Felipão chegou ao Palmeiras como o salvador da pátria. Trazido pelas mãos do estranho e desastrado presidente Luiz Gonzaga Belluzo (que abriu a temporada de “caça aos bambis”), Scollari até agora não mostrou absolutamente nada. Limitou-se à vitórias pontuais, decisões tirânicas e apostas inúteis. Desde o dia 13 de junho de 2010, o “Homão” voltou ao Parque Antártica e tem apenas 58% de aproveitamento. Disputou e perdeu um Paulistão, dois Brasileirões, uma Copa do Brasil e duas Copas Sul americanas.
Já bolou uma cartilha para os jogadores obedecerem cegamente, que acabou sendo deixada de lado. Brigou com as torcidas uniformizadas e, agora, recentemente discutiu com parte da diretoria do clube. Não revelou nenhum jogador da base que merecesse crédito. Por envolver-se em discussão com arbitragem, correu o risco de ficar mais de 700 dias suspenso, pena reduzida para apenas duas partidas.
Time do Palmeiras joga quase sempre na retranca. Ainda tem em Marcos o grande destaque, ao lado de outro veterano: Marcos Assunção, exímio cobrador de faltas, o que faz da bola parada a maior arma da equipe alviverde. Kléber e Valdívia, muito badalados, têm boas atuações aqui e ali. O chileno, por exemplo, dizem as más línguas, voltou “bichado” e somente agora está recuperando-se. O maior ídolo da torcida palestrina, Kléber, admitiu ter sido corintiano no passado, ele que é o símbolo de raça e garra da equipe.
Ao completar 97 anos de existência, Palmeiras tem um treinador que “fala muito” e realiza pouco. Se por acaso vencer o Corinthians, será um consolo a mais, uma maneira camuflada de empurrar a fracassada passagem atual de Felipão com a barriga. Até quando, heim?
Feliz aniversário, Verdão.
E tenho dito!
Muita gente tem medo de debater o assunto pena de morte no Brasil. Porém, poucos se preocupam com o destino de um ex-presidiário. O cara deixa a cadeia, cumpre pena numa boa e nada de arrumar um emprego. Fica batendo cabeça por aí e acaba retornando ao crime. Eis a a sina de quem um dia foi fora da Lei. O sujeito tem a impressão de cumprir uma pena eterna.
O presidente Andrés Sanchez foi infeliz ao dizer que a Democracia Corinthiana era uma “grande ilusão”. Horas depois de ter dito isso, um dos pais do grande movimento político de toda a história do Corinthians, Sócrates, luta contra a morte na UTI do Hospital Alberto Einstein vítima de uma cirrose hepática, doença típica dos alcoólatras. Nem tanto pelo peso de consciência que o dirigente possa estar sentindo agora, mas o Timão e a sociedade brasieira devem muito para esse Bando de Loucos que vestiram a camisa alvinegra naquela época.

