Gazeta Esportiva

Foto: AFP

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O Nacional vendeu o mando e pagou o preço de ver o Corinthians se sentir em casa. Com o apoio da maioria no estádio e um domínio discreto, o time dirigido por Tite não precisou de muito pra construir a maior vitória da equipe nesta Libertadores: 3 a 1.

O resultado deixa o Corinthians com boas chances de terminar a fase entre os três melhores e assim pegar adversários teoricamente mais fáceis nas oitavas. E desta forma, esse time sem brilho, mas indiscutivelmente eficiente, vai chegando com status de favorito.

Boca se deu bem no Rio

O Boca se vingou da derrota em La Bombonera com maturidade e derrubou a invencibilidade do Fluminense na Libertadores da América. Os argentinos dominaram a primeira etapa, cadenciaram o jogo na segunda e asseguraram vaga nas oitavas. É outro time que não brilha do ponto de vista do espetáculo, mas que cresce na decisão.

Goleada na Bahia

Embora não precisasse, o São Paulo ganhou uma forcinha da arbitragem em Feira de Santana, especialmente no pênalti que resultou no segundo dos cinco gols são-paulinos e na expulsão do goleiro Dionantan. Nem por isso pode-se dizer que o Bahia (de Feira) teria melhor sorte no jogo não fossem os erros da arbitragem. Ganhou o favorito!

Foto: AFP

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Enquanto o Internacional teve o domínio do jogo nos 15 minutos iniciais – período em que fez um a zero com Nei cobrando falta com perfeição –, o Santos foi o melhor na sequência do jogo, em especial no segundo tempo quando chegou ao empate com Alan Kardec. O atacante saiu do banco pra fazer jus ao melhor futebol santista. Se bem que o mais justo mesmo seria a vitória do Peixe.

Neymar em seu jogo de número 200 não fez gol, mas foi bem. O mesmo não pode ser dito a respeito de Paulo Henrique Ganso. O camisa dez ainda está longe daquele jogador genial que encantou o país em 2010.

Que decepção, Flamengo!

O caos estava desenhado. O Flamengo até ameaçou passar a borracha no desespero quando esteve duas vezes à frente do placar, porém o apagão dos minutos finais se repetiu e jogou o time carioca para a última colocação no grupo. Figueroa, aos 37, e Gaibor, aos 45, garantiram a virada do Emelec que ainda sonha. O Flamengo, só um milagre salva.

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

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Enfim faltam só duas rodadas pra acabar esta arrastada primeira fase do Campeonato Paulista. Os oito classificados já estão definidos antecipadamente, resta apenas conhecer os confrontos das quartas-de-final. Ao prevalecer a lógica, os grandes só se enfrentarão nas semifinais.

O problema é que o regulamento não justifica a cansativa fase preliminar. Ora, de que adianta terminar em primeiro lugar se a única vantagem que lhe cabe é jogar em casa? O empate – é bom lembrar – leva aos pênaltis e não premia quem de fato fez a melhor campanha. O exaustivo Paulistão precisa ser revisto. O Campeonato Carioca, neste caso, é uma boa referência. Curto e interessante.

Sobre as duas rodadas que faltam, se ainda sobra o mínimo de emoção, tem a ver com o rebaixamento. O Comercial está praticamente rebaixado e do décimo colocado pra baixo todos estão ameaçados; inclusive a Portuguesa, que de favorita ao título, foi a maior decepção do torneio.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Marcos Assunção na bola parada, desde o apito inicial, sempre causava pânico na torcida corintiana no Pacaembu. Foi o nome do primeiro tempo. Júlio César jogou uma pra escanteio; em outra, a bola passou perto, rente à trave. Mas foi com bola rolando – ajudado pelo desvio do Leandro Castán – que Marcos Assunção abriu o placar aos 17 minutos. Um belo chute de longa distância.

No segundo tempo, Paulinho, numa sobra na área, começou a escrever uma nova história para o clássico dominado pelo Palmeiras na primeira etapa. Três minutos depois, aos seis, Márcio Araújo se antecipou a Liedson e fez contra: virada corintiana para loucura da Fiel.

E o Corinthians entrou no embalo. Criou chances com Émerson, Edenilson… Enquanto, sem a posse de bola, os pupilos de Tite mostravam uma disciplina tática incomum ao futebol brasileiro – os homens de meio voltavam para dar combate, com ímpeto, com vontade. Jorge Henrique era o símbolo desta dedicação defensiva. E a aplicação valeu a vitória, a liderança e o fim da invencibilidade do rival.

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

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Corinthians começou forte, marcando a saída de bola do Cruz Azul e pressionando o adversário. Mas criar que é bom… A primeira chance de real perigo, apesar do volume corintiano, foi do time mexicano com Perea, aos 30 minutos. Depois do susto, o alívio. Numa bola parada, após cruzamento de Alex, Danilo subiu e cabeceou para o fundo do gol aos 35.

O gol deu mais tranquilidade ao Timão que voltou mais solto no segundo tempo. As chances foram criadas e os gols desperdiçados um atrás do outro. Fábio Santos – duas vezes – e Paulinho pecaram na hora de definir.
Liedson, definitivamente, não vive bom momento. Ainda assim, deixou o campo aplaudido para a entrada de Émerson que entrou bem no jogo. Cavou a expulsão de Pinto aos 25 e deixou o caminho mais fácil para o Corinthians. O goleiro Corona, com muita discrição, pegou tudo o que podia.

Aos 43, quase o castigo. O Cruz Azul acertou a trave com Vela. E no minuto seguinte, o brasileiro Maranhão obrigou Júlio César a fazer uma defesa salvadora. Enfim, se fez justiça ao placar. O Timão agora é o líder do grupo.

Foto: AFP

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Esse argentino tem apenas 24 anos de idade e pelo menos mais dez de carreira promissora e recordes que ainda vão cair pelo caminho. Três vezes eleito o melhor do mundo pela Fifa, Lionel Messi tem tudo pra repetir o feito no final do ano, uma vez que não há ninguém no planeta bola capaz de destronar o ídolo do Barça.

Hoje, ao marcar três vezes contra o Granada pelo Campeonato Espanhol, Messi chegou aos 234 gols com a camisa do Barcelona e assim se tornou o maior artilheiro do clube de todos os tempos, superando César Rodrigues, ídolo entre 39 e 55 e autor de 232 gols com a camisa azul-grená.

A temporada do camisa dez do Barça é também a mais positiva do craque. Nunca antes na história do futebol, Messi marcara tanto. Já são 54 gols contra 53 da temporada passada e ainda faltam três meses pra terminar a atual.

Que esse argentino, querido em todo o mundo, siga encantando os apaixonados pelo futebol bem jogado e pelos gols de placa.

Foto: AFP

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O Corinthians começou bem a partida. Com atitude e disposição marcou a saída de bola do Cruz Azul e procurou ditar o ritmo do jogo. O problema, entretanto, o de sempre: tem volume, mas não cria. Pior é que apesar de o Corinthians ter a posse de bola por mais tempo, o Cruz Azul foi mais perigoso. Júlio César fez pelo menos duas defesas importantes no primeiro tempo em chutes de Maranhão e Gimenez. Já a melhor chance do Corinthians foi num desvio contra de Dominguez, salvo pelo goleiro aos 43.

Na segunda etapa, o Corinthians voltou melhor e começou a criar. Paulinho perdeu grande chance aos 10. Depois, chegou com Leandro Castán aos 13, com Jorge Henrique aos 14… O Cruz Azul teve oportunidade aos 29 com Flores e a partir daí, na base do abafa, acuou o time de Tite. Não fosse Chicão, aos 45, que salvou em cima da linha um cabeceio de Bravo, os mexicanos teriam vencido. Se bem que Paulinho, no minuto seguinte, também perdeu uma chance preciosa para o Timão.

De qualquer forma, o empate foi bom resultado e a liderança pode ser assegurada na próxima rodada, no Pacaembu, contra o próprio Cruz Azul. O Corinthians não venceu, mas mostrou força. Triste mesmo, o vergonhoso comportamento da torcida local que atirou objetos no gramado sem qualquer constrangimento. Isso é Libertadores, uma vergonha!

100% Fluminense

Contra o adversário mais fraco do grupo, esperava-se mais do Tricolor carioca. Um a zero pode ser pouco, porém o suficiente pra garantir ao Fluminense a melhor campanha da Libertadores nesta primeira fase.

Já o Vasco tinha tudo pra sair feliz de Assunção. Vencia o Libertad, até que Diego Souza, de maneira irresponsável pôs quase tudo a perder. Ganhou vermelho ao desferir uma cotovelada e prejudicou o Vasco. Menos mal que a equipe ainda garantiu o empate.

Luis Fabiano em paz com os gols

Leão, no começo do ano, revelou que ao ouvir Luis Fabiano cantar “o fabuloso voltou…” ele, brincando, completou: “eu ainda não vi”.Pois é! O treinador são-paulino já pode cantar a versão original feita pela torcida em homenagem ao atacante e com orgulho. Os quatro gols da noite desta quarta-feira contra o fraco Independente do Pará mostram que Luis Fabiano está de volta pra valer. Bom para o São Paulo, bom para o futebol brasileiro.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

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Incrível a capacidade de Adriano de desperdiçar oportunidades. Com a mesma facilidade qua fazia gols nos velhos tempos, Adriano tem chutado pra longe um recomeço que poderia, por que não?, levá-lo de volta à Seleção Brasileira.

No Flamengo, em 2009, é que nós vimos um Imperador ainda digno de reverência. Foi campeão brasileiro, artilheiro do campeonato… Desde então, jogou no lixo a chance de defender o Brasil na Copa da África do Sul, passou vergonha na Roma, e no Corinthians… Bem, no Corinthians, Adriano também decepcionou. Fez só dois gols e acabou com a paciência da comissão técnica e da diretoria.

Em nenhum momento houve má vontade com Adriano. Muito pelo contrário. Se havia a mínima chance do atacante brilhar no clube, o Corinthians se agarrou nela. Em vão! Adriano não quer mais saber de nada. Hoje, em nota, o atacante revelou que há interesse de outros clubes. O Flamengo, por exemplo, mais uma vez está de portas abertas. Mas não vou cometer o mesmo erro do passado quando disse: “é a última chance de Adriano”. Desta vez é o fim da linha. De fato, não há crédito, nem esperança. O imperador foi deposto!

Sérgio Barzaghi

Depois de muitos boatos, desmentidos e jogos de cena, a verdade veio à tona. Acabou a Era Teixeira. E a notícia chega quando a expectativa de uma possível renúncia já era quase zero, uma vez que uma licença por tempo indeterminado fora concedida ao dirigente há poucos dias.

Ricardo Teixeira sai de cena justamente na maior crise desde que assumiu o comando da CBF em 89, em meio a denúncias de evasão de divisas, superfaturamento na organização de jogos da seleção, pagamento de propina enquanto membro da Fifa – a entidade promete divulgar um dossiê que envolve o brasileiro no escãndalo da ISL. Sem falar nas duas CPIs e outras dezenas de denúncias de corrupção no passado que arranharam a imagem dele, mas não o derrubaram.

A saída de ex-genro de João Havelange acena com um futebol mais limpo daqui pra frente, mas nem por isso cria ilusões. Apesar de ser uma entidade privada, a CBF desperta a cobiça de muita gente que vê no futebol a chance de fazer dinheiro rápido e fácil.

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

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Neymar fez de pênalti. Até aí, tudo bem. Agora os dois gols seguintes… O craque santista fez a diferença mais uma vez ao destruir o sistema defensivo do Internacional com dribles desconcertantes e muita categoria. A vitória santista se deve a ele, simples assim.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

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Econômico, mas eficiente

No Pacaembu, o Corinthians apresentou, como sempre, um bom volume de jogo, manteve a posse de bola, mas também a mesma dificuldade pra fazer gols. Danilo marcou no primeiro tempo após rebote do goleiro e Jorge Henrique, de ombro, após cruzamento de Edenilson, aos 22 da segunda etapa, matou o jogo. Vitória importante na busca por um lugar nas oitavas-de-final.

Foto: AFP

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Deu Flu na Argentina

O Fluminense merece toda reverência ao derrotar o Boca em plena La Bombonera. Mesmo considerando que o time mais popular da Argentina, hoje, não é mais o mesmo, ganhar em Buenos Aires, em qualquer circunstância, é muito difícil. Trata-se de uma vitória memorável!