Corinthians se mostra ao mundo!

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Quando o goleiro é o melhor em campo, suspeita-se que o time não esteve bem, certo? Errado! O Corinthians teve seus problemas, mas posou de protagonista na maior parte do jogo. No primeiro tempo, justamente entre a primeira grande defesa de Cássio, aos 10 minutos, e a segunda defesa importante num chute venenoso de Moses aos 39, no hiato entre essas duas ações, Émerson perdeu duas boas chances pra abrir o placar. O Timão estava no jogo.

No segundo tempo, a supremacia corintiana foi ainda mais duradoura, principalmente após o gol de Guerrero, jogador de linha que fez jus ao nome. Jogando muito, o peruano mereceu marcar, pelo espírito, pela entrega.  Cássio, porém, brilhou ainda mais ao pegar duas bolas que pareciam indefensáveis. Merecidamente foi eleito o melhor jogador da partida e do Mundial de Clubes da Fifa.

Cássio, Paolo Guerrero e todos os demais guerreiros corintianos comandados pelo excelente Tite estão na história. O time paulista se mostra ao mundo definitivamente. Mesmo diante de uma equipe tecnicamente superior, jogou com personalidade, impôs-se, como um grande deve fazer. A Fiel também se mostra ao mundo pela paixão, pelo apoio; torcida que marcou presença de maneira incontestável e fez parecer que seu clube jogava em casa.

O Corinthians ganhou com estrela, com planejamento, com dedicação e dizimou todas as dúvidas.

Justo, muito justo!

Que várzea!

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Lamentável tudo o que aconteceu no Morumbi na noite desta quarta-feira. Desde a postura primitiva dos jogadores do Tigre – mais afim de briga do que de futebol, passando pela ação de seguranças do São Paulo nos vestiários, fechando com a invasão de campo na comemoração são-paulina.

Sobre o que aconteceu no intervalo, tudo precisa ser rigorosamente apurado. Segundo dirigentes do Tigre, foi armada uma emboscada nos vestiários, e os jogadores receberam ameaças de seguranças e de policiais que apontaram armas. Houve confronto e alguns atletas se feriram. Verdade ou não, exagero ou não,  tem de ser investigado. Trata-se uma situação grave. Duvido, entretanto, que a Conmebol o faça.

Com bola rolando, o São Paulo fez merecer, e apesar de ainda faltarem os 45 minutos finais, difícil acreditar que o time argentino pudesse virar o jogo. De maneira triste, mas merecida, São Paulo campeão.

Tenso e dramático

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Como toda estreia, a jornada foi tensa em seu início. Aos poucos, o Corinthians foi se livrando do nervosismo, porém não da ansiedade. Em jogo de forte marcação e, consequentemente, pouco espaço, o gol só saiu numa jogada aérea. No levantamento de Douglas, Paolo Guerrero meteu a cabeça na bola pra abrir o placar aos 29 minutos.

No segundo tempo, o time egípcio tomou a iniciativa e um Corinthians acomodado ficou à espera de um contra-ataque bem encaixado pra matar o jogo. Mas foi o Al Ahly que quase matou o corintiano do coração. Com bom toque de bola, o campeão africano dominou as ações e criou várias oportunidades. Rabia acertou um chute forte e perigoso aos 17. Aos 20, Fathi perdeu outra chance. Aos 26, Aboutrika deixou Hamdi na cara do gol – por sorte ele não conseguiu dominar na cara do goleiro Cássio. E o contra-ataque? Nada. Só aos 28 o Timão finalizou com Paulinho, a única finalização corintiana na etapa final.  E o drama seguiu até aos 50 minutos, quando o árbitro mexicano Marco Rodriguez decretou o fim do jogo.

Corinthians na final no sufoco, com todo o sofrimento que manda a tradição. Agora é esperar por Chelsea ou Monterrey.

Judiaram da bola

AFP

AFP

Muita catimba, briga pela bola, entradas duras, agarra-agarra na área, xingamentos, mas futebol que é bom… O São Paulo até que teve um pouco mais de posse de bola na primeira etapa, não o suficiente pra criar alguma chance clara de gol. No segundo tempo, mais presente no campo adversário esteve o Tigre, sem nada criar, claro. Sobrava vontade, faltava qualidade. Em suma, jogo muito aquém do que se espera de uma final. A bola poucas vezes foi tão maltratada.

Se o jogo foi decepcionante, o que dizer então do comportamento de Luis Fabiano, expulso nos minutos iniciais da partida? O Fabuloso está fora da decisão e ratificou que segue imaturo e nada confiável. O artilheiro pisou na bola mais uma vez.