Timão fracassa, Verdão afunda e Tricolor desmorona!!!

O chamado trio de ferro do futebol paulista foi uma enorme decepção na temporada 2010. O Corinthians não conseguiu um título para fanática e maior torcida do Brasil, a Fiel; o Palmeiras de Luís Gonzaga Belluzzo afundou no mar de lama do infortúnio e o São Paulo, outrora um “grande planejador”, desmoronou, como um castelo de cartas (ou seria de Caras?). Deixa o Santos para lá. Afinal o Peixe e a Vila Belmiro ficam em Santos, outra cidade, como a Ponte Preta e Guarani (Campinas) e o Azulão (São Caetano).

O presidente Andrés Sanchez exagerou na propaganda e marketing. Apostou as fichas no técnico Mano Menezes. O cara, após perder a Libertadores, se mandou para a seleção brasileira. Adílson Batista ficou perdido nos perigosos bastidores alvinegros e Tite veio tarde demais. Timão 2010 mostrou-se envelhecido e muito dependente do veterano Ronaldo, que quase não jogou.

No Palmeiras, a escorregada de Belluzzo despertou velhas brigas políticas e o poder no Palestra Itália, agora, virou uma pizza. A temporada, mamma mia, foi um horror. Técnico Felipão veio ganhando uma fortuna e nada justificou. Valdívia e Kléber foram mal e o Porco foi chafurdar na lama mais cedo.

No São Paulo, acabou a ilusão. Primeiro, Morumbi não será o estádio da abertura da Copa de 2014. O escolhido foi o Itaquerão, graças ao astuto Andrés Sanchez. Depois, mandar embora Muricy Ramalho e substituí-lo por Ricardo Gomes (depois Sérgio Baresi) foi o fim da picada. Juvenal Juvêncio e toda troupèe tricolor vivem a dor da derrota em último grau, o estertor da decadência. A aventura do “Tricolor (Alice) no País das Maravilhas (futebol)” virou uma tragédia.

Ficaram lições para 2011. Menos mídia e mais bola no Timão. Futebol é coisa de dirigente acostumado a ele e não de economista, no Palmeiras. E humildade e respeito é bom e não faz mal no São Paulo.

E assim caminha a mediocridade…

Segredos de como “viver para sempre” com Oberdan Catani

Quem assistiu ao especial feito pelo Flávio Prado e eu sobre a Academia de Goleiros do Palmeiras, no último 19 de dezembro, deve ter ficado impressionado com a aparência e a lucidez de um dos convidados, Oberdan Catani. Aos 92 anos de idade, deu um show entre os mais novos (estavam presentes, Leão, Valdir Joaquim de Morais, Marcos, Velloso e Sérgio). E a pergunta que fica no ar é o que teria feito esse senhor para manter-se saudável até essa idade? Qual o segredo da longevidade?

Durante a entrevista, Oberdan foi dando algumas dicas. Por exemplo, ele era um atleta completo. Praticava salto em distância e salto com vara; corria por volta de 20 quilômetros todo dia e não se incomodava de treinar os companheiros. No velho e bom Palestra Itália ele era uma espécie de goleiro e preparador físico, acumulando funções.

Fora de campo, vida regradíssima. Segundo Catani, nunca foi de deslumbrar-se com a noite e seus encantos. Cigarro e bebiba alcoólica nem pensar. Pelo jeito, dormia com os passarinhos e acordava com as galinhas. Além disso, tinha uma característica fundamental: nunca arrepender-se de nada.

De caminhoneiro em Sorocaba, arriscou a carreira em um futebol semi-amador ainda e saiu-se bem. Tinha físico e cabeça para isso. E talvez o mais importante: amava um clube que ajudou a fundar, o Palmeiras. Essa foi a receita certa para o sucesso e, agora, para uma senilidade feliz. Depois do programa, mostrando figurinhas da década de 1940, cheio de orgulho, deixou escapar uma frase: “Parece que foi ontem que eu tinha 19 anos”. Ou seja, o corpo envelheceu, mas a mente continua jovem, imune às ações do tempo.

Oberdan Catani sempre respeitou os limites do corpo e teve um ideal (defender o Palmeiras). Uma lição de vida e de como enganar a morte.

E tenho dito!

Timão humilde ficou no passado da “Era Neto”!!!

É comovente lembrar do Corinthians campeão de 1990. Eu estava lá. Bem atrás do gol de entrada do Morumbi. Naquela época, até repórter de jornal podia entrar em campo. Tupãzinho marcou o gol da vitória e correu na minha direção. Nem dava para acreditar. Era o primeiro título brasileiro da história.

Depois, a consagradora volta olímpica. Vicente Matheus, então presidente, carregado pela Fiel, naquela altura da emoção, invadindo o Cícero Pompeu de Toledo. Ganhar do São Paulo é sempre bom. Um título inédito, então, nem se fale. Me lembro do Luís Henrique Gurian, hoje repórter da TV Gazeta, abraçando Matheus. Entrei no bolo. E ele disse: “Filhos, esse título é para vocês”. Me lembro de ter chorado de alegria.

De repente, Jacenir parou na minha frente. Nos olhamos e nos abraçamos. Ríamos, chorávamos, pulávamos, rezávamos. Ficamos insanos por alguns momentos. Entramos em êxtase. Não dava para ouví-lo. Mas estávamos na mesma sintonia. A sintonia fina dos corações alvinegros.

Vivíamos a “Era Neto”, a quem apelidei de “Xodó da Fiel”. Grande meia-esquerda. Lançava muito bem. Cobrava faltas com violência e perfeição. Fazia gols olímpicos. Partia para cima dos zagueiros adversários e os destroçava, com estilo parecido com Messi, do hermano do Barcelona. E o time foi montado pelo jornalista João Bosco. Matheus pagava as dívidas do clube ainda. Bosco foi buscar Wilson Mano e Tupãzinho no São Bento de Sorocaba. Fabinho veio do Santo André. Ezequiel surgiu na Ponte Preta. O incrível Jacenir nem sei mais de onde veio. Da base, os eternos Márcio Bittencourt e o goleiro Ronaldo.

Time valente, dirigido pelo técnico Nelsinho, uma revelação na época. Diziam que o Corinthians seria o último naquele ano, mas foi o primeiro. Milagre de São Jorge? Pode ser. Aliás, para o corintiano o Santo Guerreiro não nos abandona nunca.

Mas sabem qual é o maior milagre? O Timão existir há 100 anos.

E tenho dito!

Leia reportagem e entrevistas sobre os 20 anos do título brasileiro:

Neto e a sua “gente humilde” celebram 20 anos da nacionalização corintiana
Tupãzinho coloca os seus “carrinhos” na história do Corinthians
Neto cobra a diretoria do Corinthians e exige respeito aos campeões de 1990
“Verdadeiro Ronaldo” justifica título de 1990 com amor pelo Corinthians

As glórias e as insanidades do Imperador no Timão

Mundo capitalista é fogo. Tudo tem um preço. E essa lei existe desde a época da Antiga Roma. Imperador virou sinônimo de conquistas, glórias nunca vistas, fortunas e, por outro lado, de insanidades, orgias sexuais e decadência moral de toda espécie. Gozado: parecem ser lados de uma mesma moeda. Que o Corinthians se prepare, então, para um convívio diferente com a provável chegada de Adriano.

Um dia, o Imperador vai ser manchete esportiva. Todos irão reverenciar os gols marcados, o passe dado com genialidade, a função tática desempenhada em campo. No outro, Adriano poderá ser manchete policial. Com certeza irá se meter em uma encrenca, provavelmente na bela e convidativa noite paulistana, aliás, que ele já conhece muito bem (esteve no São Paulo).

Sou um tanto conservador. Futebol, para mim, é sinônimo de trabalho, de saúde, de perfeição atlética. Na minha cabeça não combina com bebida, fumo, sexo alucinante, vida desregrada. Sinceramente, Adriano não seria o meu escolhido para substituir Ronaldo, nem que viesse de graça.

Tomara que ele me faça queimar minha língua.

E tenho dito!

Uma vergonha internacional…

São Paulo (SP) – Até quando a gente vai super-valorizar o futebol brasileiro? O Brasil foi eliminado pela fraca Holanda na Copa da África do Sul. Um vexame de Dunga. Agora, no Mundial de Clubes, a eliminação do Internacional gaúcho na derrota humilhante por 2 a 0 para o tal da Mazembe, do Congo.

Com todo respeito, até agora o tal País era conhecido por aquele estranho filme, ‘Congo’, onde macacos brancos ou sei lá o que guardavam um templo nos confins da selva. O Colorado amarelou, não teve pernas, tremeu, esqueceu a bola em um ponto escuro do Beira-Rio, às margens do famoso e frio Guaiba.

O único que prestou foi o ex-corintiano Rafael Sóbis. Os hermanos D’Alessandro e Guiñazu pareciam duas “galinas”, ciscando no terreiro alheio, bicando apenas pedras e nada de minhocas. Um Inter ridículo, provando mais uma vez que a tal Libertadores pode estar entre os dez maiores torneios do mundo, mas perde de longe para qualquer um em termos técnicos.

Que isso sirva de lição. Valorizem e muito o Mundial de Clubes da Fifa de 2000, o primeiro de todos, conquistado pelo Corinthians com muita raça, vibração e transparência. Libertadores qualquer clube Zé Mané ganha. Mundial, não é para qualquer um.

E tenho dito!

Quando era fácil, São Paulo arrasava na Libertadores

Bons tempos aqueles do São Paulo na Libertadores. Foram três conquistas, é verdade, mas sossegadas. Adversários ruins e viagens longas. Daqui para frente, acabou a moleza. A Conmebol resolveu investir na competição. Ou melhor, nos confrontos sul-americanos. Da mesma forma que os europeus apostam nos grandes pegas da Liga dos Campeões. Os regionais ficam, a cada dia, para trás.

Por isso mesmo, o prejuízo de quem se vê marginalizado em competições sul- americanas, daqui para frente, será enorme. A tão sonhada projeção internacional e consequentemente negócios com clubes do Exterior, pode esquecer. São Paulo, Palmeiras e Vasco, por exemplo, vão perder muito dinheiro. Sábias palavras do presidente Andrés Sanchez: “O importante não é ganhar a Libertadores é disputá-la sempre”.

E tenho dito!

Agora sim, Corinthians arma elenco forte para 2011

Muita gente fala da vinda de Adriano, da Roma; em “repatriar” Cristian (Fernerbahçe); Liédson (Sporting Lisboa) para substituir Ronaldo e outras ladainhas. Enquanto isso, o técnico Tite, do Corinthians, na calada da noite, faz aquilo que Mano Menezes não conseguiu na temporada 2010: arma uma elenco cheio de opções. E o Barão dos Pampas, inteligente, não precisou de muitas reuniões, cálculos mirabolantes e maiores desgastes com a diretoria alvinegra. Bastou apenas “convocar” quem está emprestado para outros clubes e, diga-se, comendo a bola.

Já estão integrados ao elenco para 2011: Éverton Ribeiro e Moradei (estavam no São Caetano); Marcelo Oliveira (Grêmio Prudente) e Morais (Bahia); e estudam-se os retornos de Wellington Saci e Octacílio Neto (Goiás). Bill, que se contundiu no Coritiba, também pode ser ótima opção. Éverton Ribeiro, por exemplo, teve atuações brilhantes no Azulão. Quem me disse foi Luiz Ademar, da Sportv, comentarista de várias partidas da Série B. Moradei e Bill (antes de se contundir no Coxa) também se destacaram.

O elenco de 2010 pecou por falta de opções. Quem era o reserva de Ralf? Faltou um Moradei. Quem era o reserva de Roberto Carlos? Agora, Marcelo Oliveira ou o próprio Éverton. Alguém pode me convencer que Defederico é melhor do que Morais (que foi bem pelo Bahia na Segundona)? O que Otacílio Neto fica devendo para Iarley? Quem você escalaria, Danilo ou Éverton Ribeiro?

Elenco de Mano tinha muito cacique e pouco índio.

E tenho dito!

Roberto Andrade é o novo vice de futebol do Timão

O atual primeiro vice do presidente Andrés Sanchez. Roberto Andrade será anunciado nas próximas horas como o novo vice de futebol, no lugar de Mário Gobbi. Empresário do ramo de automóveis, tem 50 anos, metade da idade do próprio Timão. Segundo as más línguas, também concorre com o ex-vice de futebol Mário Gobbi para suceder Sanchez no poder.

Assumir o cargo e administrá-lo com sabedoria e equilíbrio. Esse será o grande objetivo de Andrade, homem comprometido com a redemocratização alvinegra e também com a construção do Itaquerão.
O primeiro desafio será armar uma equipe competitiva para a próxima temporada e tentar conquistar a cobiçada Libertadores 2011, considerada a mais difícil dos últimos tempos.

E tenho dito!

Verdão e Goiás morrem abraçados: choro verde é livre

Quando pequeno, meu pai contava uma historinha de assombração que explica bem os dramas de Palmeiras e Goiás, na Copa Sul-americana. Em um Rio, existia uma maldição. Todos os peixes morreram da noite para o dia. Um bicho comeu outro bicho, que devorou o menor até sobrar apenas um: o maior deles. Graças ao tamanho descomunal, foi facilmente pescado e virou um belíssimo jantar.

Goiás despachou o Verdão e foi “destroçado” pelo Independiente, da Argentina. O prejuízo maior foi do Palmeiras. Afinal, apostaram em Felipão (R$ 750 mil mensais), trouxeram Kléber (R$ 7 milhões) e “repatriaram” Valdívia (R$ 25 milhões). E nadica de títulos. Vergonhoso!

O Goiás caiu para a Série B, como uma pedra mergulha em um poço escuro e profundo. Meninos pegaram Corinthians na última rodada do Brasileirão. Por sorte ou por ajuda da mala-branca, conseguiram empatar. E, na final com os hermanos, foi “pescado” numa boa, para não dizer que morreu boiando, com todos titulares.

Em 2010 o choro verde é livre.

E assim caminha a mediocridade…

Família pede afastamento de Juvenal do São Paulo

Um dos netos do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, aliás filho de Marco Aurélio Cunha, convenceu o avó. Depois de muito tempo como dirigente do clube e “cansado” de levantar taças, títulos e glórias, Juvenal deverá finalmente afastar-se. Na verdade, já não consegue ter a mesma influência de antes junto a conselheiros, e também já não impressiona jogadores e membros da comissão técnica de futebol. Ele cometeu alguns erros. Perdeu o carisma.

Primeiro, deixou o Morumbi escapar como sede da abertura da Copa de 2014, que será no Brasil. Pior: perder feio para Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, hoje, o maior “inimigo” tricolor foi um vexame. Depois, mostrou falta de visão ao mandar o técnico Muricy Ramalho (campeão brasileiro pelo Fluminense) para o olho da rua, colocando Ricardo Gomes no lugar. Não satisfeito, dispensou Gomes e apostou no tal de Baresi, um treinador sem a menor expressão. Alguns duvidam até da capacidade do bruto nas equipes debaixo.

Diante de tanta bobagem, e para não depreciar ainda mais a imagem do grande dirigente, família quer afastá-lo do poder, para o bem dele e do São Paulo, principalmente.

E tenho dito!