Que rodada!

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

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A começar por Santos e Flamengo, o melhor jogo do ano. Nove gols, pênalti perdido, show de Neymar e show de Ronaldinho Gaúcho. Partida que será lembrada por muitos e muitos anos; os 3 a 0 abertos pelo time santista – que gol, o terceiro de Neymar-; o empate flamenguista ainda no primeiro tempo; as vaias para Elano ao perder a penalidade ao tentar a “cavadinha”; os gols de Ronaldinho Gaúcho, agora principal artilheiro do campeonato… Jogo pra resgatar a arte do futebol brasileiro, um tanto quanto ofuscada pelo tempo.

Outro jogão em Curitiba 

No Couto Pereira, na capital paranaense, não foi muito diferente. O São Paulo abriu 4 a 0, mas tomou sufoco do Coritiba que no final diminuiu para 4 a 3 e teve claras chances de igualar o placar. Não à toa, o torcedor paranense aplaudiu o time, apesar da derrota. O Tricolor pode ter vencido, mas o Coxa deixou o campo de cabeça erguida. É mais um jogo que será lembrado por muitos anos.

Palmeiras vence a primeira fora

O Palmeiras conseguiu em Santa Catarina, contra o Figueirense, a primeira vitória fora de casa. Três pontos importantíssimos na caça ao Corinthians, ainda líder, com 28 pontos. O Verdão tem 22, na quarta colocação, seis atrás do maior rival que tem um jogo a menos. O time de Luis Felipe Scolari ainda pode ser superado pelo Vasco que amanhã recebe o Bahia, no Rio de Janeiro.

Timão histórico

Incrível a campanha do Corinthians neste Campeonato Brasileiro. Supreendente também. E histórica! O Timão vai quebrando recordes e mais recordes. Melhor campanha da Era pontos corridos, maior invencibilidade (19 jogos - nove em 2010 e outros dez em 2011 ), 94% de aproveitamento… E estamos falando do campeonato nacional mais equilibrado do mundo. Mas o Corinthians tem feito por merecer. É um time disciplinado taticamente, compactado e que briga pela bola em cada centímetro de gramado. Não por acaso, sofreu apenas quatro gols em dez jogos. Defesa  boa, ataque efetivo; o melhor deste Brasileirão com 19 gols.

O técnico Tite tem importante papel nesta campanha. Ganhou o grupo com um discurso sereno e com justiça na hora de escalar a equipe. Sabe valorizar aquele que vive um bom momento e incentivar outros que ainda aguardam por uma oportunidade. E Pensar que queriam a cabeça dele após a eliminação da Libertadores e depois quando a equipe perdeu o título paulista para o Santos. Nessa hora há de se reverenciar a diretoria do clube que soube bancar o treinador no momento de forte pressão da torcida.

Ainda é cedo pra falar em título. Mas pelo que vem apresentando, é o principal candidato. Os outros vão ter que correr atrás. E muito!

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

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Kléber “gladiador”

Se havia um mal estar entre Kléber e a torcida por conta da ausência do atacante nos últimos jogos do Palmeiras, coincidentemente no período que chegava à diretoria uma proposta do Flamengo, já não existe mais. “O Gladiador”, que voltou ao time justamente contra o Mengão, lutou, trombou com os zagueiros e até brigou literalmente. Fez o que a torcida espera dele. Ainda assim, o Palmeiras não conseguiu derrotar o rival. Um zero a zero ruim para os dois.

Já era!

Foto: Djalma Vassão/ Gazeta Press

O futebol tem seus caprichos. Nem sempre o melhor time de fato consegue vencer, mesmo demonstrando superioridade nos 90 minutos, ou durante 120 minutos, como no caso de hoje, no jogo do Brasil contra o Paraguai. As chances vão sendo criadas, construídas, e a querida não entra.

A impressão que se tem, quando os jogos apresentam essa característica, é a de que poderia ter futebol por 24 horas e, ainda assim, o gol não sairia.

Mas nos pênaltis, o que se viu foi vergonhoso. Espantoso, tamanho despreparo. Nada tem a ver com loteria, sorte ou algo assim. Quatro pênaltis perdidos, três deles pra fora com Elano, André Santos ( neste caso, o gramado realmente atrapalhou ) e Fred. Ridículo!  Uma tragédia que coloca em risco o futuro de Mano Menezes à frente da Seleção. A CBF o garante no cargo, mas eu já vi esse filme.

Em primeiro, como deve ser

O primeiro lugar no grupo B não ilude, mas conforta. Ser campeão da chave era o que se esperava de uma seleção que iniciou a competição como grande favorita ao lado da Argentina e do Uruguai. Os gols de Pato e Neymar devem resgatar a confiança perdida com os fracos jogos contra Venezuela e Paraguai. Ganso, se não apareceu como se espera, quando participou foi decisivo com passes inteligentes e precisos. O dono do jogo, entretanto, foi Maicon que soube aproveitar a oportunidade concedida por Mano Menezes e merece continuar entre os 11 titulares.

Agora, o bom Paraguai novamente aparece no caminho e não há espaço para erro. Qualquer falha pode ser fatal. Se o caminho é árduo, ainda está longe de ser dos mais difíceis. Argentina – ou o Uruguai – só cruza o caminho brasileiro numa eventual final. Melhor assim!

Um duro castigo

Foto: AFP

Daiane perdeu sua cobrança, fez um gol contra e ainda estava no lance do segundo gol dos EUA

A Seleção esteve muito, mas muito perto; infelizmente não será desta vez que as meninas do Brasil vão conquistar o mundo. Foi um castigo o gol sofrido nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação e que levou a decisão aos pênaltis. Com uma a mais em campo, o Brasil perdeu a chance de matar o jogo logo e avançar com tranquilidade para às semifinais. É bom lembrar que o jogo contra os Estados Unidos era uma espécie de final antecipada.

Dia infeliz de Daiane

Nos pênaltis, Daiane - que já marcara um gol contra logo aos dois minutos – viu sua cobrança ser defendida pela boa goleira Hope Solo. O Brasil caiu nos pênaltis e com ele se esvaiu o sonho de conquistar o inédito título da Copa do Mundo. E tinha tudo pra ser desta vez. Tudo mesmo!

Ainda falta muito

Foto: AFP

Foto: AFP

Não foi desta vez que a Seleção Brasileira convenceu.  As badaladas estrelas do futebol nacional não brilham como nos clubes de origem, em especial  Neymar, e o Brasil segue sem vencer.

O Paraguai mostrou que o jogo não seria fácil para os brasileiros logo de cara. Aos dois minutos, Roque Santa Cruz entrou pelo meio da zaga e perdeu uma chance incrível. O Brasil, por sua vez, teve a posse de bola a partir dos 15 minutos, mas não finalizava com perigo, até que Jadson, de longe, acertou um belo chute, aos 38, e abriu o placar.

No segundo tempo, a seleção voltou a sofrer com a apatia que tem marcado o time de Mano Menezes sempre nos 45 minutos finais. O Paraguai, porém, não é a Venezuela e soube aproveitar os vacilos do setor defensivo brasileiro. Roque Santa Cruz empatou e Valdez fez o gol da virada. Mano, que já tinha trocado Jadson, o autor do gol, por Elano no intervalo, mexeu no time outras duas vezes: Lucas, do São Paulo, no lugar de Ramires, e Fred no lugar do individualista Neymar. E coube a Fred empatar o jogo aos 44 minutos quando a derrota parecia inevitável.

Pelas circunstâncias, o empate foi um bom resultado. Ameniza o vexame, mas ainda deixa a classificação sob risco; e a torcida, desgostosa.

Líder e forte

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O Corinthians se consolidou na liderança do Campeonato Brasileiro, mesmo com um jogo a menos, e soube se impor diante do Vasco, apesar da insegura noite do goleiro Júlio César.
Juninho Pernambucano pegou bem na bola e fez um a zero logo aos dois minutos. A bola quicou e enganou o arqueiro corintiano. O Corinthians não se abalou e partiu em busca do empate. Aos 21, Fernando Prass fez uma defesa maravilhosa no cabeceio de Willian. Mas na sequência, após cobrança de escanteio, ele não conseguiu segurar o forte tiro de Ralf. 1 a 1.

Exceção feita a uma belíssima jogada de Fagner, o Corinthians não correu riscos; pelo contrário, mandou no jogo e conseguiu virar no finalzinho do primeito tempo. Paulinho, aos 43, fez bela jogada e de bico marcou: 2 a 1.

No segundo tempo, o Timão administrou a vantagem e teve sorte quando Júlio César falhou. A bola morreu na trave.

Flamengo é vice

Na cola do Corinthians aparece o Flamengo que dominou o São Paulo, mas venceu pelo placar mínimo. 1 a 0, gol do argentino Bottinelli. Vai ser difícil para Carpegiani administrar os efeitos da terceira derrota consecutiva. O Tricolor vai despencando na tabela.

Em Minas, Montillo, autor de dois gols na vitória do Cruzeiro sobre o Grêmio, já aparece como artilheiro principal do Brasileirão. O argentino tem seis gols. 

Falando em Argentina…

A Seleção anfitriã da Copa América foi fortemente vaiada após o empate com a Colômbia em zero a zero. Messi, o melhor do mundo, não jogou bem e está em dívida com a fanática torcida argentina.

Pode e deve ser melhor

O começo do jogo contra a Venezuela, na estreia da Copa América, foi animador. Com toques rápidos, Neymar, Robinho, Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato tentavam envolver o setor defensivo venezuelano e as chances foram criadas. Muitas delas tiveram Pato como protagonista. Na mais perigosa, ele acertou a trave aos 26 minutos. Foi Robinho, entretanto, quem teve a melhor chance. O zagueiro Vizcarrondo acabou evitando o gol com ombro.

Na segunda etapa, o Brasil caiu de produção e o jogo ficou sonolento. A animação se esvaiu no intervalo. Em busca da vitória, Mano mexeu no time, mas as alterações promovidas não surtiram o efeito desejado. A saída de Alexandre Pato, até então o melhor da seleção, para a entrada de Lucas causou surpresa.

 Foi um zero a zero frustrante. De qualquer forma, é o começo de um trabalho e a tendência é de crescimento. O Brasil pode e deve melhorar na Argentina.