“Liedshow!”

Foto: Fernando Dantas/Gazeta PressNo primeiro tempo, poucas chances foram criadas. O Corinthians teve um pouco mais de volume, enquanto o São Paulo, muito desfalcado, atuou fechado, especulando o contra-ataque. Aos 40, o lance decisivo da partida. Carlinhos Paraíba foi expulso depois de uma entrada forte em Weldinho. Paraíba, que já tinha amarelo,  foi no mínimo irresponsável no lance.

Na segunda etapa, o Corinthians soube aproveitar a vantagem de jogar com um a mais, pressionou o São Paulo e os gols foram saindo. O primeiro, golaço de Danilo, logo no primeiro minuto. Depois, um show de Liedson.  Ele marcou no rebote de Rogério Ceni aos oito, depois  aos 15 – esse um golaço também – e o quarto saiu aos 36.  Jorge Henrique fez o quinto numa falha bisonha de Rogério Ceni.

Essa foi a maior goleada na história dos confrontos entre Corinthians e São Paulo no Campeonato Brasileiro.

Queda do River

Demorou, mas o River acabou pagando o preço das péssimas administrações no decorrer da história. Assim como acontece com muitos clubes no Brasil, o River foi sangrado pela cobiça de maus dirigentes que mais preocupados estavam em fazer fortuna do que cuidar do clube. Sobre a campanha do rebaixamento – vale a média dos últimos três campeonatos – respondem José Aguilar, ex-presidente, e Daniel Passarella que teve a coragem de assumir a presidência, apesar de todos os riscos.

O empate com o Belgrano foi tenso. Alguns torcedores do River – que precisava de uma vitória por dois gols de diferença – diante da iminência da queda, tentaram quebrar parte das arquibancadas para jogar no gramado. O jogo foi paralisado aos 45 minutos do segundo tempo. Boca Juniors e Independiente agora são os únicos entre os grandes que jamais caíram para a segundona.

O clássico Boca x River, um dos maiores do mundo, vai fazer muita falta.
Foto: AFP

Espírito de porco!

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

No post anterior, indignado com a briga generalizada após o apito final do árbitro, disse que não escreveria nada além de uma frase, a partir do que acompanhei pela TV. Continuo a repudiar as imagens de violência que hoje repercutem no mundo todo, envergonhando o futebol sulamericano. Entretanto, devo admitir que foi equivocada a interpretação de que essas cenas aconteceram porque os uruguaios ainda não aprenderam perder. Portanto, aqui segue meu mea culpa

Hoje temos a confirmação de que a briga foi iniciada por um torcedor santista que estava onde não deveria estar – no campo. Só nos resta lamentar o ocorrido. Muitos profissionais de imprensa, tantas vezes, têm o trabalho cerceado por fiscais e seguranças rigorosos no cumprir das regras. Por outro lado, gente que nada tem a ver com o evento, frequentemente tem acesso livre a espaços que deveriam ser restritos aos profissionais do futebol. Até a Copa do Mundo de 2014 há muito a ser aprendido.

Tricampeão! E que venha o Barcelona!

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Final de Libertadores, casa cheia, ingressos esgotados e dois times de muita tradição. Ingredientes suficientes para uma bela partida. Mas não foi o que se viu, pelo menos, no primeiro tempo. Nos 45 minutos iniciais prevaleceram a tensão, o estudo ao adversário, a forte marcação. O Santos teve mais iniciativa. Chegou perto do gol duas vezes com Durval, outra com Elano, de longe. Léo, entretanto, foi quem teve a melhor chance, aos 43, mas errou o alvo. 

No segundo tempo, logo no primeiro minuto, Ganso deixou de calcanhar para Arouca que avançou e lançou Neymar. O atacante bateu de primeira pra fazer um a zero, com a ajuda do goleiro Sosa que falhou no lance e, desta forma, mudou o jogo. Aos 23, Danilo recebeu de Elano pra marcar o segundo… Santos 2 a 0. Aos 35, o Peñarol diminuiu com gol contra de Durval. Uma leve tensão no ar, embora tudo estivesse sob controle. Nem mesmo os dois gols incrivelmente perdidos por Zé Love no final do jogo colocaram em risco o título que deixa o Santos ao lado do São Paulo entre os brasileiros com mais conquistas da Libertadores.

Como de costume, os uruguaios apelaram, partiram para a briga após o apito final. O assunto, entretanto, não merece mais que uma frase. Melhor pensar no futuro e, quem sabe, num duelo contra o Barcelona no Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, no Japão.

O Santos foi melhor!

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

O equilíbrio prevaleceu no primeiro tempo. O Peñarol começou jogando bola, procurando o gol, mas pertencia ao Santos a qualidade, o refinamento técnico. As primeiras oportunidades de gol foram criadas pelo Peixe. Em menos de dois minutos o time de Muricy Ramalho chegou duas vezes: uma com Alex Sandro, aos 20, depois de bela jogada de Neymar, e outra com Bruno Rodrigo – a bola tocou o travessão.

O Peñarol melhorou na segunda metade da primeira etapa. Aos 44, Rodriguez desperdiçou a grande chance do jogo. Em condição legal e na cara do gol, ele não teve precisão pra encobrir o goleiro Rafael e abrir o placar.

No segundo tempo o Santos foi um pouco melhor. Zé Eduardo, porém, realmente não vive um bom momento. O atacante perdeu as melhores oportunidades santistas. A maior delas, aos três minutos, quando o goleiro desviou levemente, evitando o primeiro gol e outra aos 26, de cabeça, depois de um cruzamento preciso de Alex Sandro. O Peñarol chegou ao gol aos 40,  mas o auxiliar, corretamente, marcou o impedimento de Alonso. As reclamações dos uruguaios não faziam sentido.

Apesar de não ter marcado no Estádio Centenário, o resultado foi bom para Santos. Tem mais time e todas as possibilidades de ganhar no Pacaembu. Quiçá com Paulo Henrique Ganso em campo.

Paulistas seguem na frente

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O São Paulo segue no topo do Campeonato Brasileiro, com 100% de aproveitamento. O futebol, entretanto, não chega a encher os olhos. Com a corda no pescoço, sequela dos fracassos na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista, Paulo César Carpegiani procurou fechar o time, reforçar a marcação e explorar os contra-ataques. A tática, até aqui, está dando certo. O time está vencendo e o fantasma da demissão do treinador vai perdendo força.

O Corinthians também está surpreendo com uma boa campanha. A equipe só perdeu pontos no Rio de Janeiro para o Flamengo em jogo que poderia ter vencido e aparece isolado na segunda colocação. Como os principais reforços ainda não estrearam, o corintiano tem boas razões pra se animar com o futuro da equipe no Brasileirão. O goleiro Júlio César, muito criticado nos últimos meses e pressionado com a chegada do jovem – e bom - Renan, merece reverência. Foi o melhor da equipe contra o Fluminense fazendo defesas bonitas e dífíceis.

A terceira posição é do Palmeiras que ficou no empate  com o Inter em Porto Alegre. O Verdão, assim como aconteceu no Campeonato Paulista, tem compensado a carência de reforços com dedicação tática e espírito de luta, mérito de Luis Felipe Scolari, comandante desses guerreiros. 

Linha de Chegada

No linha de chegada hoje gostaria de destacar a Fórmula Um. Há muito tempo não via uma corrida tão emocionante como o GP do Canadá. Jenson Button passou Sebastian Vettel na última volta, uma recompensa merecida a um piloto que fez uma prova de recuperação com atitude de campeão. Button é vice-líder do mundial e dá pinta de que pode sonhar com o título.

Adeus, Ronaldo!

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Ronaldo entrou em campo conforme combinado: rigorosamente aos 30 minutos de jogo. Nunca antes na história desse país se viu um jogador na seleção com uma barriga tão grande; ainda assim, mesmo muito longe da forma ideal Ronaldo, gênio como sempre foi, finalizou três vezes e esteve muito perto de se despedir com gol. Merecia! Se movimentou, tocou na bola com a mesma categoria de sempre – exceção feita a um tiro que ele isolou na arquibancada. A torcida que apareceu no Pacaembu torceu, cantou e se emocionou. Na despedida, no intervalo do jogo, Ronaldo se desculpou pelos gols perdidos, mas nem precisava. Crédito não lhe falta. 

Foi bom ver Ronaldo de novo em campo, mesmo que por poucos minutos. Tem um quê de nostalgia, um quê de saudades. Vontade de congelar o tempo, só pra continuar assistindo aos gols do Fenômeno pelos gramados mundo afora. É sonho, eu sei. Então, o jeito é torcer que pra alguém possa substituir à altura o último grande ídolo da Seleção Brasileira. Quem sabe Neymar possa ser essa figura. Que assim seja!

Valeu pelo segundo tempo

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Tudo bem, o Brasil não venceu a Holanda, sequer fez um gol, mas gostei do que vi, especialmente no segundo tempo. A Holanda dominou a partida nos 45 minutos iniciais quando teve as melhores chances, duas das principais com Afellay.

Nos primeiros 20 minutos da etapa final, a seleção de Mano Menezes atuou com mais apetite e mudou o jogo. Criou situações, fez por merecer a abertura do placar. Destaque para Neymar que apareceu mais justamente nesse período; driblou, deu assistências, finalizou…

Ao final, a torcida goiana vaiou insatisfeita com a 0 a 0. Resultado frustrante pra quem pagou caro por um ingresso. Mas olhando para o futuro, a performance da seleção alimenta o otimismo, a expectativa de dias melhores.

No sufoco, de novo, mas chegou

Foto: AFP

Foto: AFP

O Santos chegou, mas não se impôs como deveria. Abriu 2 a 0 em duas falhas grotescas do goleiro Barreto – o segundo, um frango inacreditável – mas tomou um sufoco desnecessário de um apenas esforçado Cerro Porteño. Terminou o primeiro tempo com 3 a 1 no placar graças às falhas do goleiro e ao talento de Neymar que, se não jogou bem, marcou um belo gol em jogada individual.

Na segunda etapa, o Santos quase pagou caro por uma covardia tática incompreensível. Se o Santos não queria jogo, o Cerro sim. Chegou ao empate e mereceu os aplausos da torcida no final, apesar da eliminação. Já os santistas chegam à decisão sem convencer. De alento, fica o fato de que tem futebol suficiente pra amenizar o rotineiro sofrimento do torcedor nesta Libertadores.

Vasco na frente

1 a 0 não é muito. Não dá pra cantar vitória, mas permite comemorar com entusiasmo. O Vasco saiu na frente do Coritiba sem tomar gol em casa. Um grande passo!