O reinado do estádio do Morumbi está mesmo com os dias contados. Tido no passado como o maior estádio particular do mundo (chegou a ter um público de 150 mil pessoas), o velho Cícero Pompeu de Toledo será superado pelo tempo. Com o início da construção do Itaquerão (ver notícia neste site) e com a continuidade da reforma da Arena Plaestra Itália, o Morumbi tende a virar uma grande e velha sucata.
Por ser distante do centro da cidade (nem metrô tem para facilitar), o estádio da Vila Leonor ficará jogado às traças, servindo apenas para jogos do São Paulo. Diante do desconforto, da falta de estacionamento principalmente, as novas casas de Verdão e Timão serão ótima opção para a realização de shows de artistas nacionais e internacionais. Nem para isso o Morumbi irá prestar mais.
Quer dizer, de forma gradativa, Morumbi transforma-se em uma bela peça de museu, em um enorme elefante branco, um pedaço da história recente do futebol, destinado a acumular moscas, poeira e recordações inesquecíveis.
E tenho dito!


O presidente Andrés Sanchez sempre criticou o co-irmão Juvenal Juvêncio, do São Paulo, por achá-lo arrogante, com mania de grandeza. De um tempo para cá, Juju se mancou e ficou na dele. No entanto, a mosca azul picou Sanchez. Título que é bom, desde 2009 e sempre com bons times, pode esquecer no Timão. Agito nos bastidores, boatos de contratações e amistosos impossíveis, têm até de sobra no Parque São Jorge.
As obras do Itaquerão ainda não começaram por culpa exclusiva da construtora Oderbrecht. Inicialmente, Corinthians conseguiu um empréstimo de R$ 300 milhões junto ao BNDES. Com a negociação do direito ao nome de Arena, também da dita construtora, era fácil chegar aos R$ 600 milhões. O cálculo, porém, foi feito para um estádio com 45 mil lugares. Como a Fifa resolveu optar pelo Fielzão para a abertura da Copa 2014, capacidade teve de ser reavaliada e subiu para 65 mil. Aí, então, uma santa alma da empresa questionou: “Como fazer um estádio desse vulto com apenas essa quantia? Afinal, as reformas do Maracanã, do Mineirão e da Fonte Nova empatam ou passam R$ 1 bilhão”.
