Outro título perdido por Felipão no aniversário de 97 anos do Verdão

Felipão chegou ao Palmeiras como o salvador da pátria. Trazido pelas mãos do estranho e desastrado presidente Luiz Gonzaga Belluzo (que abriu a temporada de “caça aos bambis”), Scollari até agora não mostrou absolutamente nada. Limitou-se à vitórias pontuais, decisões tirânicas e apostas inúteis.  Desde o dia 13 de junho de 2010, o “Homão” voltou ao Parque Antártica e tem apenas 58% de aproveitamento. Disputou e perdeu um Paulistão, dois Brasileirões, uma  Copa do Brasil e duas Copas Sul americanas.

Já bolou uma cartilha para os jogadores obedecerem cegamente, que acabou sendo deixada de lado. Brigou com as torcidas uniformizadas e, agora, recentemente discutiu com parte da diretoria do clube. Não revelou nenhum jogador da base que merecesse crédito. Por envolver-se em discussão com arbitragem, correu o risco de ficar mais de 700 dias suspenso, pena reduzida para apenas duas partidas.

Time do Palmeiras joga quase sempre na retranca. Ainda tem em Marcos o grande destaque, ao lado de outro veterano: Marcos Assunção, exímio cobrador de faltas, o que faz da bola parada a maior arma da equipe alviverde. Kléber e Valdívia, muito badalados, têm boas atuações aqui e ali. O chileno, por exemplo, dizem as más línguas, voltou “bichado” e somente agora está recuperando-se. O maior ídolo da torcida palestrina, Kléber, admitiu ter sido corintiano no passado, ele que é o símbolo de raça e garra da equipe.

Ao completar 97 anos de existência, Palmeiras tem um treinador que “fala muito” e realiza pouco. Se por acaso vencer o Corinthians, será um consolo a mais, uma maneira camuflada de empurrar a fracassada passagem atual de Felipão com a barriga. Até quando, heim?

Feliz aniversário, Verdão.

E tenho dito!

Timão ajuda ex-detentos e 90 carros roubados no perigoso Morumbi

Muita gente tem medo de debater o assunto pena de morte no Brasil. Porém, poucos se preocupam com o destino de um ex-presidiário. O cara deixa a cadeia, cumpre pena numa boa e nada de arrumar um emprego. Fica batendo cabeça por aí e acaba retornando ao crime. Eis a a sina de quem um dia foi fora da Lei. O sujeito tem a impressão de cumprir uma pena eterna.

Por isso, a iniciativa do Corinthians em colocar detentos cumprindo sentença em regime aberto e até mesmo ex-presidiário para ajudar na construção do Itaquerão precisa ser louvada. Ainda mais, o Timão tendo na maioria dos trabalhadores uma grande representação. Durante o período de erguimento do estádio, pelo menos, o Zé Ruela irá sentir-se útil e pensar duas vezes antes de fazer bobagem de novo.

Estava ouvindo pela manhã o notíciário na Rádio Jovem Pan, dando conta que moradores do Morumbi estão desesperados com assaltos na região. Evitam ruas e avenidas consideradas perigosas, algumas delas bem pertinho do estádio Cícero Pompeu de Toledo. Por ocasião da partida entre São Paulo e Ceará, pela Copa Sul americana, foram roubados 90 carros no em torno da praça esportiva. Informação passada pelo jornalista Nelo Rodolfo.

O bairro de Jardim Leonor sempre foi considerado de “ricos”. Por ironia do destino, hoje em dia é o local mais perigoso da cidade. Já pelos lados de Itaquera, Zona Leste, maioria pobre e maloqueira graças a Deus, reina a paz, a produtividade e o equilíbrio sociais. Sinal dos tempos?

E tenho dito!

Nomes de quatro treinadores circulam no Corinthians

 A vida do técnico Tite não será fácil daqui para frente no Corinthians. A derrota para o Figueirense foi a gota dágua para um turbilhão de boatos, fofocas e suspeitas começarem a respeito da permanência do treinador no cargo. Anotem aí: Jorginho (Portuguesa), Gilson Kleina (Ponte Preta), Felipão (caso ele deixe o Palmeiras a qualquer momento) e até de Ney Franco (pentacampeão com a seleção Sub-20 na Colômbia) são os candidatos mais fortes.

De seis pontos disputados no Pacaembu, tido como a Casa do Timão, a equipe do técnico Tite somou apenas um (empate de 2 a 2, diante do Ceará; e derrotas para Cruzeiro, 1 a 0; e agora para o Figueira, 2 a 0). Os péssimos resultados servem de desculpa para conselheiros pressionarem o presidente Andrés Sanchez, inseguro quanto a fazer o próximo mandatário nas eleições do clube em 2012.

Sanchez pisa em ovos. Desistiu de trazer Carlitos Tevez (Manchester City) por terem relacionado ele a Kia Joorabchian, empresário do hermano e ex-presidente da MSI, parceira do clube quando Alberto Dualib era o presidente. Há ainda quem questione o jeito como o dirigente articulou a construção do sonhado Itaquerão (obra estaria sendo superfaturada pela construtora Oderbrecht), o que poderia complicar a vida do próximo presidente e futuramente as finanças do clube.

A favor de Tite, porém, existe uma pesada multa. Segundo as más línguas, chegaria a R$ 5 milhões. Afinal, o Barão dos Pampas teve de abrir mão de um ótimo salário no ano passado, quando deixou o futebol árabe para tentar ser campeão brasileiro e da Libertadores. Os planos podem ter falhado, mas o prejízo poderá ser maior ainda caso haja uma demissão agora.

Moral da história: nem na liderança absoluta do Brasileirão existe paz no Coringão.

E tenho dito!

Democracia e gols de Sócrates acordaram Brasil e derrubaram ditadura

O presidente Andrés Sanchez foi infeliz ao dizer que a Democracia Corinthiana era uma “grande ilusão”. Horas depois de ter dito isso, um dos pais do grande movimento político de toda a história do Corinthians, Sócrates, luta contra a morte na UTI do Hospital Alberto Einstein vítima de uma cirrose hepática, doença típica dos alcoólatras. Nem tanto pelo peso de consciência que o dirigente possa estar sentindo agora, mas o Timão e a sociedade brasieira devem muito para esse Bando de Loucos que vestiram a camisa alvinegra naquela época.

Foi um tempo de sonhos e realidade. Brasil vivia o fim da ditadura militar, de uma censura extrema, de grandes injustiças sociais e todas as classes, apesar da luta eterna entre elas, convergiam para um só ponto: as Diretas Já. O presidente do Timão era Valdemar Pires; o diretor de futebol, Adílson Monteiro Alvez. Em campo, um grupo espetacular, formado por Sócrates, Casagrande, Vladimir, Biro-Biro, Zenon, Paulinho, dentre outros. Técnico, Mário Travaglini.

Jogadores, liderados principalmente por Sócrates, utilizaram o futebol para defender os interesses do povo. Usaram fitas amarelas (símbolo do movimento) amarradas nos braços e nas canelas, subiram aos palanques em grandes e históricos comícios para mostrarem solidariedade aos políticos de então, se uniram a intelectuais, cantores, artistas e principalmente aos trabalhadores.

A Democracia, simbolizada pelo Timão, contagiou todo País. Foram dois títulos paulistas e misturou-se uma coisa com a outra: ora, se deu certo no futebol, por que não na sociedade? Na época se vivia intensamente. Sócrates dava entrevistas com uma latinha de cerveja na mão. Curtia-se a noite demais. Entre amores efêmeros e política, se restabeleceu a liberdade democrática neste País. Sem nenhum tiro, sem nenhuma morte, sem mártires.

Regada a cerveja e cachaça, renasceu a liberdade política, o futebol espetáculo, o Timão campeão e o povão mais consciênciente das lutas e das orbigações sociais. Futebol e política se misturaram sim e mudaram o Brasil para melhor.

Eu entendo Sócrates e rezo muito por ele, o eterno Doutor da bola e do bisturi, Pai das democracias do nosso querido Brasil.

E tenho dito!

Rivaldo na seleção de Mano já!!!

Rivaldo, do São Paulo, já está com 39 anos de idade. Quase 40. Mas dá de 20 a 0 em qualquer um da seleção capenga do técnico Mano Menezes. Principalmente em dois iténs: patriotismo e vergonha na cara. Quando era mais jovem, sempre defendeu a camisa Canarinho com amor, dedicação e respeito. Não foi à toa que ficou mais de quinze anos no Exterior, boa parte deles na Espanha e na Itália. Lá fora sobrevive apenas quem tem garrafa vazia para vender. Zé Mané não tem vez.

Além disso, Rivaldo tem personalidade. Serviria de exemplo para os Patos, Gansos e Neymares da vida, mais para estrelas do que para craques. Alguém precisa falar para esse moleques que futebol é resultado. Se querem dar espetáculo mudem de profissão. Partam para a pintura, a escultura, a música ou desfile de modas.

Lucas Marcelinho, deles todos, é o sortudo da história. Está tendo oportunidade de conviver com Rivaldo o dia a dia do São Paulo. Ali, mesmo se querer, vai aprender um pouco do que significa dignidade, honestidade e profissionalismo. Na seleção, Rivaldo nem precisa jogar. Basta ficar parado, como uma estátua viva em homenagem a todos os craques revelados pela bola nacional. Ele ganhou a Copa 2002, na Coréia do Sul e no Japão, sozinho. Transformou o fenomenal Ronaldo em simplesmente um coadjuvante.

E tenho dito!

Vergonhosa derrota do Brasil para Alemanha. Fora Mano!

Foto: AFP

Foto: AFP

Chega de conversa fiada. O técnico Mano Menezes foi derrotado mais uma vez em um jogo amistoso. Desta vez, pela Alemanha. O pior, não foi a derrota. Onde estava o futebol arte do jogador brasileiro? Cadê a molecagem dos santistas, tão badalada nos últimos tempos? E o esquema tático? Qual é o desta seleção? Nada disso é válido para a equipe Canarinho.

Mano não serviu para o Corinthians. Nem deveria ter assumido a seleção. Qualquer time escalado por Dunga, no passado, era melhor do que todos juntos definidos por Mano. Todo pega é assim. O Santos perde, o Brasil perde e Neymar marca um golaço. E daí? Neste time falta tudo. Goleiro, zaga, meio-campo e ataque. Nem mesmo o entusiasmo do meu amigo Galvão Bueno embala o sonho da bola nacional.

E assim caminha a mediocridade…

Demorou para cair a ficha, mas Tite pode mudar tática do Timão

Depois de perder duas partidas (Cruzeiro e Avaí) e suar sangue contra o lanterna do Brasileirão para reabilitar-se (América MG), o técnico Tite parou, pensou e revelou que estuda um jeito de mudar a tática do Corinthians. Afinal, em quatorze jogos o 4-2-2-1 ou o 4-2-1-2 ficaram manjados demais pelos adversários. Resumindo: enquanto Liedson não voltar ou Adriano puder ser aproveitado, nem pensar em três atacantes em campo. Pelo jeito, deve sobrar para o menos badalado, o atacante Willian.

Na verdade, deveria sair Emerson Sheik. Atuando como primeiro no ataque ele deixa a desejar. Tem qualidades técnicas inegáveis, porém, na hora de finalizar é um horror. Sem falar que não acompanha a velocidade de Jorge Henrique e, no caso, de William. Dessa forma, Alex deve entrar no meio-campo, ao lado de Ralf, Paulinho e Danilo. Na frtente, Sheik e Jorge Henrique.

Ter várias alternativas táticas é uma boa em um campeonato com 39 jogos. Lamenta-se, apenas, que Tite tenha resolvido alterar o esquema depois de a equipe ter desfalques sentidos. Afinal, os simples humanos “olham” e “vêem” as coisas. O gênio, “enxerga antes” de todo mundo.

E assim caminha a mediocridade…

Reeleição de Andrés Sanches seria uma “juvenalzada” no Corinthians

Alberto Dualibi, ex-presidente do Corinthians, ficou no cargo por 14 anos. Clube entrou no buraco, virou manchete nas páginas policiais e time caiu para a Segundona. Foi uma das maiores humilhações da gloriosa história centenária do Alvinegro Paulista. O fantasma do continuísmo assombra, de novo, o Parque São Jorge. Desta vez, com a possibilidade de o atual presidente Andrés Sanchez tentar uma reeleição.

Seria, vamos dizer assim, uma “juvenalzada” (presidente do São Paulo deu um “golpe” no Conselho tricolor e ficou no poder). A discussão é um tanto acadêmica, mas a possibilidade existe. O novo estatuto passou a vigorar em 2011, logo, Sanchez teria até o direito de concorrer ao pleito. Seria a primeira eleição depois da reforma estatutária.

Ou seja, mais um “golpe de Estado” pode ser dado no complicado futebol brasileiro. Sanchez fez muito pelo Corinthians, mas para o bem da democracia da República Alvinegra precisa pegar o boné e cair fora. Qualquer outro gesto, seria uma atitude covarde e oportunista, com uma dose extrema de traição.  Além de imitar o algoz são-paulino ( a quem vive criticando), Sanchez jogaria no lixo o belo trabalho feito até agora. De revolucionário passaria a “ditador”, “tirano”.

Luz de alerta ligada no Parque São Jorge. Itaquerão, meio milhão de reais da TV, alguns títulos vencidos, volta de Ronaldo, tudo isso foi importante até agora e todos somam como méritos de Sanchez. Mas o bem maior da gestão dele foi a volta do “direito democrático” do sócio  corintiano de eleger um presidente e duzentos conselheiros do clube.

Disso ninguém que tenha vergonha na cara deve abdicar. Só faltava essa…

E tenho dito!