competição como favorito, ou pelo menos, como um dos favoritos. Tem um treinador experiente e bons jogadores. Como 1950 enfrentamos alguns problemas. Grupos tentando obter vantagens provocando dificuldades para a organização. E alguns políticos novamente tentando obter vantagens eleitorais com isso.

No entanto, leio jornalistas mais velhos escrevendo que se não há grande semelhança nesta reta final na preparação brasileira em relação a 1950, há todavia alguns fatos que remetem ao clima que antecedeu a Copa de 2006. Lembram entrevistas favorecidas a uma emissora na Granja Comary. É verdade, mas acho que está mais moderado que o clima de 2006.

Já escrevi aqui que o Brasil poderá conquistar seu sexto título aqui. Será certamente uma grande festa, que o povo brasileiro merece. Mas acho que se isso não acontecer, mas o time mostrar esforço e um bom jogo, a falta do título provocará tristeza geral, de qualquer forma. Mas não viveremos um clima apocalíptico.