“Nada como um dia após o outro”

Djalma Vassão/Gazeta Press

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Sim, o título é referência ao que escreveu Jadson após a eliminação do São Paulo para o Penapolense, insinuando que seu ex-clube foi punido por ter “facilitado” a vida do Ituano para prejudicar o Corinthians no Campeonato Paulista.

Pois é, nada realmente como um dia após do outro. Esse Ituano que o Corinthians não teve a dificuldade de enfrentar, passou pelo São Paulo, pelo Palmeiras – nas semifinais – e agora pelo Santos na primeira partida da decisão, ratificando sua força e comprovando que não derrotou os grandes por obra do acaso.

É indiscutível que os pupilos de Oswaldo Oliveira não jogaram nada hoje o que, entretanto, não tira o mérito do time de Itu. Aplicado taticamente,o Ituano jogou melhor que o rival e se tivesse um pouco mais de ambição poderia ter deixado o Pacaembu com vantagem ainda maior. Consciente de seu tamanho, conformou-se muito cedo com o gol marcado precocemente. Vagner – o goleiro –,Paulinho, Anderson Salles e, principalmente, Jackson Caucaia merecem todos os aplausos. Já o Santos, pelo que apresentou hoje, não seria injustiçado em caso de uma sonora vaia. Não houve quem se salvasse. A esperança é que essa jornada ruim não se repita domingo que vem.

 

No sufoco!

Mowa Press

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Nem a rivalidade tradicional entre brasileiros e argentinos foi capaz de fazer da partida no Serra Dourada, em Goiânia, algo à altura do pomposo status de “Superclássico das Américas”. Faltou futebol, fruto da falta de entrosamento de duas equipes formadas especialmente para o evento. No primeiro tempo, destaque para os gols corintianos. O atacante Martinez abriu o placar na única chance argentina, enquanto Paulinho – impedido – empatou de cabeça.

Na segunda etapa, o panorama continuou o mesmo. A Argentina fechada e o Brasil procurando espaço pra finalizar. Só volume e nada de criatividade. Marcou num pênalti sobre Leandro Damião já nos acréscimos, executado com força por Neymar.

Definitivamente, não há muito o quê comemorar e sequer havia essa expectativa diante das circunstâncias. Com força máxima, reforçados pelos “estrangeiros”, a história é outra. Uma vitória que serve apenas pra aliviar – se é que isso é possível – a pressão sobre Mano Menezes. As cornetas estavam prontas para o sopro, mas vão ficar guardadas por pelo menos mais duas semanas até que brasileiros e argentinos se enfrentem novamente, agora em Resistência, na Argentina.

Bonito Palmeiras!

Mesmo prejudicado pela arbitragem que anulou gol legítimo do argentino Barcos, o Palmeiras derrotou o Botafogo de Seedorf em pleno Engenhão no Rio de Janeiro. Em termos de classificação não muda muita coisa, afinal a equipe segue na zona do rebaixamento, mas é resultado pra dar moral. É hora de assumir que não é time pra brigar por título, nem tampouco time pra cair. Se o problema era confiança, chegou o momento de virar a página. Até a sorte se mostrou do lado verde nesta noite. Andrezinho que o diga com aquela bola na trave aos 48 do segundo tempo.

Santos acordou

Situação parecida vive o Santos de Muricy Ramalho. A reformulação do elenco em pleno campeonato tem consequências dolorosas. O então melhor ataque estava devendo. Estava! Contra o Cruzeiro foram logo quatro, de bom tamanho pra garantir um pouco de tranquilidade na já não tão calma Vila Belmiro.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

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Vacilo corintiano

Desta vez o Corinthians não jogou bem. Perdeu boas oportunidades, mas não fez o suficiente pra merecer melhor sorte diante do Atlético Goianiense. Continua na zona intermediária e cada vez mais distante do título. Resta saber o quanto esta impossibilidade pode influenciar na motivação da equipe neste Brasileirão. A Fiel está fazendo a parte dela com média de 23 mil torcedores por jogo, mas a continuar assim, até ela tende a desanimar.

As mesmas virtudes, o mesmo problema

Foto: Vasco.com.br

Foto: Vasco.com.br

O Corinthians mais uma vez não jogou mal. Teve o domínio da partida na maior parte do tempo, graças à disciplina de sempre, mas padece ainda de um único e grande problema: a falta de gols.

A imprecisão nas finalizações contrapõe a aplicação que faz desta equipe uma das mais fortes do país. O resultado é outro zero a zero – já havia passado em branco na Bahia na última rodada – que deixa a equipe na zona intermediária e longe do líder Atlético Mineiro. Tite vai ter muito trabalho pra ajustar o poder de fogo desta equipe.

 

                                                                        São Paulo cresce

 

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

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Foi uma vitória magra sobre o Sport, porém importante. Além de se aproximar ainda mais do G4, o time vai ganhando confiança sob o comando de Ney Franco. A volta de Rogério Ceni, principalmente pela liderança que ele representa em campo, tem sido importante nesta fase de recuperação. Dá pra sonhar com dias melhores!

Estreia discreta!

BFR/Agif

BFR/Agif

A torcida do Botafogo não lotou o Engenhão, mas compareceu em bom número – mais de 34 mil pagantes – para prestigiar a estreia de Seedorf com a camisa do clube. Foi uma festa bonita, com direito a cânticos, faixas, cartazes e bandeiras. Não há dúvidas quanto à capacidade do holandês de atrair fãs de todos os cantos.

Também não restam dúvidas quanto à inteligência de Seedorf com a bola nos pés. O meio-campista procurou chamar o jogo, e se apresentar como líder à altura de seu status. Mas só os 27 minutos surgiu a primeira grande jogada do novo camisa dez do Fogão. Com elegância, ele dominou, botou na frente, deixou Gilberto Silva pra trás e cruzou na medida pra Elkeson que, meio desequilibrado, cabeceou pra fora.

Fora isso, a atuação foi discreta, típica de um jogador recém-chegado das férias. Aos 24 do segundo tempo, já cansado, deixou o campo bem aplaudido. Seedorf tem muito ainda a evoluir do ponto de vista físico e, por consequência, só com o tempo ele deve transformar em contundência a sua elegante maneira de jogar. Por enquanto, vale apenas como atração.

Sobre o jogo, o Botafogo pressionou, porém o Grêmio mereceu a vitória, time que deve brigar pelo título. Tem um time experiente e um técnico vencedor.

Um Palmeiras guerreiro

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Na estreia de Ney Franco pelo São Paulo, quem chamou a atenção foi o espírito guerreiro do Palmeiras. O time de Felipão, segue na zona de rebaixamento, mas mais uma vez mostrou um elogiável poder de superação.

O Tricolor saiu na frente logo cedo, aos 12 minutos, com Luis Fabiano, num descuido da zaga palmeirense. O campeão da Copa do Brasil, entretanto, não se abateu. Nem mesmo quando perdeu Henrique, expulso no começo da segunda etapa.

Apesar de atuar com um a menos, o Palmeiras foi melhor, perdeu um pênalti com Valdívia, e chegou ao empate com Mazinho, aos 38 minutos. A valentia foi recompensada e o placar se fez justo. Um alento ao torcedor palestrino que ainda comemora um título que não festejava há 14 anos, mas teme pelo futuro.

Corinthians reage

Danilo foi o nome do jogo, sábado, entre Corinthians e Náutico. Além dos dois gols que garantiram a vitória do Timão, o meio-campista mostrou a mesma disciplina que o destacou na campanha da Libertadores e que o fez ganhar a confiança da Fiel. A 14 pontos do líder Atlético – fantástico na virada sobre o Figueirense em Santa Catarina – brigar pelo título é difícil, mas não impossível. Vale apostar no sonho!

Justo, muito justo!

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Dono da melhor defesa da Libertadores, o Corinthians confiou demais no paredão quase intransponível formado por seus zagueiros. Em vez de marcar no campo do adversário – como havia feito há uma semana na Vila – ficou esperando o Santos lá atrás, em seu campo.

Sem muito espaço, Neymar se movimentou por todos os lados e na primeira vez que ele levou a melhor sobre a marcação – deixou Fábio Santos pra trás – criou a oportunidade do primeiro gol. Lançou Alan Kardec que cruzou para Borges que, por sua vez, desviou na trave. Neymar, que acompanhava a jogada, estava lá pra completar.

Na segunda etapa, o Corinthians voltou com Liedson no lugar do pouco produtivo Willian. A ousadia surtiu efeito logo aos dois minutos. Alex jogou pra área, numa cobrança de falta, a bola passou pelo “Levezinho” e chegou aos pés de Danilo, que nas costas de Durval fuzilou: 1 a 1.

Com o empate conquistado tão cedo, o time de Tite ganhou confiança e voltou a jogar como de costume, marcando a saída de bola e dificultando a saída de jogo do adversário. Neymar, a maior esperança santista, atuando mais pelo lado esquerdo, perdeu praticamente todas para o veterano Alessandro, enquanto Ganso, que poderia ser uma outra alternativa para o Santos, foi uma nulidade.

Melhor para o Corinthians que administrou o resultado e, com toda justiça, chega à sua primeira final de Libertadores.

Tudo definido

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

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O Santos ainda não foi aquele com o qual nos acostumamos – e bem – mas conseguiu superar nos pênaltis o Velez e assim carimbou o passaporte para encarar o Corinthians nas semifinais. Um clássico como esse, claro, não nos deixa muito à vontade para fazer um prognóstico. Enquanto o Timão tem uma defesa sólida, quase instransponível, é do Santos o ataque invejável comandado por Neymar, o melhor do Brasil. Serão 180 minutos – 90 na Vila e outros 90 no Pacaembu, espero – de arrepiar.

Universidad x Boca

O Libertad surpreendeu, levou a decisão para os pênaltis, em Santiago, mas no final prevaleceu o favoritismo da Universidad de Chile. A La U agora busca um lugar na decisão contra o tradicional Boca Juniors de Riquelme. Johnny Herrera, ex-Corinthians, foi o nome do jogo com uma defesa milagrosa aos 46 do segundo tempo e ao defender uma das penalidades que garantiram os chilenos nas semifinais. O Boca não terá moleza na busca de seu sétimo título continental.

Muita raça, pouco futebol

Foto: AFP

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Não há dúvida de que foi um jogo brigado. Não faltou raça um minuto sequer. Em cada centímetro do pesado gramado de São Januário – por causa da chuva –, a bola era disputada com intensidade; mas quando a tinham nos pés, vascaínos e corintianos judiaram da cobiçada. A sequência de passes errados contribuía para a feiura de um espetáculo que prometia ser belo. Cássio e Fernando Prass passaram a maior parte do tempo assistindo à partida. O goleiro do Corinthians trabalhou um pouco mais no segundo tempo, especialmente em duas finalizações de Éder Luis; já o vascaíno, num cabeceio de Jorge Henrique. E só!

Sobre o gol marcado por Alecsandro e invalidado pela arbitragem, tive dúvidas na hora, mas ao rever o lance algumas vezes, chego à conclusão de que houve acerto na marcação do impedimento.

No fim, o zero a zero caiu bem para o que foi o jogo. Melhor para o Vasco que joga por um empate por gols em São Paulo. Ao Corinthians, só resta vencer.