Cada vez mais perto

Nelson Perez/Fluminense

Nelson Perez/Fluminense

O Fluminense segue em passos largos rumo ao título. A vitória sobre o Flamengo permitiu ao Tricolor carioca abrir seis pontos de vantagem sobre o Atlético Mineiro a dez rodadas do final do campeonato. É de fato o melhor time do Brasileirão e deve conquistar a taça com certa tranquilidade. Além da sorte que parece hospedada nas Laranjeiras, o Atlético dá sinais de que sentiu o golpe, enquanto o Grêmio, um pouco mais longe, não apresenta a regularidade necessária pra encostar. Fred, em grande fase, vai se consolidando como principal artilheiro do torneio, e merece a atenção de Mano Menezes, ainda indiferente aos feitos do atacante. Thiago Neves e Diego Cavalieri também são dignos de reverência pelo bom momento.

Bom para o Palmeiras

O São Paulo perdeu pontos preciosos, em Curitiba, na caça ao Vasco da Gama, quarto colocado no Brasileirão, mas diante das circunstâncias da partida – empatou aos 38 do segundo – até que o resultado não foi ruim.  Agora aumentou para quatro pontos a distância para o grupo que garante um lugar na Libertadores. Sobre o pênalti que resultou no gol de Éverton Ribeiro, lance difícil, só esclarecido no slow motion. Não dá pra condenar o árbitro.

Por outro lado, para o Palmeiras – que venceu no sábado – esse empate do Coritiba é algo a ser comemorado. O futebol apresentado contra a Ponte demonstra que o Verdão ainda tem forças pra se manter na elite

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

À espera do Mundial

Com os titulares em campo, o Corinthians foi para cima do Sport disposto a somar três dos nove pontos necessários pra evitar qualquer risco de rebaixamento. O time teve dificuldades pra superar o forte bloqueio armado pelo rival, mas no segundo tempo conseguiu cumprir o objetivo. A equipe pernambucana segue na zona do rebaixamento um pontinho à frente do Palmeiras.

Muito bom para o Corinthians

Foto: AFP

O sorteio das chaves do Mundial de Clubes da Fifa foi bom para o Corinthians. No caminho para a final pode pintar o campeão japonês ou o campeão africano ou, até mesmo, numa zebra fantástica, o campeão da Oceania. O campeão asiático e o Monterrey do México, campeão da Concacaf, estão do lado do inglês Chelsea. Embora a única eliminação de um time sul-americano, o Internacional de Porto Alegre em 2010, tenha sido para uma equipe africana – no caso o Mazembe –,  o favoritismo paulista é o maior contra qualquer um desses adversários. Já contra o Monterrey a parada não seria nada fácil, ainda mais se considerarmos as dificuldades diante dos mexicanos nos últimos tempos. A caminhada rumo ao bicampeonato começou muito bem para o Timão.

No sufoco!

Mowa Press

Mowa Press

Nem a rivalidade tradicional entre brasileiros e argentinos foi capaz de fazer da partida no Serra Dourada, em Goiânia, algo à altura do pomposo status de “Superclássico das Américas”. Faltou futebol, fruto da falta de entrosamento de duas equipes formadas especialmente para o evento. No primeiro tempo, destaque para os gols corintianos. O atacante Martinez abriu o placar na única chance argentina, enquanto Paulinho – impedido – empatou de cabeça.

Na segunda etapa, o panorama continuou o mesmo. A Argentina fechada e o Brasil procurando espaço pra finalizar. Só volume e nada de criatividade. Marcou num pênalti sobre Leandro Damião já nos acréscimos, executado com força por Neymar.

Definitivamente, não há muito o quê comemorar e sequer havia essa expectativa diante das circunstâncias. Com força máxima, reforçados pelos “estrangeiros”, a história é outra. Uma vitória que serve apenas pra aliviar – se é que isso é possível – a pressão sobre Mano Menezes. As cornetas estavam prontas para o sopro, mas vão ficar guardadas por pelo menos mais duas semanas até que brasileiros e argentinos se enfrentem novamente, agora em Resistência, na Argentina.

Que fase!

Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

A fase não é boa. A sorte parece ter abandonado o clube e os nervos estão à flor da pele. A saga palmeirense pra evitar o rebaixamento teve mais um capítulo trágico neste domingo.

O que se viu foi um Palmeiras nervoso e limitado diante de um Corinthians inteligente e tranquilo. O resultado não poderia ser outro. Vitória corintiana! Luan, de longe o mais desequilibrado dos palmeirenses, pagou alto o preço pela impaciência. Se por um lado houve um rigor absurdo do árbitro, no lance em que recebeu o segundo amarelo – e consequentemente o vermelho – aos 26 da primeira etapa, por outro, o atacante palmeirense mais tumultuou do que jogou. A expulsão era apenas uma questão de tempo.

Questão de tempo também o gol pra selar a tarde. Paulinho marcou aos oito, e o Corinthians nem quis mais nada.

Romarinho, autor da abertura do placar, novamente escreveu o nome dele na história do clássico de maior rivalidade do futebol paulista. Traído pelo hábito, teve sua comemoração de gol confundida com provocação, mas a defesa dele conta com argumentos válidos. O Pacaembu sempre foi a casa corintiana e isso não se discute.

Da lama ao caos

Marcelo Sadio/CRV

Marcelo Sadio/CRV

Não poderia ter sido pior a noite palmeirense. O time saiu na frente do Vasco, mas permitiu a virada carioca que segue firme na briga por um lugar na Libertadores. Já o Palmeiras… Agora já são sete pontos atrás do décimo sexto colocado, o primeiro acima da zona de rebaixamento, no caso o Flamengo, faltando 14 rodadas pra terminar o campeonato. Na luta contra o tempo, o Palmeiras que já estava na lama se afunda ainda mais. É o caos no Palestra Itália. Pode sobrar para Scolari.

Não deu para o São Paulo

O São Paulo se propôs defender em Minas e não obteve êxito. É certo que o árbitro Sandro Meira Ricci prejudicou o time paulista ao expulsar injustamente o lateral Douglas aos 27 minutos da primeira etapa. Com um a menos, Ney Franco fechou ainda mais a equipe e até dificultou a vida do Atlético que só conseguiu marcar na bola aérea aos 17 minutos do segundo tempo.  Vitória importante e merecida do time mineiro que, com um jogo a menos, segue dois pontos atrás do líder Fluminense. O São Paulo está mais longe do G4. Agora são seis pontos de diferença para o Vasco, quarto colocado.

Um passeio na China

AFP

AFP

Os chineses que complicaram para a Espanha e Suécia recentemente, hoje, no Recife, se desfizeram com o calor da capital pernambucana. Não ofereceram a menor resistência à equipe comandada por Mano Menezes que, em ritmo de treino, construiu a maior goleada desde que o treinador assumiu o comando da seleção. Neymar, vaiado em São Paulo, fez três, enquanto Ramires, Lucas, Hulk, Oscar e Liu – contra – completaram a goleada.

O resultado de 8 a 0 tranquiliza o ambiente, ameniza as críticas, mas está longe de resgatar o prestígio há tempos abalado. Simples: a China não serve como parâmetro. Nem os próximos dois confrontos contra a Argentina no chamado “Superclássico das Américas”, só com jogadores que atuam no país, poderão fazê-lo. A propósito, da lista anunciada por Mano Menezes logo após a goleada sobre os chineses, destaque para a volta de Luis Fabiano. O atacante do São Paulo, titular da última Copa, é o grande nome e merece um lugar no grupo. Já a ausência de Fred, artilheiro do Brasileirão, é difícil de compreender. Ter reclamado publicamente de Mano por não ser convocado não foi o motivo, de acordo com o próprio treinador. Segundo ele, Leandro Damião tem as mesmas características do goleador do Flu. A mim, não convence.

No fundo do poço

Nem Felipão, nem os jogadores, conseguem explicar a fase terrível na qual está mergulhado o Palmeiras.  Contra o Atlético, em Belo Horizonte, o time até conseguiu equilibrar o jogo, mas com dois gols de Bernard no final da partida foi goleado por 3 a 0.  Pior é que os concorrentes na briga pra não cair, casos de Bahia, Coritiba e Sport conseguiram vencer e deixaram o alviverde afundado na zona do descenso.

Ainda faltam 15 rodadas, há tempo para recuperação, mas o fantasma do rebaixamento vai se tornando cada vez mais assustador. O palmeirense já viu esse filme, e teme por demais que tamanha humilhação se repita.  E pelo jeito…

Seleção vence, mas cenário é de crise

A situação não está fácil. A safra não é das melhores – não por acaso a seleção brasileira é apenas a 12° no ranking da Fifa –, o técnico não conta com a simpatia de boa parte da crítica e a torcida paulista, pra variar, em vez do apoio, vaiou impiedosamente o time de Mano Menezes.

Neste cenário, diante de uma África do Sul fechada, o Brasil pouco criou. Preso à marcação, o time ainda sucumbiu diante de uma incontrolável ansiedade. Não tomou gol – por pouco – e só conseguiu marcar aos 29 do segundo tempo na base do abafa com um chute forte de Hulk no rebote adversário. Menos mal que o time venceu, mas com menos de dois anos para a Copa do Mundo, ainda falta confiança e sobram incertezas quanto ao futuro da Seleção. Definições nesta altura do campeonato são fundamentais.  A começar pelo técnico, bancado pelos chefes publicamente, porém fritado nos bastidores.  Em vez de um tratamento de choque em busca de resultados, o Brasil precisa mesmo de um trabalho a longo prazo;  de reciclagem, inclusive, a começar pelo homem forte da CBF.

Seedorf, o destaque da rodada

Agif

Agif

Dagoberto acertou um daqueles chutes lindos, raivosos, explosivos. Abriu o placar no Morumbi com um golaço, mas não garantiu a vitória do Inter sobre o irregular São Paulo. Maicon deixou o dele depois de bela jogada de Oswaldo pelo lado direito do ataque tricolor ainda no primeiro tempo.  Resultado ruim para os dois times.

Mas se a noite desta quarta-feira tivesse um dono, ela seria de Seedorf. O holandês fez os dois gols da virada do Botafogo sobre o Cruzeiro em Minas, esbanjando categoria e precisão, e ainda deu a assistência para o de Jadson, o terceiro gol da equipe carioca. O Bota agora aparece em sétimo, um ponto atrás de São Paulo e Inter. A briga pela Libertadores é muito boa.

Grêmio chegando

O time de veteranos montado por Vanderlei Luxemburgo cresce a cada rodada. Contra o Atlético Goianiense, Elano deu show e deixou o Grêmio a um ponto do líder Atlético Mineiro que, por outro lado, não vence há quatro jogos. Melhor para o Fluminense que joga nesta quinta contra o Santos e pode assumir a liderança.

Em Santa Catarina, o jogo foi feio demais na vitória do Figueirense sobre o Corinthians. O resultado põe pressão no Palmeiras, agora 19° no Brasileirão, que logo mais encara o não menos desesperado Sport do Recife.

Líder parou no Pacaembu

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O Corinthians já jogou a toalha no Brasileirão, mas deseja chegar ao Mundial de Clubes com a força de um campeão. Contra o líder Atlético Mineiro, o time corintiano cumpriu o seu papel.

Na primeira etapa, quase nada foi criado. No segundo tempo, entretanto, o jogo ficou mais movimentado, especialmente pela postura do Corinthians, mais ousado em relação aos 45 minutos iniciais. O gol foi de Paulo André, mas Émerson foi o nome do jogo, tanto pelo que fez de bom, como de ruim. O atacante se movimentou bem, sofreu um pênalti não marcado, e recebeu o segundo amarelo – e consequente vermelho – ao ajeitar a bola com o braço. Pra sorte dele, a expulsão não comprometeu o resultado.

São Paulo cai na Bahia. Pior para o Palmeiras

A irregularidade que tem pautado a campanha do São Paulo no campeonato esteve presente em Salvador diante do Bahia. Nova derrota depois de uma sequência de três vitórias consecutivas. O time de Ney Franco agora está a quatro pontos do G4 e ganhou a forte concorrência do Internacional que, no Sul, goleou o Flamengo em tarde inspirada de Forlán, artilheiro no Beira-Rio.

Para o Palmeiras a rodada foi cruel. Graças às vitórias de Bahia e Sport – contra o Santos – o time de Felipão aparece em 18º lugar. O fantasma do rebaixamento cresce cada vez mais, assombrando e revoltando o sofrido torcedor palmeirense.