Andrés Sanchez e Juvenal Juvêncio fazem as pazes

Dizem as boas línguas que os presidentes de São Paulo e Corinthians se encontraram em um restaurante de São Paulo e fizeram um acordo de paz. Juvenal Juvêncio e Andrés Sanchez chegaram à conclusão de que ataques mútuos não estão levando à nada. Pelo contrário, só alimentam a rivalidade entre jogadores e torcedores.

E quem está levando a pior é o São Paulo. O clube do Morumbi é tido como “rebelde” por ainda não aderir ao contrato unilateral com a Globo. Se continuar assim vai perder o bonde da história e muito dinheiro, principalmente.

Pressionado por conselheiros e prestes a reeleger-se pela “milésima vez” no São Paulo, Juvenal está tirando tudo que possa atrapalhá-lo da frente. E isso inclui o Timão e a Globo.

Briga de cachorros grandes do futebol paulista pode acabar em pizza.

E tenho dito!

Depois da festa, da mentira o vexame do São Paulo

Depois de derrotar o Corinthians Paulistão e quebrar um tabu de onze anos; de o goleiro Rogério Ceni marcar o 98.o gol da carreira (pela Fifa); e Luís Fabiano ser apresentado em uma festa cheia de badalação, o São Paulo deu grande vexame na Copa do Brasil. Perdeu de 1 a 0, em Pernambucano, na partida de ida, E ainda por cima o gol foi contra de Rodrigo Souto. O Santa ainda perdeu um jogador por cartão vermelho, Leandro.

Deu tudo errado para a equipe do técnico Paulo César Carpegiani, que estava visivelmente com o “rei na barriga”. O time da casa, comandado por Zé Teodoro, mostrou-se aguerrido, bem disposto taticamente no gramado, principalmente com o atacante Gilberto (pretendido pelo Corinthians) infernizando a defesa adversária.

Dagoberto chegou a marcar um golzinho, aliás, em completo impedimento. Mas veio o castigo. O “fenômeno” Gilberto foi à linha de fundo e cruzou. Rodrigo Souto tentou cortar e mandou para o fundo das proprias redes: 1 a 0, gol contra. Bateu o desespero. Lucas, bem marcado, nada fez em campo. Fernandinho só caia e Dagoberto, reclamava demais.

O badalado Rogério Ceni, na hora do sufoco tentou “apitar”o jogo e levou cartão amarelo, para o delírio da simpática torcida pernambucana, que vibrou demais com a vitórias

. Agora, na partida de volta, Santa depende apenas de um empate. São Paulo de uma vitória com dois gols de diferença.

Que dureza!

E assim caminham a justiça e a mediocridade….

O amor e o fanatismo corintianos podem “curar”Adriano

O empresário Gilmar Rinaldi foi curto e grosso ao anunciar o rompimento com Adriano e dar um alerta: jogador tem problemas sérios de depressão e precisa de tratamento psiquiátrico. Ao contrário do que se possa imaginar, Gilmar mostrou ser amigo do jogador. Talvez esse seja o melhor caminho para ele colocar a cabeça, finalmente em ordem.

No entanto, o empresário só errou em um aspecto: quando afirmou ter tido várias conversar com o jogador a respeito da morte do pai dele. Segundo Rinaldi, foi aí que os problemas do atleta começaram. Ele sente a falta do progenitor até hoje e não se conforma com a perda. Sem conhecer nada de psiquiatria, Gilmar ainda revelou ter feito várias abordagens sobre o assunto com o Imperador. Numa das conversas teria dito: “Agora chega, né? Você é pai, tem filhos para criar, deixe de se lamentar”, sentenciou.

O que Gilmar nem desconfia é que todo esse processo está no Inconsciente de Adriano. Por mais que o jogador tente afastar-se da idéia de perda do pai não consegue. Aparentemente tentou substituí-la pelo alcóol e uma vida boêmia, sem sucesso. Por isso Adriano precisa de ajuda médica psiquiatrica, para elaborar melhor a morte do ente querido e “sepultar o pai” que ainda vive dentro dele.

Adriano ficou “sem chão” depois da morte do pai. E, por incrível que pareça, isso poderá ser corrigido agora, em uma relação a princípio estranha com a Fiel. No fundo, a força que vem das arquibancadas poderá “substituir” o vazio deixado pelo pai do jogador. A Fiel poderá passar-lhe amor, confiança e proteção, como já fez com Ronaldo. Vários torcedores do Timão, vítimas de acidente, deficientes visuais e alguns com síndrome de Down acabam sentindo-se revigorados quando “vivenciam” o drama alvinegro, em casa ou nas arquibancadas.

Cada um, ao seu modo, encontrou um jeito de resolver problemas limitativos ou individuais e trocá-los por um sentimento forte, muitas vezes maior do que eles mesmos. Nas arquibancadas não existe espaço para dramas pessoais. Conta apenas a união de todos pelo Timão, em termos físicos e psíquicos. O xingamento, os gols perdidos ou marcados são a liberação da ernergia negativa, do grito preso na garganta das purgações do corpo e da alma.

A natureza encontra sempre um caminho. A paixão emergida do futebol é um deles. A Fiel pode ser a cura de Adriano.

E tenho dito!

Que sirva de lição derrota do Timão para Rogério Ceni

O São Paulo venceu o Corinthians por 2 a 1, quebrando um tabu de onze jogos sem vencer. Rogério Ceni marcou o 100º, fez dois milagres em chutes de Jorge Henrique e Liédson. Ganhou sozinho um clássico difícil, onde três jogadores foram expulsos (Dagoberto, Alessandro e Dentinho).

Primeira lição para o técnico Tite: Paulinho precisa jogar do meio-campo para frente. Isso só aconteceu na etapa final, depois do Tricolor marcar o segundo gol. Ou seja, já era.

Segundo, um grande time começa por um estupendo goleiro. O São Paulo tem Rogério Ceni. O Corinthians, Júlio César. No gol de Dagoberto ele voou à meia altura e a bola entrou rasteira, Cadê o fundamento? E o reflexo?

Terceiro, bem marcado Liedson é um jogador comum. Depende de um lance rápido, de um erro do adversário para fazer o dele. Logo, é preciso mesmo de mais um atacante. Adriano está chegando e vai melhorar esse aspecto. Doa a quem doer. Se alguém fez corpo mole em campo por esse motivo, vai quebrar a cara.

Por último, Alessandro já deu tudo o que tinha para o clube. Não precisava ter sido expulso. Falta em Dagoberto era perfeitamente evitável. Dentinho, por sua vez, precisa se acalmar. Marcou um golaço e levou cartão vermelho após chutar o saco de Rodrigo Souto. Problemas extra-campo não podem afetar uma carreira promissora.

E tenho dito!

Neymar na seleção provoca amor e ódio em Londres!

O Brasil venceu a Escócia por 2 a 0, neste domingo, no Emirates Stadium, na Inglaterra, com um show do garoto Neymar. O menino encantou com um futebol rápido, com dribles secos e objetivos, além de marcar dois gols. Mesmo assim, como a maioria dos torcedores eram do Arsenal, o santista deixou o campo substituído no final do segundo tempo vaiado. Afinal, rumores de que finalmente ele irá pra Chelsea no meio do ano crescem a cada dia.

Apesar de ter atuado poucos minutos, Lucas chamou a atenção também. Como meia de ligação, partiu para cima dos pobres escocêses, fintando, driblando e arrancando suspiros dos torcedores presentes. O placar poderia ter sido até maior se o árbitro não fosse tão “caseiro”. Deixou de assinalar dois pênaltis claros a favor da Amarelinha, apesar de ter dado um sobre Neymar que originou o segundo gol.

E tenho dito!

Adriano assina com Timão e festa vira mistério…

Divulgação/VipcommSem a presença do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, o atacante Adriano acertou detalhes e já assinou contrato com o clube. O preto no branco ficou definido nesta quinta-feira à noite. Jogador está super animado e promete muitos gols com a camisa alvinegra. Nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, fnalmente o encontro entre o Imperador e Sanchez. O dirigente e o novo contratado irão a um casamento de um amigo comum em Mangaratiba, próxima a Angra dos Reis.

Por outro lado, Adriano será apresentado no dia 29 (próxima terça-feira) na mesma hora de Luís Fabiano, reforço do São Paulo. O Timão tentou o Sambódromo, no Anhembi, mas a Prefeitura nem abriu negociações. Por ser às 17 horas, bem no começo de horário de pico do trânsito, Kassab teme por críticas.

Segundo as boas línguas, festa será em um local “dígno de um Imperador”. O mistério se explica: alguns temem que cartolas do São Paulo, enciumados, temem atrapalhar tudo.

E tenho dito!

Sanchez cobra, Adriano se explica e acerta com Timão

O jogador Adriano já é do Corinthians desde o começo da madrugada de quarta-feira. Ele veio para São Paulo na terça, reuniu-se com um representante do Departamento de Futebol do clube e, no primeiro encontro, fechou acordo. Dizem as más línguas que, como Ronaldo no passado, “assinou em branco”. Polêmico atacante deve se apresentar no Parque São Jorge, em grande estilo, na próxima semana, provavelmente no dia 29, uma terça-feira.

Mas para que isso ocorresse, ele teve de se explicar para o presidente Andrés Sanchez. Dirigente estava magoado e prestes a desistir do negócio. Motivo: as constantes declarações de amor do Imperador para o Flamengo.

Jogador, então, falou que estava sendo vítima e não vilão. Ele, realmente disse que gostaria de atuar no Fla, principalmente por causa de Ronaldinho Gaúcho. No entanto, ficou fulo da vida com o técnico Vanderlei Luxemburgo que, sem ter havido uma conversa oficial, foi logo dizendo que na Gávea ele não jogava. Adriano se julgou “usado” por Luxa.

Sanchez, por sua vez, aproveitou para fazer o “discurso do corintiano”, cobrando dele frequência, responsabilidade, comprometimento, garra e vergonha na cara. Adriano ouviu atento, disse que Ronaldo já o tinha instruído como é atuar no Timão (os pros e contras) e aceitava numa boa. Paz feita, pingos colocados nos is fim de papo: Imperador no Timão.

Escondido na cozinha

Aconteceu em São Paulo, em uma cantina da Moóca, um encontro da Oposição do Corinthians, visando as próximas eleições. Presentes, Paulo Garcia, Roque Citadini, Rubens Gomes e Alberto Dualib, entre outros. “Cobrindo” o evento estava o blogueiro Paulinho.

De repente, dois policiais deram uma blitz no local. Paulinho, que teria mandados de prisão, correu e se escondeu na cozinha, onde permaneceu até os ditos policiais irem embora.

E tenho dito!

“Amor” ao Fla irrita e Sanchez desiste de Adriano

Foto: Divulgação/Vipcomm

Foto: Divulgação/Vipcomm

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, perdeu a paciência com Adriano. Os esforços para levá-lo para o Parque São Jorge estavam sendo enormes. Várias reuniões com Ronaldo (dono da tal 9ine) aconteceram aos montes. A última foi na terça-feira, em São Paulo. Só que o Imperador não parava de declarar paixão eterna ao Flamengo. Sem contar a louca vontade de atuar ao lado do R10, ou Ronaldinho Gaúcho, como queiram.

Sanchez, segundo as más línguas, teria dito: “O clube do seu coração pode ser o Flamengo ou o Olaria. Mas para de falar isso em público. Pega mal para a gente”. Adriano nem deu bola e continuou a ladainha pró rubro-negro.

Neste sábado, Sanchez perdeu a paciência. Leu jornais, viu sites e teria decretado: “Manda esse cara tomar banho. Ninguém é maior do que o Corinthians. Nem Adriano. Nós temos dignidade”. Ligou para Ronaldo e desfez o negócio.

E tenho dito!

Entendam porque torço e confio em Edu Gaspar no Timão

Existem pessoas que passam pela vida e ninguém percebe. Principalmente, por elas serem engolidas pela Roda Viva, aquela mesma da música do Chico Buarque de Holanda, aliás, torcedor do Fluminense (mas por ser um gênio está perdoado). Edu Gaspar tem um episódio marcante.

Em começo de carreira ainda, em um banquete de aniversário do Corinthians no Parque São Jorge, conheci a família Gaspar. Fui chamado pelos pais do atleta para ficar um pouco na mesa, conversando, tirando fotos. Numa delas, fiquei ladeado por Edu e a sua irmã. Os dois me deram um beijo no rosto ao mesmo tempo.

O carinho daquela gente foi enorme. Já se passaram tantos anos e ainda me lembro dos sorrisos, dos abraços, dos apertos de mão sinceros, das roupas e do perfume das pessoas. Meses depois, porém, uma tragédia: a irmãzinha de Edu, bonita, culta sofreu um acidente de carro com o namorado e morreu.

A moça, amigos e amigas, era uma princesa. Cabelos longos, sorriso de rainha, corpo certinho, inclusive também era manequim. Fiquei arrasado. Me coloquei no lugar do pai dela, de Edu, de todos da família. Chorei calado, para ser sincero e nunca tive coragem de comentar o assunto com o jogador.

Era um marco na vida daquele garoto, para o bem ou para o mal. Não deu outra: Edu Gaspar, valente, com sangue corintiano, maloqueiro e sofredor nas veias deu a volta por cima. Não teve medo de bater um dos pênaltis na decisão do Mundial de Clubes de 2000; pouco depois, foi para o Valência, para o Arsenal, para a seleção brasileira.

Como diria Euclides da Cunha, “o nordestino, antes de tudo, é um forte”.  Um dia escreveu o filósofo alemão Nietzsche: “Aquilo que não nos mata, nos deixa mais fortes”. Tudo isso  me vem à cabeça quando penso em Edu. Bela lição de vida.

Diante de uma grande perda, ele cresceu como jogador e ser humano. Para mim, é o cara certo no lugar correto e será um grande gerente de futebol do Corinthians.

E tenho dito!

Juvenal perdeu a Copa 2014 e voltou às origens

O presidente Juvenal Juvêncio precisou levar um tranco para se mancar e voltar a ser aquilo que ele sempre foi: um bom negociador. A contratação de Luís Fabiano e a incrível venda de Lucas Piazon para o Chelsea, da Inglaterra, são provas disso. Ou seja, nada de vôos maiores, de muita ambição. Basta o arrozinho com feijão e os tricolores estão satisfeitíssimos.

Afinal, era muita areia para o caminhãozinho são-paulino sediar a abertura da Copa 2014. O estádio do Morumbi será sempre uma “obra inacabada”. É feio, sem vida, desconfortável e ultrapassado do ponto de vista arquitetônico.

Juvenal deveria brigar para derrubar o atual Morumbi e erguer outro estádio para a abertura da Copa, como fizeram em Wembley, na Inglaterra. Mas aí ele pensou pequeno. Quis pintar o Elefante Branco de outra cor e quebrou a cara.

E assim caminha a mediocridade…