Neymar é o cara!

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

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A maior joia do futebol brasileiro, mais uma vez assumiu com brilhantismo seu papel de protagonista e conduziu o Santos à quarta final seguida de Campeonato Paulista com três importantíssimos gols. O primeiro, de pênalti, entrou para a história por ser o centésimo com a camisa do clube; o segundo, o mais bonito do jogo, depois de receber de Paulo Henrique Ganso; e o terceiro contando com a ajuda do goleiro Dênis que voltou a falhar com a camisa do São Paulo.

Neymar decidiu o jogo como melhor sabe: com gols, dribles e ousadia. Verdade que o excesso de firulas tira do sério os adversários. Talvez seu único defeito, uma vez que a objetividade demonstra respeito e nem por isso deixa o futebol menos bonito – Messi que o diga. Mas Neymar tem crédito. É o melhor do Brasil e ponto!

Bola parada decidiu

Foto: AFP

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A bola parada fez a diferença na altitude de La Paz, na Bolívia, onde o Santos sofreu a segunda derrota nesta Libertadores.

Logo no primeiro minuto em cobrança de falta, Campos soltou a bomba, a bola bateu na trave, nas costas do goleiro Rafael e entrou. Em desvantagem no placar e com sérias dificuldades pra entrar no jogo, os santistas só chegaram ao empate aos 36, depois de uma bela cobrança executada por Elano. A bola também bateu na trave, depois de desviada pelo goleiro, e sobrou pra Maranhão soltar a bomba quase embaixo do gol. No segundo tempo, Campos, de novo, acertou o canto pra definir o placar com a vitória boliviana.

O vitorioso Bolivar é um time cheio de vontade, mas não fosse o respaldo da altitude, sequer estaria nesta fase do torneio. O Santos – que hoje não jogou bem – deve confirmar a vaga com facilidade em casa e ao nível do mar. 1 a 0 é o bastante.

Inter e Flu passam em branco

Em Porto Alegre, Dátolo perdeu pênalti para o Inter e o jogo contra o Fluminense ficou no zero a zero. O resultado, embora decepcionante, foi melhor para os gaúchos que jogam no Rio a volta dependendo de um empate com gols. Ao Tricolor, só resta vencer.

Deu zebra!

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

A maior surpresa nas quartas-de-final do Campeonato Paulista, sem dúvida, foi a eliminação do Corinthians. A derrota para a Ponte Preta não põe pra baixo o tão elogiado trabalho desenvolvido pelo técnico Tite, mas ressuscita um velho fantasma: a pressão sobre o goleiro Júlio César. Júlio, injustamente ou não, nunca foi unanimidade e às vésperas de mais um mata-mata de Libertadores pode perder o lugar no time. Faz sentido depois das falhas no jogo de hoje. Em decisão, não cabe insegurança.

Sobre a Ponte, uma vitória que coroa uma jornada feliz. Kleina implantou uma forte marcação, acatada à risca por seus pupilos e soube se aproveitar das falhas corintianas. Era a única alternativa e deu certo.

Já a vitória do Guarani sobre o Palmeiras não surpreende por tudo que aconteceu nas últimas rodadas do Paulista. Méritos do técnico Vadão que soube conduzir essa limitada equipe às semifinais, com tão pouco tempo de trabalho. Campinas vai parar com o Derby.

Santos x São Paulo

Na outra semifinal, o encontro de favoritos, uma espécie de final antecipada se prevalecer a lógica. O São Paulo, comandado por um Luis Fabiano inspirado, não deu a menor chance ao Bragantino.

O Santos, na Vila, poderia ter feito o mesmo, mas diante da impotência do adversário, fez apenas o suficiente. Não por acaso. Quarta tem jogo na Bolívia.

Que economia, que nada!

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

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O Corinthians entrou em campo sabendo que não seria possível terminar a noite com a melhor campanha da fase de grupos. Mas ser o segundo também não seria mau negócio. E assim, o time correspondeu à expectativa de construir a primeira goleada da equipe no ano.

Danilo, que vive o melhor momento no clube desde que foi contratado, abriu caminho aos 17; Paulinho ampliou aos 26 depois de uma linda tabela com Liedson. E a tarefa corintiana ficou ainda mais fácil com a expulsão de Rouga aos 35.Os gols que confirmariam a goleada, entretanto, estavam reservados para o segundo tempo. Jorge Henrique fez o terceiro aos 17, Émerson aos 24… Liedson errou o pênalti aos 26, mas no rebote do goleiro soube se redimir pra fazer o quinto; e Douglas, de pênalti, o sexto, aos 38…

A economia de gols foi deixada de lado na hora certa. Agora é esperar pelas oitavas. No caminho pode pintar o Emelec, o Bolivar, talvez Deportivo Quito ou até mesmo o Internacional. Mas pelo que está jogando, a Fiel pode ficar otimista.

Agora é pra valer!

A partir de agora começa pra valer o Campeonato Paulista. É matar ou matar, sem possibilidade de erro. Pouco importa que o líder Corinthians, por exemplo, tenha 18 pontos mais que a Ponte, oitava colocada. Um vacilo, um pênalti mal cobrado, e pronto: lá se foi o sonho do título.

Não restam dúvidas de que o Paulistão é muito mal formulado. Sobram partidas e falta qualidade, especialmente para os times do interior. Mogi Mirim, Guarani, Ponte e Bragantino se sobressaíram à mediocridade que norteou as 19 modorrentas rodadas da primeira fase. Ainda assim, por circunstâncias, o Guarani me parece o único, entre os interioranos, capaz de se classificar sem que soe uma surpresa grandiosa. O Palmeiras, adversário do Bugre, padece de um certo descontrole emocional que pode realmente custar a vaga. Nos demais confrontos, os grandes são favoritos inquestionáveis, salvo algum acidente de percurso ou uma jornada extraordinariamente infeliz.

Diante desse quadro, o que dizer então do rebaixamento da Portuguesa? A “Barcelusa” caiu depois de ser apontada como favorita no início do campeonato. Não há nada que possa realmente justificar esse vexame. Nem mesmo a perda de Marco Antônio e Edno, referências na temporada passada. E fica o aviso: se não se reforçar vai cair também no Brasileirão.

Sem brilho, mas eficiente

Foto: AFP

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O Nacional vendeu o mando e pagou o preço de ver o Corinthians se sentir em casa. Com o apoio da maioria no estádio e um domínio discreto, o time dirigido por Tite não precisou de muito pra construir a maior vitória da equipe nesta Libertadores: 3 a 1.

O resultado deixa o Corinthians com boas chances de terminar a fase entre os três melhores e assim pegar adversários teoricamente mais fáceis nas oitavas. E desta forma, esse time sem brilho, mas indiscutivelmente eficiente, vai chegando com status de favorito.

Boca se deu bem no Rio

O Boca se vingou da derrota em La Bombonera com maturidade e derrubou a invencibilidade do Fluminense na Libertadores da América. Os argentinos dominaram a primeira etapa, cadenciaram o jogo na segunda e asseguraram vaga nas oitavas. É outro time que não brilha do ponto de vista do espetáculo, mas que cresce na decisão.

Goleada na Bahia

Embora não precisasse, o São Paulo ganhou uma forcinha da arbitragem em Feira de Santana, especialmente no pênalti que resultou no segundo dos cinco gols são-paulinos e na expulsão do goleiro Dionantan. Nem por isso pode-se dizer que o Bahia (de Feira) teria melhor sorte no jogo não fossem os erros da arbitragem. Ganhou o favorito!

Santos merecia mais

Foto: AFP

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Enquanto o Internacional teve o domínio do jogo nos 15 minutos iniciais – período em que fez um a zero com Nei cobrando falta com perfeição –, o Santos foi o melhor na sequência do jogo, em especial no segundo tempo quando chegou ao empate com Alan Kardec. O atacante saiu do banco pra fazer jus ao melhor futebol santista. Se bem que o mais justo mesmo seria a vitória do Peixe.

Neymar em seu jogo de número 200 não fez gol, mas foi bem. O mesmo não pode ser dito a respeito de Paulo Henrique Ganso. O camisa dez ainda está longe daquele jogador genial que encantou o país em 2010.

Que decepção, Flamengo!

O caos estava desenhado. O Flamengo até ameaçou passar a borracha no desespero quando esteve duas vezes à frente do placar, porém o apagão dos minutos finais se repetiu e jogou o time carioca para a última colocação no grupo. Figueroa, aos 37, e Gaibor, aos 45, garantiram a virada do Emelec que ainda sonha. O Flamengo, só um milagre salva.

Aleluia! Está chegando ao fim

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Enfim faltam só duas rodadas pra acabar esta arrastada primeira fase do Campeonato Paulista. Os oito classificados já estão definidos antecipadamente, resta apenas conhecer os confrontos das quartas-de-final. Ao prevalecer a lógica, os grandes só se enfrentarão nas semifinais.

O problema é que o regulamento não justifica a cansativa fase preliminar. Ora, de que adianta terminar em primeiro lugar se a única vantagem que lhe cabe é jogar em casa? O empate – é bom lembrar – leva aos pênaltis e não premia quem de fato fez a melhor campanha. O exaustivo Paulistão precisa ser revisto. O Campeonato Carioca, neste caso, é uma boa referência. Curto e interessante.

Sobre as duas rodadas que faltam, se ainda sobra o mínimo de emoção, tem a ver com o rebaixamento. O Comercial está praticamente rebaixado e do décimo colocado pra baixo todos estão ameaçados; inclusive a Portuguesa, que de favorita ao título, foi a maior decepção do torneio.