Na Raça!

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

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O Corinthians começou o jogo nervoso. Ficou pior quando Robinho recebeu de William e abriu o placar aos 12. O Timão entrou em pânico e por pouco não viu o Avaí marcar mais gols.No segundo tempo, a bola continuou queimando nos pés corintianos e quando Leandro Vuaden, rigorosamente deu cartão vermelho para Leandro Castán – após fazer falta em Lincoln – o caos parecia inevitável.Mas foi justamente no momento mais difícil que o Corinthians se encontrou. Émerson se destacou com a movimentação, com dribles e, acima de tudo, objetividade; atrás, Ralf assumiu a condição de zagueiro com valentia, enquanto Paulinho recuou pra cabeça de área.Na raça, foram à luta e a recompensa não tardou. Willian, até então mal na partida, fez um lançamento primoroso para Émerson empatar o jogo aos 16.Após o gol o nervosismo mudou de lado e, mesmo com um a menos, o Corinthians virou com Liedson: dois a um e liderança justamente reconquistada graças ao empate do Vasco com o São Paulo no Rio.Novo vexame do FlamengoA jornada sinalizava com um Carnaval flamenguista em pleno domingo de outubro na fria Porto Alegre. Com Ronaldinho em campo, o Mengão abrira dois a zero sobre o Grêmio logo nos primeiros minutos de jogo. Mas o time gaúcho que diminuiu com André Lima ainda no primeiro tempo, virou o jogo com contundência na segunda etapa. Apesar da vitória, a Libertadores continua longe dos gaúchos; enquanto o Flamengo, do título.

Tratamento de choque

Djalma Vassão/Gazeta Press

Cabe a Émerson Leão salvar o ano do São Paulo. A escolha da diretoria, além da falta de opções no mercado, reflete a necessidade de um tratamento de choque neste elenco de razoável qualidade, mas de pouca vibração. De personalidade forte e centralizador, Leão reúne características que costumam funcionar a curto prazo.  Já a longo prazo…

A última vez que Leão conquistou  um título, foi justamente no comando do São Paulo em 2005. Desde então, não conseguiu emplacar um trabalho vencedor. Nesta reta final tem duas possibilidades de voltar a ser campeão: a Sul-Americana e o Brasileirão. Mas se conseguir uma vaga na Libertadores, pelas circunstâncias, já será um vencedor.

Tudo como antes

O Botafogo teve a chance de mudar o atual cenário do Brasileirão, mas não foi capaz de superar o Santos, na Vila Belmiro. Santos que com Neymar é outro. O atacante, com fome de bola, foi o grande nome do jogo. Foi dele o primeiro gol da partida, na verdade, um golaço! Borges definiu o combate ainda no primeiro tempo com outro belo gol.

Para o Santos, vitória importante pra afastar a equipe da incômoda zona do rebaixamento. Para o Botafogo a derrota foi um balde de água fria, nem por isso há tempo para lamentações. Sábado, contra o Avaí, o clube carioca tem nova chance de assumir a ponta, mesmo que provisoriamente. Mais uma rodada se aproxima e tudo segue com antes.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press


O primeiro gol de Luis Fabiano

Pela Copa Sul-Americana, contra o Libertad, finalmente saiu o primeiro gol de Luis Fabiano nesta volta ao São Paulo. Gol pra aliviar a ansiedade e tornar mais curto o caminho para as redes daqui pra frente.

Ainda pela Copa Sul-Americana, basta uma palavra pra definir a performance do Flamengo diante da Universidad de Chile, no Rio de Janeiro: vergonha! Foram quatro, e caberiam mais.

O sucesso dos pontos corridos

Há muito não se via um campeonato assim. São sete equipes brigando pelo título, a oito rodadas do final. Se a falta de emoção era o grande argumento contra a fórmula de pontos corridos, essa edição põe por terra qualquer possibilidade de novos ataques. O campeonato empolga pelo equilíbrio e pela dificuldade de um prognóstico.

O Corinthians, com a vitória sobre o decadente Cruzeiro, em Sete Lagoas, se mantém firme na ponta e é forte candidato. Se não encanta, tem na força do conjunto o grande trunfo na briga pra ser campeão. É o mais regular. Regularidade que também marca a trajetória do Vasco, vice-líder com o mesmo número de pontos. A vitória sobre o Atlético Mineiro foi tranqüila. As atenções estão voltadas agora para o Botafogo que, com um jogo a menos, enfrenta o Santos quarta-feira, na Vila Belmiro e, em caso de vitória, será o novo líder.

Adilson fora

Dos times que ainda sonham com título, aí também estão incluídos Flamengo, Fluminense e Internacional, o São Paulo é que vive situação mais delicada. Sem vencer há seis jogos, a queda para a sexta posição custou o cargo do questionado Adilson Batista. Depois de fracassar no Corinthians e no Santos, a rejeição da torcida em relação ao treinador no São Paulo era muito grande e a diretoria do clube não segurou a onda.  Uma medida drástica nesta etapa final que gera mais dúvidas do que certezas.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Botafogo na briga

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

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O Botafogo fez um primeiro tempo impecável. Marcou com eficiência e quando se aventurou no ataque ( ou contra-ataque) foi veloz e contundente. Em poucos minutos marcou três gols, mas a arbitragem, incorretamente, só validou dois. 

No segundo tempo, o Corinthians fez a lição de casa: foi pra cima. A pressão se tornou ainda maior após a expulsão de Cortês, aos 14 minutos. Adriano entrou no lugar de Moradei, três minutos depois, pra ser o homem de referência na área. Em busca do Imperador, o Corinthians fez exaustivos cruzamentos, a imensa maioria interceptada por Renan que estava em noite inspirada. Fábio Ferreira e Marcelo Matos também se destacaram, salvando o Botafogo do bombardeio corintiano.

À fiel torcida, como consolo, fica o fato de que o time lutou e ainda é líder; pelo menos até a noite de hoje quando o Vasco encara o Atlético Paranaense em Curitiba.

De novo a pergunta: até quando?

Fernando Dantas/Gazeta Press

A covarde agressão ao jogador João Vitor no Palmeiras, ontem, é só mais um fato que reflete o descaso, o desrespeito e a impunidade que reinam no futebol  ( e, claro, no país). Não é a primeira vez que acontece esse tipo de situação - basta lembrar os casos Vagner Love, Vanderlei Luxemburgo e Luan, entre outros, só pra citar o Palmeiras - e se nada for feito, está longe de ser a última, infelizmente.

 A questão é: vão esperar alguém morrer pra que seja feito algo?
Se as autoridades – entenda-se Ministério dos Esportes, Secretaria de Segurança Pública e no âmbito esportivo a própria CBF, não tomam a iniciativa, já passou da hora de os jogadores, como classe, fazerem algo. É verdade que os atletas se posicionaram no clube assim que souberam do episódio com o João Vitor, o que resultou no cancelamento na viagem para o Rio de Janeiro na noite de ontem - a delegação viajou hoje pela manhã.

Uma mobilização envolvendo os atletas do país é de fundamental importância para que se crie consciência sobre a gravidade da situação. No Brasil, as pessoas estão se acostumando com a agressividade de torcedores organizados e não raramente se ouve: “isso é normal, basta o time voltar a vencer”. Não é normal mesmo! É um câncer que se não for estirpado ainda vai matar muita gente.

De volta à liderança

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

O Corinthians está de volta ao topo, graças à vitória sobre o Atlético Goianiense e à derrota do Vasco para o Internacional, em Porto Alegre. Liderança que já esteve nas mãos corintianas por 17 rodadas e lhe escapou por vacilos e queda de rendimentos capazes de tirar o torcedor do sério; situação comum a todos àqueles que estão na briga pelo título.

No jogo de hoje, o time dirigido por Tite sabia exatamente o que precisava fazer pra recuperar o primeiro lugar. Bastava vencer. E a equipe correspondeu à altura do que se espera de um líder. Ainda no primeiro tempo construiu a vitória por 3 a 0 com gols de Leandro Castán, William e Alex.

Com a partida decidida, cresceu ainda mais a expetativa para a estreia de Adriano. A torcida pediu e o técnico Tite atendeu aos 34 minutos. Depois de dez meses, o Imperador voltou a tocar na bola em um jogo oficial. Não houve tempo para mostrar algo especial, mas estar em campo já foi um presente para o torcedor que  pagou ingresso e se espremeu num Pacaembu lotado.

Bom jogo, péssimo resultado

Foto: Washington Alves/Vipcomm

Foto: Washington Alves/Vipcomm

Foi um jogo movimentado, seis gols, alternâncias no placar, e um resultado ruim tanto para São Paulo, quanto para o Cruzeiro.

Difícil compreender como um time com Roger, Montillo, Keirrison, Charles e o bom goleiro Fábio possa estar brigando pra não cair. Até que o time fez um bom primeiro tempo.  Apesar da força do rival que briga pelo título, o time mineiro soube construir vantagem e ainda contou com a ajuda de Luis Fabiano que bateu muito mal o inexistente pênalti do goleiro Fábio sobre o meia Cícero.

Na segunda etapa,  o São Paulo voltou melhor o suficiente para virar o placar e estar à frente por duas vezes, mas não conseguiu segurar a vitória que parecia certa. Como bem resumiu o goleiro Rogério Ceni, time que quer ser campeão não pode tomar gol como o que foi marcardo  por  Anselmo Ramon, aos 34 minutos. Ele estava livre, totalmente livre, após cobrança de escanteio, pra marcar como se faz nessas peladas entre amigos.

Já era para o Santos

A derrota para o Grêmio põe um fim às pretensões santistas de terminar o Brasileiro como campeão. Resta agora terminar de maneira honrada o nacional e focar no possível confronto com o Barcelona no Mundial de Clubes da Fifa.

Fica tudo como está

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

A rodada não apresentou grandes modificações entre os quatro primeiros colocados. Melhor para Flamengo e Fluminense que venceram no final de semana e encostaram nos líderes.

Estreia de Luis Fabiano

Na estreia de Luis Fabiano, a empolgação com o evento se esvaiu em protestos contra Adilson Batista. A derrota para o Flamengo em casa despertou o inconformismo de muitos são-paulinos.  A questão é: faltando 11 rodadas pra terminar o campeonato, quem poderia substituí-lo? Além do mais, mudar agora não seria o mais sensato.

No Rio de Janeiro, o Corinthians jogou melhor que o Vasco, mas só conseguiu um empate, o que convenhamos, diante das circunstâncias, foi um bom resultado. Os vascaínos terão dois jogos fora nas próximas rodadas e o time dirigido por Tite tem dois em casa. Se souber aproveitar o fator campo, deve recuperar a liderança.

Triste Palmeiras

Me lembro de ter escrito neste espaço no começo do campeonato que o Palmeiras não alimentava ilusões. Era apenas um time esforçado e disciplinado taticamente. Imaginava, porém, que os pupilos de Felipão poderiam brigar por uma vaga na Libertadores, mas… Está difícil. Fui ao Canindé no último sábado e pude compreender melhor o sofrimento palmeirense. A torcida até que apoiou durante praticamente todo o jogo pra depois deixar o campo desolada e sem esperanças. Pior é que não dá mesmo pra esperar muita coisa.