Salvação da lavoura do Timão vem de Portugal com Liédson

Contratação de Liédson vai salvar a temporada 2011 do Corinthians. Por vários motivos. Primeiro, o carinha é um baita centroavante. Até na seleção de Portugal ele foi parar e disputou uma Copa do Mundo. Marcou 180 gols em 313 partidas.

Depois, fiquei feliz com a reaproximação com o empresários do ex-goleiro Felipe. No episódio, o jogador saiu-se bem e o Timão, bem mal. Está errado. O “produto” não pode usar o “consumidor”. O “alimento” não pode “comer” a boca.

Liédson volta ao Parque São Jorge e como titular, na minha opinião. Ronaldo, agora, pode ir para o banco de reservas tranquilo. Se quiser ficar dormindo até tarde, também sem problemas. Nem precisa ir aos jogos. Que fique apenas no social. Almoce com políticos, jante com artistas norte-americanos e tome café com quem bem entender. Timão precisa de um camisa 9 de fato, efetivo, atuante e decisivo.

E tenho dito!

Dentinho está deixando o “Trem Ronaldo” passar…

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Casagrande aprendeu a jogar com Sócrates nos tempos da Democracia Corinthiana. Vendo Zico cobrar faltas nos treinos do Flamengo, Marcelinho Carioca virou o Pé de Anjo da Fiel. Futebol é assim. O cara apura a técnica nos treinos e olhando quem sabe para depois tentar imitá-lo. Pena que essa lição não está sendo aprendida por Dentinho.

O menino joga ao lado de Ronaldo há dois anos. Existe uma empatia evidente entre eles. O Fenômeno o chama de filho e ele devolve com um carinhoso “papai”. No entanto, em termos de futebol, Dentinho não cresce. Nada tira de proveitoso desse convívio único.

Os dois ficam só na sacanagem. Twitter para lá e para cá. Brincadeiras mil. Mas e o futebol? Pelo menos posicionar-se melhor Dentinho já deveria ter aprendido com Ronaldo. Uma pena. Garoto é bom, mas não sabe explorar o “lado bom” de ídolo e veterano em fim de carreira.

E tenho dito!

Sanches revela Plano B: Timão aposta no Sub-20 se perder Libertadores!!!

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, abriu o coração nesta quinta-feira. Em conversa exclusiva com o jornalista Chico Lang, o dirigente revelou ter uma Plano B, caso o Corinthians seja eliminado precocemente da Pré-Libertadores, na próxima quarta-feira, contra o Tolima, na Colômbia.

Também falou a respeito de toda a confusão envolvendo o twitcam do Ronaldo na concentração do Corinthians e pede uma discussão mais ampla do uso da internet, tanto na imprensa quanto no meio futebolístico.

Chico – Como você viu o empate com o Tolima?

Andrés – Frustrante. Todo mundo, inclusive eu, esperava uma vitória. Mas ainda dá para a gente classificar. Vai ser difícil, porém, não impossível.

Chico – Tomara que não aconteça, mas vamos supor que o Timão volte da Colômbia eliminado da Libertadores. Qual seria o Plano B?

Andrés -  Tenho mais dez meses de gestão. Sinceramente, não vou fazer loucuras. Para disputar o Paulistão e o Brasileirão usaremos os meninos do Sub-20. Qualquer jogadorzinho quer R$ 200 mil de salários. É um absurdo!

Chico – Você entende que corre o risco de não fazer o sucessor caso ocorra a tragédia da eliminação?

Andrés – O sócio do Corinthians aprendeu muita coisa depois da queda para a Série B. Amadureceu em termos de política de clube. Com certeza sabe que ganhar títulos no futebol é importante, mas não é tudo. Construímos o CT Joaquim Grava (ainda falta o hotel) e vamos partir para o estádio em Itaquera, um sonho antigo que parecia impossível. Na hora do voto, com certeza isso pesará.

Chico – Você vai proibir o uso de twitcam nas concentrações do Corinthians em véspera de jogos?

Andrés – Não tenho essa intenção.

Chico – Mas você soube da grande confusão causada na terça-feira por causa da twitcam do Ronaldo? O que fazer?

Andrés – Soube sim e só tenho a lamentar. Está na hora de jornalistas e jogadores sentarem para conversar a respeito do uso do twitter, do facebook e outros sites de relacionamento. Ninguém dá mais entrevista. Jornalista ou não, por sua vez, publicam o que bem entendem. Assim fica difícil. Na Copa do Mundo da África do Sul foi a mesma coisa.

Chico – Como você analisa a influência da internet nas concentrações? Tiram ou não o foco do jogo?

Andrés – Já vivemos várias épocas nas concentrações. Antigamente era o baralho, depois vieram as farras com a mulherada, passou pelo playstation e agora é o twitter e o facebook. Eu não gosto. Realmente, jogadores dispersam demais e as pessoas se relacionam pouco. Mas proibir seria bem pior.

Salvem as baleias e o Timão: vai para o banco, Ronaldo!!!

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Chega de conversa mole. Ronaldo não consegue correr, muito menos jogar e pouco conclui a gol. Não está fazendo falta nenhuma ao ataque corintiano. Se o técnico Tite não tiver coragem de colocá-lo no banco de reservas, todos irão morrer abraçados com o Fenômeno. Inclusive o presidente Andrés Sanchez que, como um fantoche feliz, só sabe bater palminhas e defender o agora polêmico atleta, fora do peso e sem a menos mobilidade.

Qual foi o último grande jogo de Ronaldo pelo Corinthians? Difícil lembrar. Talvez aqueles 2 a 0 contra o Inter-RS, pela Copa BR, em 2009. Sei lá. Pior: ele dominou o clube, dentro e fora de campo. Criou-se uma “Ronaldo-dependência” para tudo. Sem ele não tem marketing, público some do estádio e equipe fica completamente sem identidade.

Como diriam os antigos, acabou-se o que era doce. Ronaldo parece uma “baleia” em campo e virou um saco de pancadas. O adversário o marca com tremenda facilidade. Foi o caso do grandalhão zagueiro do Tolima, na última quarta-feira, no Pacaembu. É só cercá-lo e fim. Fenômeno perdeu a mobilidade total.

Tite sacou Roberto Carlos. Parabéns. Esse era outro que não estava jogando nada. Agora, só falta tirar Ronaldo. Em termos práticos, funcionais, Edno foi bem melhor, mais útil para o time. Um absurdo, mas a triste realidade. Marcelo Oliveira idem. E cadê o Morais?

Ou Timão muda ou está fora da Libertadores dando um vexame, caindo na Pré diante de um time fraco, que não deu um chute ao gol do inseguro Júlio César.

E assim caminha a mediocridade…

Twitcam maldita de Ronaldo e a briga com Datena!!!

Foto: Sérgio Barzaghi/GazetaPress

Seja qual for o resultado do jogo entre Corinthians e Tolima, não é correto fazer o que o Ronaldo fez. Colocou o time inteiro do Corinthians na twitcam, na noite desta terça-feira. Alguns estavam de cuecas. Roberto Carlos tentava dormir e não deixavam. Isso às vésperas da estreia na Pré-Libertadores, precisando ganhar de três gols ou mais de diferença (o jogo de volta será na casa dos caras).

Ronaldo está usando o clube. Afinal, o twitter do rapaz é patrocinado por uma operadora de telefone celular. A brincadeira deu 18 mil internautas curtindo duas horas de pura bobagem, que absolutamente nada acrescentou de positivo, a não ser alguns dólares a mais na conta bancária do Fenômeno.

Depois, a briga com o Datena, da TV Bandeirantes. Ronaldo ofendeu o colega e jornalista, um dos melhores do Brasil sem dúvida, de graça. Fenômeno comparou a matéria da “Globo” a respeito da twitcam com a da “Band” de maneira contundente. Datena perdeu a paciência e rebateu a altura.

Primeiro, a matéria da “Globo” foi oba-oba. A da “Band”, crítica. Pessoalmente, prefiro a da “Band” e por um bom motivo: não é chapa branca e tem personalidade. Filosofias de TVs a parte, véspera de jogo importante é sagrada. Depois, seja lá o que Deus quiser.

E tenho dito!

“Príncipe” Marco Aurélio contra o “rei” Juvenal!

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

O presidente Juvenal Juvêncio, do São Paulo, ganhou um inimigo que não esperava. Ao demitir-se do cargo de superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha deverá lançar-se ao cargo de mandatário máximo do Tricolor Paulista. E isso poderá ocorrer já nas próximas eleições. “Não aceitarei ver o clube mergulhado no caos”, falou, nos bastidores do programa “Mesa Redonda”, da TV Gazeta.

Se não for agora, será em 2014 com certeza. E quem duvida da capacidade e do carisma de Marco Aurélio Cunha? Juvenal transformou-se no tirano do Morumbi. Aquele rei, coberto de ouro e glórias, que não tem mais forças para erguer a espada ou mesmo sair do trono para urinar. Mas o poder, esse não larga de jeito nenhum.

E assim caminha a mediocridade…

Horrores

Nem a vitória apertada do Palmeiras sobre o Oeste e nem mesmo o magro empate de 1 a 1, do Corinthians com o Noroeste. Os destaques do final de semana foram dois: o racismo dos bolivianos com o jogador Diego Maurício, da seleção Sub-20 e a vergonhosa derrota do São Paulo para a Ponte Preta, em pleno Morumbi. Menção honrosa para o técnico Tite, do Timão, que escalou Ronaldo sem a menor necessidade. Já que o fez, poderia tê-lo sacado no primeiro tempo.

E tenho dito!

Vergonha total: Macaca enfia bolo na cara de Rogério Ceni

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Nem a contratação oficial de Rivaldo, do Mogi Mirim, salvou o sábado tricolor. O São Paulo deu o primeiro vexame do ano, caindo em pleno Morumbi, 1 a 0, diante da Ponte Preta. E bem no dia do aniversário do goleiro Rogério Ceni, que aliás, falhou feio no gol de Thiago Luís (o “Novo Messi” segundo dirigentes do clube de origem, o Santos).

Ainda bem que o Cícero Pompeu de Toledo estava vazio. Apenas 11 mil gatos pingados estavam lá, molhados e irritados. Pior: a Macaquinh

a do Flávio Prado não vencia ninguém desde outubro de 2010. São Paulo fora da Libertadores, quebrou a cara como sede da Copa 2014 e não sabe como se livrar do presidente Juvenal Juvêncio. Até Marco Aurélio Cunha abandonou o barco.

Que sina triste…

E assim caminha a mediocridade!

Na marra, ressurge o Alviverde imponente…

Os 4 a 1 do Palmeiras sobre o Ituano, na quinta-feira, um  “sucesso anunciado”. Claro. Arnaldo Tirone foi eleito presidente na véspera e, agora, todo mundo quer mostrar o “bumbu para o novo papai”. Todos jogadores e até o técnico Felipão sabem que esgotaram-se as desculpas. Ou aparece o futebol ou rua para os enganadores.

Kléber Gladiador ganhou o jogo sozinho. Fez dois e arrastou a defesa adversária no peito o tempo todo. No intervalo, Felipão estava com cara de poucos amigos. Depois, parecia ter vencido o hexacampeonato pela seleção brasileira. Suspiro de alívio total.

Resumindo: Tirone não jogou, mas foi o melhor do Palmeiras.

E tenho dito!

Camisa grená é destaque no Corinthians 2011

Circulam na internet as novas camisas do Corinthians para a temporada 2011. Alteração legal no terceiro uniforme. Ele será vinho, lembrando homenagem feita no dia 4 de maio de 1949, quando o Corinthians enfrentou a Portuguesa com uma camisa grená em respeito à trágica morte dos jogadores do Torino, em acidente de avião, em Superga, na Itália. Ninguém se salvou.

Gostei, da lembrança e da camisa também. Aliás, sempre defendi o uso da terceira cor do distintivo alvinegro: o vermelho. Muito preconceito na jogada, porque o São Paulo já é tricolor (branco, preto e vermelho). Ora bolas, eles copiaram o Todo Poderoso, fundado em setembro de 1910, enquanto que o clube do Morumbi é de janeiro de 1930, portanto, vinte anos depois.

E tenho dito!

Noite de sono perdida por Neymar. E valeu a pena.

Queria ver só um pouquinho da partida entre Brasil e Paraguai pelo Mundial Sub-20. Afinal, desse time irão sair boa parte dos “heróis de 2014″, ano da Copa no Brasil. Evitar o vexame de 1950 e o triste Maracanazo é o grande objetivo de todos. Apesar de querer (tinha de acordar cedo para trabalhar), não conseguiu mudar de canal ou desligar a maldita TV.

Meninos do Brasil pegaram uma pedreira. Paraguaios bateram, entraram firme, fecharam-se na defesa e iam como loucos para o ataque. Parecia a seleção do Bin Laden. Aí, então, quando tudo parecia perdido (inclusive a minha noite de sono), brilhou o talento de Neymar.

O garoto santista fez um, dois, três, quatro gols, como diria o meu amigo Roberto Avallone, eliminando um a um os dedos da mão direita com a esquerda. Sem falar dos passes acertados, deslocamentos, dribles desconsertantes e categoria de sobra. Até pênalti ele marcou. Sem inventar. No meio do gol.

Neymar de novo deu um nó na defesa adversária e marcou o segundo. Acordei de vez. Veio a primeira expulsão (de Zé Eduardo, do Parma) e Neymar manteve a classe. Nem se incomodou com o gol dos carinhas. Fez o terceiro no peito e na raça, como o estupendo Carlitos Tevez.

E, no quarto e último, lembrou Messi. Lançado por Galhardo, tocou por cobertura na saída do goleiro. Gol de gênio. O Brasil ainda teve mais dois expulsos, o técnico Ney Franco e Henrique. Os paraguaios “massacraram” a seleçãozinha. Filhos da mãe. E o apito amigo era deles.

Neymar, cheio de malicia, prendeu a bola. Apanhou mais do que cachorro em dia de mudança, mas segurou a onda. Tomou conta da partida, como nos bons e velhos tempos de Pelé. Fiquei orgulhoso. Vitória na fribra, na raça e no talento. Ganhou o time do craque, o time da vergonha na cara, como sempre deveria ser no futebol.

Valeu a pena ficar acordado. No meio da tarde, tiro uma soneca no sofá da redação.

E tenho dito!