Feliz ano Novo!

Gostaria de agradecer a todos que me acompanharam em 2010, seja aqui no blog, recém-lançado, ou na TV –  no Gazeta Esportiva, Jornal da Gazeta, Mesa Redonda, Manhã Gazeta…  No próximo ano continuaremos juntos.

Que 2011 seja de muita paz, saúde, amor, respeito e, claro, muitas realizações!

Feliz Ano Novo!

Liverpool em dias bem brasileiros

Roy Hodgson (Foto: AFP)

O título nada tem a ver com a qualidade técnica da equipe inglesa. A comparação se deve ao comportamento da torcida dos “Reds” nos últimos jogos.

O Liverpool, um dos maiores vencedores do futebol inglês, além dos títulos, sempre se destacou pelo apoio incondicional de seus torcedores, especialmente em “Anfield Road”, a casa do Liverpool. Os jogadores sempre são recebidos com a famosa canção “You`ll Never Walk Alone” e esse apoio, na maioria das vezes,  resultou em viradas espetaculares, em vitórias memoráveis. Hoje, entretanto, a situação é outra.

Embora tenha conquistado a Liga dos Campeões da Europa em 2005 (depois de estar perdendo por 3 a 0 para o Milan), há 19 anos o Liverpool não vence o Campeonato Inglês. Na atual temporada o time figura na 12°posição e a paciência da torcida acabou. Tem sido comum nos últimos dias ouvir as vaias dos torcedores com a bola rolando, algo que não é comum por lá. A manifestação, tão comum no Brasil, provocou a surpresa do ameaçado técnico Roy Hodgson, após a derrota em casa para o Wolverhampton: “O famoso apoio de Anfield não apareceu desde que cheguei aqui”.

De qualquer forma, a moda de invadir Centro de Treinamento, felizmente, ainda não chegou por lá.

Linha de Chegada

Marilson Gomes do Santos é a grande esperança brasileira na 86°Corrida Internacional de São Silvestre. Sem dúvida é o maior favorito para encarar as feras africanas, em especial, o quenianno James Kipsang que luta pelo tricampeonato. Já no feminino, será uma grande surpresa, ver alguém superar a queniana Alice Timbilili. Torcida, entretanto, não vai faltar.

O Santos sai na frente

Jonathan (Foto: Washington Alves/Divulgação)

O mercado do futebol está muito devagar neste final de ano. Muitas especulações e pouquissimas contratações. Enquanto Palmeiras e  Grêmio sonham com Ronaldinho Gaúcho – que deve mesmo ficar no Milan -; e o Corinthians, com Adriano, o Santos foi às compras e até aqui foi a equipe que melhor se reforçou para 2011.

O Peixe contratou Elano, jogador que dispensa apresentações, Charles – por empréstimo de um ano – que estava no Lokomotiv Moscou – e o bom lateral-direito Jonathan que fez um belo Campeonato Brasileiro com a camisa do Cruzeiro. Além reforços, o Santos ainda terá a volta de Paulo Henrique Ganso que se recupera de uma cirurgia no joelho.

Campeão Paulista e da Copa do Brasil em 2010, o time que será dirigido por Adilson Batista tem boas chances de repetir o sucesso em 2011. A Libertadores é o grande objetivo. E as chances de conquista são maiores na medida que carrega pressão menor se comparado ao rival Corinthians, que jamais conquistou o torneio sul-americano.

Linha de Chegada

Depois de 20 dias sem treinar e uns quilinhos a mais devido às festas de Natal, voltei a treinar hoje. Uma corrida leve de 5Km se tornou árdua devido ao tempo parado. Pode até parecer aquela tradicional promessa de final de ano, mas 2011 vai ser diferente. Assim como Mutley,  famoso personagem do desenho animado da Cartoon Network, eu quero “medalha, medalha”.

A propósito, meus parabéns àqueles que estão preparados para mais uma Corrida Internacional de São Silvestre. Que a medalha a ser conquistada simbolize, em seu fechamento, mais um ano de conquistas e superação.

Unificação polêmica!

Luiz Álvaro de Oliveira, presidente do Santos, Pelé e Ricardo Teixeira (Foto: CBF/Divulgação)

Ao anunciar a unificação dos títulos da Taça Brasil, Roberto Gomes Pedrosa e Campeonato Brasileiro, a CBF tenta fazer justiça às equipes que não contavam com o reconhecimento de suas conquistas nacionais nos anos 60. De fato, eram considerados campeões nacionais. Entretanto, um erro considerar a Taça Brasil, o chamado Robertão e o Campeonato Brasileiro uma coisa só. Sim, na prática foi isso que fez a CBF.

A Taça Brasil, muito mais tem a ver com a Copa do Brasil do que com o Brasileirão. O Santos, por exemplo, maior vencedor da década de 60, precisou de cerca de 20 jogos para ser seis vezes campeão nacional. Então, realmente cabe a unificação? Tudo bem, era o calendário da época; se tratava de um torneio com a proposta de apurar o melhor do Brasil – o campeão participava da Libertadores – mas era Taça Brasil. Não faz sentido rebatizar os torneios e mudar a história em nome de um injusto sentido de justiça.

Nunca foi problema para os clubes o histórico de suas conquistas: O Santos foi duas vezes campeão Brasileiro e seis vezes campeão da Taça Brasil; o Palmeiras, quatro vezes campeão brasileiro, duas vezes da Taça  Brasil e outras duas do Robertão. Simples assim! Muda muito dizer que ambos foram oito vezes campeões brasileiros?

A propósito, por que o Flamengo não foi beneficiado nessa canetada da CBF?  Se tivemos um time duas vezes campeão no mesmo ano - o Palmeiras em 67 - e dois campeões em 68 -  Santos e Botafogo – qual o problema de termos dois campeões também em 87? A CBF argumenta tratar-se de questões jurídicas – o Sport moveu uma ação pleiteando o título. Porém, não é absurdo acreditar em problemas políticos. Má vontade mesmo! A entidade maior do futebol brasileiro e o clube da Gávea não têm disfrutado de uma relação harmoniosa nos últimos meses.

Essa discussão vale também para Copa Intercontinental e Copa Mundial de Clubes da Fifa.  A Fifa reconhece a Copa Intercontinental, mas não unificou os títulos. Nos sites dos grandes protagonistas desses torneios você vê, por exemplo, Inter de Milão, duas vezes campeão da Copa Intercontinental e uma vez campeão mundial de clubes. Pronto! E assim acontece com a imensa maioria dos clubes pelo mundo.

Essa celeuma sobre títulos e seus significados é uma coisa bem brasileira e que na prática não passa de retórica.  É jogar pra torcida!

Bate-bola!

A partir de hoje, o “Na Cara do Gol” conta com mais um quadro. Trata-se do “Bate-bola”. Cinco perguntinhas que serão feitas rotineiramente a personalidades. O tema, claro, o esporte.

O “Bate-bola” de estreia é com o jovem Willian, ex-camisa 10 do Corinthians e que hoje defende as cores do Shakhtar Donetsk.

1) Você estava insatisfeito no seu início no futebol ucraniano, chegou a pensar em voltar… E hoje? Já está perfeitamente adaptado?
Sim, estou com certeza. O começo é difícil mesmo em qualquer lugar que você vá, mesmo na Europa. Não é fácil se adaptar ao país, à lingua, ao futebol e, principalmente, ao frio.

2) Quais foram os problemas mais significativos?
A língua e o frio! Tive muitas dificuldades com a língua. No país também não há muito o que fazer, onde ir. O frio é intenso. Tudo isso dificulta.

3) Quais as chances do Shakhtar Donetsk na Liga dos Campeões? (O Shakthar enfrenta a Roma pelas oitavas-de-final)
A ideia é continuar passando de fase. Vai ser difícil, afinal na Champions (League) jogam os maiores clubes da Europa, mas temos chances de avançar. Temos qualidade, por isso acredito que temos condições de passar.

4)E o Corinthians? Na Libertadores vai enfrentar o Deportes Tolima, da Colômbia, numa fase eliminatória…
Acho que o Corinthians também tem chances de passar e de até conquistar a Libertadores. Vai ser difícil, claro, mas o grupo é bom. Precisa de alguns reforços pra fazer esse grupo ainda mais forte, mas tem boas condições. É favorito!

5) Você pensa em voltar a jogar no Brasil?
Eu penso em um dia voltar, mas não agora. Quero continuar na Europa. Quando tiver uns 30 anos (Willian tem 22) talvez volte ao Brasil. Claro que no futebol tudo pode acontecer e, por isso, não descarto a possibilidade de voltar ao Brasil antes, mas não é minha intenção. Quero ficar na Europa até os 30.

Hegemonia europeia

Os clubes brasileiros dominaram as primeiras edições do Mundial de Clubes da Fifa criado em 2000. O Corinthians venceu o primeiro; o São Paulo, o segundo em 2005; e o Inter, o terceiro em 2006. A partir daí, entretanto, os sul-americanos não obtiveram mais êxito. O Milan passou pelo Boca; o Manchester, pela LDU; o Barcelona, pelo Estudiantes… E nesta edição o Internacional de Porto Alegre sequer chegou à decisão facilitando a vida da Inter de Milão que com tranquilidade venceu o surpreendente Mazembe por 3 a 0. A propósito, embora vice, o time da República Democrática do Congo já fez história. Agora, a hegemonia do torneio pertence ao primeiro mundo do futebol com quatro conquistas. Nenhuma surpresa se considerarmos o fato de que lá estão os mais altos investimentos e, consequentemente, os melhores jogadores. O Mundial de Clubes também é levado mais a sério pelos europeus. A festa realizada pelos jogadores da Inter confirma o fato.

Aos sul-americanos, em especial aos brasileiros, resta esperar por 2011 e batalhar por resultados melhores no próximo Mundial que voltará a ser realizado no Japão.

Só a bola mobiliza

Tenho lido muito nas últimas horas sobre o aumento de salários dos parlamentares, votado e aprovado pelos próprios em minutos na última quarta-feira e suas repercussões. Os índices de reajuste são absurdos quando comparados aos utilizados na majoração dos vencimentos da maioria dos trabalhadores do Brasil. Nem por isso, vi pessoas esperando deputados e senadores nos aeroportos protestando contra o ocorrido.

Por outro lado, se um grande time não vai bem… À luz do dia, lá estão grupos organizados cobrando aquilo que eles entendem não ter sido digno. Uma equação ainda difícil de ser resolvida por este jornalista que milita no esporte por cerca de 20 anos. Essa capacidade de mobilização que a bola tem no Brasil ainda requer estudo pra ser compreendida. Paixão clubística, alienação, consciência (ou a falta dela) são elementos que podem sugerir, indicar; mas não explicam.

Deu a lógica

A Inter de Milão não deu chances pra zebra e correspondeu no papel de protagonista. O susto inicial com a perda de Sneijder no primeiro minuto foi compensado com o gol de Stankovic no minuto seguinte. Ao abrir vantagem, o time italiano mandou no jogo com inteligência e qualidade. E por falar em qualidade, o segundo gol foi digno de reverência. Zaneti tocou pra Milito que devolveu de calcanhar para o compatriota marcar com categoria. Um golaço com a cara da escola argentina.

Já os coreanos, comandados pelo colombiano Molina, chegavam com perigo somente nas jogadas de bola parada. Por cima, o Seongnam ganhou a maioria das jogadas, mas não conseguiu marcar.

Melhor pra Inter que, no segundo tempo, tratou de matar a partida com outro gol argentino: Milito fez 3 a 0.
A Inter segue favorita na final contra o Mazembe, sábado, em Abu Dhabi. Já ao Inter de Porto Alegre resta brigar pelo terceiro lugar contra o Seongnam. O “bronze” é o mínimo que se pode esperar da equipe gaúcha.

Uma vitória sobre a soberba

A vitória do Mazembe, um ilustre desconhecido entre nós, foi um soco no estômago daqueles que só têm olhos para a Europa e a América do Sul; um tapa na arrogância que leva a crer que nada existe além do que conhecemos.

O Mundial de Clubes da Fifa foi idealizado para que equipes de outros continentes pudessem sonhar com o topo do mundo e assim substituiu a Copa Intercontinental que confrontava europeus e sul-americanos sob o pretexto de reverenciar o melhor do futebol mundial. Hoje, essa expectativa foi correspondida. O valente Mazembe, quatro vezes campeão africano, escreveu seu nome na história.

Nesta quarta, outro desconhecido, o Seongnam da Coreia do Sul, tenta repetir o feito africano contra a favorita Inter de Milão. Rafa Benitez, técnico da equipe italiana, acompanhou a vitória do Mazembe e sabe que não pode vacilar.