Morumbi vai virar sucata perto do Itaquerão e da Arena Palestra

O reinado do estádio do Morumbi está mesmo com os dias contados. Tido no passado como o maior estádio particular do mundo (chegou a ter um público de 150 mil pessoas), o velho Cícero Pompeu de Toledo será superado pelo tempo. Com o início da construção do Itaquerão (ver notícia neste site) e com a continuidade da reforma da Arena Plaestra Itália, o Morumbi tende a virar uma grande e velha sucata.

Por ser distante do centro da cidade (nem metrô tem para facilitar), o estádio da Vila Leonor ficará jogado às traças, servindo apenas para jogos do São Paulo. Diante do desconforto, da falta de estacionamento principalmente, as novas casas de Verdão e Timão serão ótima opção para a realização de shows de artistas nacionais e internacionais. Nem para isso o Morumbi irá prestar mais.

Quer dizer, de forma gradativa, Morumbi transforma-se em uma bela peça de museu, em um enorme elefante branco, um pedaço da história recente do futebol, destinado a acumular moscas, poeira e recordações inesquecíveis.

E tenho dito!

Antigamente para ver bom futebol era só pegar um busão

É muito estranho para minha geração ficar batendo palma a toda hora para Messi, Iniesta, Davi Villa e esses gringos todos do Barcelona, tetracampeão da Europa. Cresci pulando os muros do Pacaembu e invadindo o Palestra Itália pela rua de trás da Turiassú só para ver Pelé, Coutinho, Dorval e Pepe; Ademir Da Guia, Dudu, César, Leão e outros. O Pacaembu já era a Casa do Timão, com Dino Sani, Rivellino, Tales, Tião, Flávio Minuano e outras feras.

Vi a estreia de Garrincha no Corinthians, numa noite perdida do Século 20, no estádio Paulo Machado de Carvalho. O futebol mudou para pior daquela época para cá. Tudo de bom deixou o País e foi para Europa. Os intelectuais ainda voltaram quando acabou a ditadura militar. Aí, então, com o Brasil quebrado, clubes começaram a vender craques para fazer caixa.

Uma pena que meus filhos e meu netinho que está vindo aí só irão ver aquela época de ouro pela internet ou em especiais de futebol das TVs fechadas. Nas abertas nem pensar. E fico pensando: se o Messi é tudo isso, o Rivellino era o que então? E o Ademir Da Guia? ETs da bola com certeza.

Não é saudosismo, não. Apenas aprendi a amar o futebol na melhor da essência esportiva. Um momento iluminado. Era só pegar um busão, descer na Turiassú ou na Amaral Gurgel e ir a pé ver Pelé, Riva, Da Guia, Gérson ou Garrincha. Hoje, tenho de pagar para ver pela TV. Mas o HD não compensa. Ao vivo era bem melhor.

E tenho dito!

Adriano cai na balada e desrespeita o Timão pela 1ª vez

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O polêmico Adriano caiu na primeira balada da noite paulista. Foi no Cafe de la Musique, casa noturna localizada na Zona Sul, na madrugada da quarta-feira. Ele teria ganhado uma cortesia da casa, sofisticada e muito cara. Um reservado custa R$ 5 mil.

Outros ingressos variam de R$ 80 a R$ 150. Imperador ficou duas horas no local, tomou uma e se mandou. Pegou muito mal tal atitude. Afinal, tratamento de rompimento do tendão de Aquiles é delicado e a recuperação demorada. Desse jeito, ele se prejudica e menospreza o Corinthians.

Cuidado! Muricy na retranca

O técnico Muricy Ramalho anda dando sopa para o azar. O Santos venceu o primeiro jogo contra o Cerro Porteño, na semifinal da Libertadores, mas 1 a 0 (gol de Edu Dracena) foi muito pouco.

É que a filosofia defensiva do treinador ainda está em fase de adaptação ao futebol super-ofensivo da equipe da Vila. Antes, Peixe marcava três gols por partida. Agora, faz um e olhe lá. Até quando vai dar para esticar a corda?

Juvenal quebrou a cara com Ricardo Gomes

O presidente Juvenal Juvêncio, do São Paulo, anda mesmo em péssima fase. Dispensou Ricardo Gomes, dando preferência para Sérgio Baresi e depois Paulo César Carpegiani.

Por ironia do destino, Carpegiani malogrou e Gomes levou o Vasco da Gama para a final diante do Coritiba, que aliás eliminou o Palmeiras no histórico 6 a 0.

E tenho dito!

São Jorge perde para patrocinadores na nova camisa do Timão

Nota zero para o marketing do Corinthians. Nada contra a cor grená da terceira camisa. Linda, sem dúvida. A homenagem ao elenco do Torino, da Itália, morto em uma acidente de avião em 1949, na Tragédia de Superga, mais do que justa. Pegou mal mesmo o desenho de São Jorge.

Eu explico: colocaram os símbolos dos patrocinadores bem em cima do Santo Guerreiro. Fiquei indignado. Para mim, São Jorge é um mito alvinegro e, evidente, mereceria muito mais respeito. Que o Guerreiro fosse colocado mais para o meio da camisa e os patrocinadores, mais para o lado.

É o tal negócio: não acredito nas bruxas, mas que elas existem, existem.
Não brinquem com o Santo Guerreiro.

E tenho dito!

Corinthians está virando o São Paulo da Zona Leste

O presidente Andrés Sanchez sempre criticou o co-irmão Juvenal Juvêncio, do São Paulo, por achá-lo arrogante, com mania de grandeza. De um tempo para cá, Juju se mancou e ficou na dele. No entanto, a mosca azul picou Sanchez. Título que é bom, desde 2009 e sempre com bons times, pode esquecer no Timão. Agito nos bastidores, boatos de contratações e amistosos impossíveis, têm até de sobra no Parque São Jorge.

É o famoso marketing mentiroso, falso e demagógico. Depois do advento Ronaldo, Timão faz força para se dizer internacional quando, na verdade, para o corintiano de coração isso pouco importa. Vale para o fiel curitr uma equipe aguerrida, raçuda, com espírito de luta o tempo todo. Vale mais um carrinho dado com alma do que um gol de placa. Foi sempre assim e assim sempre será.

Danem-se o Barcelona, a Fifa, a Copa de 2014, os ídolos de barro. O corintiano de alma e de coração nunca deixará de ser maloqueiro e sofredor, graças a Deus.

E tenh dito!

Conta de chegar da construtora atrapalha obra do Itaquerão

As obras do Itaquerão ainda não começaram por culpa exclusiva da construtora Oderbrecht. Inicialmente, Corinthians conseguiu um empréstimo de R$ 300 milhões junto ao BNDES. Com a negociação do direito ao nome de Arena, também da dita construtora, era fácil chegar aos R$ 600 milhões. O cálculo, porém, foi feito para um estádio com 45 mil lugares. Como a Fifa resolveu optar pelo Fielzão para a abertura da Copa 2014, capacidade teve de ser reavaliada e subiu para 65 mil. Aí, então, uma santa alma da empresa questionou: “Como fazer um estádio desse vulto com apenas essa quantia? Afinal, as reformas do Maracanã, do Mineirão e da Fonte Nova empatam ou passam R$ 1 bilhão”.

Resumo da ópera: enquanto a “engenharia financeira” da Oderbrecht não fizer a famosa “conta de chegar”, Itaquerão vai continuar só no papel.

E assim caminham a ganância e a mediocridade…

Peru de Júlio César enterrou Timão na final e deu Santos

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

O Santos é o melhor time do futebol brasileiro. Ninguém em sã consciência discute isso. Mas contra os fatos não há argumentos: se o goleiro do Corinthians, Júlio César, não levasse um peru no segundo gol do Peixe, de Neymar, a decisão paulista teria ido para os pênaltis, dando mais chance para o Timão. Aliás, estou avisando a diretoria corintiana desde o ano passado, quando o jogador afundou a equipe contra o Goiás, na última rodada do Brasileirão. Na época, em caso de vitória, Alvinegro não teria caído na Pré-Libertadores, tendo tempo para aprimorar-se na pré-temporada.

Júlio é o queridinho do grupo. Está lá no Parque São Jorge desde criança. Boa pessoa. Treina como leão. No entanto, já teve chances demais e não soube abraçá-lás. Para quem já teve Gilmar dos Santos Neves, Cabeção, Jairo, Dida, Ronaldo Giovanelli e até o enrolado Felipe, não pode se contentar com Júlio César.

O próprio jogador deveria evitar constrangimentos maiores. Nem subiu para receber o título de vice. Ficou nos vestiários da Vila Belmiro sem nada falar. Admito que a culpa nem é dele. É do presidente Andrés Sanchez (mandou embora Felipe e mandou contratar o tal Bobadilla, atleta paraguaio de quinta categoria que nem em amistosos entrou).

Espero que a diretoria acorde, mande o grupo para o raio que os parta e inicie a reformulação pelo camisa 1. Aliás, um grande time sempre começa por um grande goleiro.

E assim caminha a mediocridade…

São Paulo dá vexame e se reúne ao Clube dos Malditos

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O badalado São Paulo vai continuar sem nunca ter vencido o título da Copa do Brasil. Nesta quinta-feira, no estádio da Ressacada, poderia perder até de 1 a 0. No entanto, acabou eliminado ao ser derrotado pelo Avaí por 3 a 1. Dessa forma, o Tricolor Paulista se juntou aos co-irmãos na “desgraça”: o Palmeiras, também fora da Copa BR e do Paulistão; e ao Corinthians, excluído no começo do ano da Pré-Libertadores pelo Tolima, da Colômbia.

Além do fracasso total do trio de ferro paulistano é bom lembrar que Cruzeiro, Fluminense, Internacional e Grêmio fora desclassificados da Libertadores. E mais: o Flamengo caiu frente ao Cerá na Copa BR. O resultado, por outro lado, pode complicar a vida do técnico Paulo César Carpegiani. No Paulistão, ele foi acusado de armar a equipe de forma estranha na eliminação contra o Santos (2 a 0) e de substituir muito mal. Uma corrente forte de conselheiros deve exigir uma atitude drástica do presidente Juvenal Juvêncio e sacar Carpegini nas próxima horas.

O São Paulo saiu na frente com um gol de Casemiro de cabeça. Um minuto depois, William empatou da mesma fora. Ainda no primeiro tempo, Bruno virou a contagem. Na etapa final, logo ao primeiro minuto de partida, Marquinhos Gabriel marcou o gol da classificação. Carpegiani, então, se perdeu de vez. Tirou Fernandinho e colocou Marlos. Depois, sacou Marlos e pôs William José. Ninguém entendeu nada. Um horror!

A Tricolor, agora, só resta o caminho mais longo para retornar à Libertadores, ou seja, o Brasileiro, competição que promete ser equilibrada e muito disputada.

E assim caminha a mediocridade…

Verdão coleciona fracassos e torcedor vira masoquista

Nada deu certo nos últimos tempos no Palmeiras. Fracassaram Luís Gonzaga Belluzo (consagrado economista como presidente do clube), Felipão (um mito como treinador), Kléber, Valdívia e até o goleiro Marcos, o santo esmeraldino do passado.

Depois de perder um Paulista para o Corinthians (caiu nos pênaltis na semifinal), levou 6 a 0 do Coritiba (em Curitiba) e na última quarta-feira foi desclassificado da Copa do Brasil (venceu apenas de 2 a 0 quando precisava ganhar de 7 a 0).

O que espanta é a passividade do torcedor. Existe uma relação masoquista com o clube. Quanto mais o time leva surra, dá vexame, desafia a lógica do bom senso, a maioria dos palmeirenses aplaude e pede bis. Como essa gente gosta de sofrer. Bater palmas para os 2 a 0 sobre o Coxa é a mesma coisa que curtir um churrasco na laje para o primo que saiu da cadeia.

E assim caminha a mediocridade…

Ronaldo é culpado pela decadência de Dentinho

Diga-me com quem andas que eu te direi quem és. Esse velho ditado, atribuído às nossas avós, é a chave para se entender o que está acontecendo com o corintiano Dentinho. Na verdade, a amizade com Ronaldo fez mal a ele. Dente, humilde criado em um orfanato, perdeu-se na boemia com o Fenômeno e Roberto Carlos. Afinal de contas, não é qualquer um que se dá bem com noitadas, mulherada a dar com pau e tomando todas.

O que se esperava de Ronaldo não era bem isso. No passado, um craque ensinou um menino a jogar bola no Parque São Jorge, quando formou-se uma das maiores duplas de área da história do clube: Sócrates e Casagrande. Isso sim era uma dupla. Dentro e fora de campo. Os dois iam para boemia, verdade, mas se entendiam como nunca com a bola nos pés.

Pode-se dizer que Sócrates ensinou Casão a se posicionar em campo, a bater na bola e perder o medo de cabeciar. Em 1982, o garotão rebelde, amante do rock roll de Rita Lee, marcou 28 gols, contra 22 do Doutor. Já Dentinho arrebentou na Segundona, antes da Era Fenômeno. Ao lado do Dentão, o garoto fez alguns gols. Todos imaginavam que seria vendido para a Europa e nada aocnteceu.

Dentinho, por sua vez, perdeu a humildade. Toda hora é substituído pelo técnico Tite, com razão porque não consegue manter o ritmo, e deixa o campo de cara feia, balançando acabeça de forma negativa, jogando a Fiel contra o treinador. E promissora revelação, de “filho de Ronaldo”, transformou-se em um agente desagregador do grupo.

E assim caminham o deslumbre e a mediocridade…