Brasil de Mano ganha até título e Globo no pé de Neymar

O Brasil finalmente conseguiu um título na Era do técnico Mano Menezes. Essa tal de Copa Roca (agora mudou de nome, é verdade) está em boas mãos. Gols de Lucas Marcelinho e de Neymar valeram qualquer sacrifício. Aliás, povo de Belém deu uma lição de civismo e patriotismo ao cantar, uníssono, o hino  nacional antes da partida, arrancando lágrimas de emoção de Neymar. Legal, agora, tomara que o Mano Menezes engate a terceira, a quarta e a quinta marchas e deslanche no cargo.

A bronca, porém, fica para meus amigos Galvão Bueno e Casagrande, da TV Globo. Eles passaram o jogo inteiro pegando no pé do santista Neymar. Será que eu vi outro jogo? Hoje, a Jóia da Vila Belmiro pode tudo. Deixou para trás Kaká, Robinho e o badalado Ronaldinho Gaúcho.

Disseram que Neymar é jovem ainda, arrisca demais o drible, enquanto Ronaldinho só vai na boa, na base da experiência e do toque de classe. Quanta média e para que puxar tanto o saco desse tal Gaúcho? Neymar foi o dono do jogo, da festa, a alegria do povo, o gênio da bola, a cereja do bolo e humilhou os argentinos, com dribles quebra-ossos.  Velhos e bons companheiros da Globo precisam rever conceitos.

E tenho dito!

Felipão reclama e acusa, mas Verdão é o seu próprio reflexo

Quem semeia vento, colhe tempestade. Minha avó sempre dizia isso quando a gente, depois de se acostumar com coisas erradas, lamentava a sorte. O técnico Felipão, no Palmeiras, comete um erro infantil ao reclmar dos jogadores sob o comando dele. Tudo bem que empatar com um adversário com dois a menos é péssimo. Time mostrou-se covarde, ineficaz e inseguro. Mas quem está treinando a equipe há quase um ano? Gasparzinho, o fantasminha camarada ou o próprio Felipão?

O único culpado pelo Palmeiras estar tímido, atrapalhado e despreparado psicologicamente para disputar o Brasileirão é Felipão. O treinador sempre preferiu a defesa do que o ataque. Qual é a principal jogada do Verdão? A bola parada com Marcos Assunção, claro. Há muito tempo Kléber não faz nada e Valdívia nem entra em campo. Chileno, pelo jeito, está mesmo “bichadaço”. Se o treinador faz da bola parada a principal arma da equipe, está na cara que com a “gorduchinha” rolando esse Palmeiras não é de nada.

O único culpado por isso é Felipão mesmo. Treinador está acomodado nos milhões ganhos com o cargo até agora e tem a visivel preocupação de, primeiro, não ser rebaixado; depois, permanecer entre os dez primeiros. Campeão é que ele não deseja ser. Pode até falar que sim. Porém, atos mostram exatamente o contrário. O Palmeiras é uma equipe que não sabe atacar. E por que? Por ter um treinador que só anseia se defender. Palmeiras é o espelho de Felipão.

E assim caminha a mediocridade…

Vitória à la Tite e Fiel precisa ter um coração de aço

Comemoração do gol de Émerson Sheik

Djalma Vassão/Gazeta Press

O Corinthians conseguiu a reabilitação no Brasileirão ao vencer finalmente, em pleno Pacaembu, o Bahia por 1 a 0. O gol de Émerson Sheik, após cruzamento de Alex e desvio da defesa. Um gol chorado, suado, rasgado. Futebol feio, sem graça e sem vida. Valeu mesmo pelos três pontinhos. Mas como diria aquele personagem do humorista Chico Anísio quando falava de salários (professor Raimundo), “mas futebol oh!!!”, isto é, pequeno demais.

De novo técnico Tite mais preocupado com a defesa do que com o ataque. Dupla de área formada por Paulo Andnré e Wallace mostrou boa vontade e não falhou em uma bola alta sequer. Pelo jeito, Chicão vai dançar de novo, ele que se recusou a ficar no banco de reservas contra o São Paulo. O vingativo treinador colocou o cara na geladeira. Está na cara.

E o meio campo? Alex e Danilo vão encerrar o ano sem se conhecerem. Não trocaram um passe certo. Até William e mesmo Sheik falaram línguas bem diferentes. Bahia um time ruim, diga-se de passagem. Vive dos empurrões de Carlos Alberto, o Menino Enxaqueca. Próximo adversário será o Vasco. Como Timão é vice, vai brigar pela liderança em São Januário, sem Sheik, mas com retornos de Paulinho (suspenso) e Liedson (contundido).

Que dureza…

E tenho dito!

Acovardado, Timão joga como Juventus da Javari no Morumbi

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O Corinthians jogou como um time pequeno, talvez o Juventus da Rua Javari, na Moóca, e segurou o resultado sem gols contra o São Paulo. O técnico Tite armou a equipe no chamado esquema tático covarde: 5-4-1, variando para 5-2-2. Entrou com cinco zagueiros em campo. Já o Tricolor perdeu-se diante da afobação de tentar devolver a goleada de 5 a 0 do 1.o turno.

Aliás, Adílson Batista facilitou as coisas. Fez uma lambança na hora de substituir no Tricolor. Sem falar que trocou de novo Dagoberto por Marlos e enrolou-se todo. Rivaldo não passou do meio-campo.

Empate, para o enfraquecido Tite, foi uma goleada. Na verdade, empurrou a crise com a barriga. Agora, terá alguns dias para aplacar a fúria de Chicão, afastado sem motivo; e pode ter perdido Liedson por contusão contra o “asa negra” do Bahia, no próximo domingo.

E assim caminha a mediocridade…

Burrice manter Tite, Timão vira manchete policial e lembra Dualib

Foto: Djalma Vassão/GAzeta PressO Corinthians caiu para a Série B, no maior vexame de uma gloriosa história de 101 anos, em 2007. Antes, tinha virado manchete de polícia. Todos os dias saíam notícias de roubos, formação de quadrilha, envolvimento com lavagem de dinheiro e caixa dois; notas falsas, desvio de dinheiro, super-faturamento dentre outras coisas. Assumiu Andrés Sanchez e tudo mudou. Timão voltou para a Série A, ganhou dois títulos, contratou Ronaldo e está construindo o itaquerão.

No entanto, por ironia do destino, volta para as mancheste policiais. CT Joaquim Grava está sendo alvo de proteção policial. Atuais dirigentes temem invasão relâmpago, provavelmente da facção uniformizada da Gaviões da Rua São Jorge. Essa seria talvez a única organizada alvinegra que não se “vendeu” para Andrés Sanchez no processo sucessório anterior.

Sanchez, foi bastante divulgado, ajudou com R$ 750 mil a Escola de Samba Gaviões da Fiel no Carnaval do centenário. Por outro lado, dizem as más línguas, que por de trás da Gaviões da São Jorge, estaria um dirigente do clube. Ele seria um dos candidatos à sucessão de Sanchez. Já existiria uma investigação policial rolando há meses, mas até agora nenhum prisão foi feita.

Quer dizer, tumulto todo recomeçou por causa da política do clube. Nos últimos quatro anos, o vulcão esteve adormecido, mas agora começou a mostrar sinal de vida outra vez. Sanchez, por sua vez, se mostra perdido. Não quer desagradar torcida amiga e sente estar perdendo o controle do conselheiros. Uma derrota para o São Paulo, na quarta-feira, e a casa cai. Se Timão ficar fora da Libertadores 2012 ou não ganhar o título, não será a construção do Itaquerão que irá eleger o indicado de Sanchez.

Ventos sopram a favor de Paulo Garcia, ou melhor, eleição está caindo no colo dele.

E tenho dito!

Mudanças já no Timão, antes que seja tarde demais

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

A derrota para o Santos, de virada por 3 a 1, em pleno Pacaembu, não pode ser considerada normal pela diretoria do Corinthians. Está na cara que é preciso mudar. E vem a clássica pergunta: o que ou quem está entregando o ouro? A bem da verdade, a defesa. Ninguém se entende na cozinha alvinegra.

Quando não é o goleiro Júlio César a tomar gols bobos, é a zaga que falha demais. Chicão e Leandro Castan já passaram da hora de ir para o banco. Dizem as más línguas que, nos treinos, Paulo André e Wallace estão comendo a bola. No gol, mandaria Júlio descansar um pouco e daria uma oportunidade a Danilo Fernandes. Por que não?

Do meio campo para frente, time evolui bem. Mas não acertou na armação. Vou torcer por Alex (que deixou o gramado contundido gravemente), mas nem ele e nem Danilo servem. Morais, no banco, menos ainda. O camisa 10 do Timão está no Grêmio: Douglas. Diretoria bobeou nessa.

E o técnico Tite? Bem, esse precisa se mancar. Fica defendendo o grupo. É leal àquela meia dúzia e o time que se dane. Ele não tira nem a pau Júlio César, Alessandro, Castan, Chicão e insiste em colocar Danilo em toda partida. Já que os atletas não saem, quem deverá sair? Por que o clube precisa morrer abraçado com o treinador?

E tenho dito!

Fiel não quer título, só pede raça, vontade e amor à camisa

A Fiel torcida e o Corinthians são uma simbiose, ou seja, uma coisa só. Durante 98% dessa relação, só coisa boa. Bando de Louco incentiva, canta, pula, empurra. É o 12º jogador nas arquibancadas. Quando um grupo desses fanáticos vai ao treino cobrar é porque alguma coisa está errada. Tal atitude nunca é uma agressão. Pelo contrário. Deve ser encarada como uma bronca do irmão mais velho, de quem deseja ver o sucesso do clube, nunca a derrocada dele.

Espero que alguns jogadores, principalmente os recém-chegados, tenham entendido os acontecimentos da semana. A Fiel é diferente. Vai à luta quando percebe que o grupo fraqueja. Chicão, o novato Ramon, Paulinho, Ralf, Liedson e o pentelho do Emerson Sheik entenderam o espírito da coisa. O menino William também. Por isso correram como loucos, ou melhor, como se fossem integrantes do Bando de Loucos.

Até Ronaldo, no twitter, vendo o jogo em casa, quase teve um treco. Adriano, tido como distante por muitos, saiu de casa, foi até os vestiários no intervalo, fez um belo discurso para os companheiros e ajudou na virada sobre o Flamengo. Todo mundo sabe que o Fenômeno e o Imperador são Mengo desde criancinhas.  Ou melhor, eram. Agora, fazem parte da simbiose com a Fiel e transformaram-se em manos alvinegros. Até parece que nasceram em Itaquera, meu!

Se Adriano já está ajudando sem ter estreado ainda, imaginem quando pisar no gramado pela primeira vez com o Manto Sagrado da Fiel?

E tenho dito!

Rogério Ceni é ídolo do São Paulo, jamais do Brasil

É bom colocar os pingos nos is. Rogério Ceni completou mil jogos pelo São Paulo. Marca é dígna de elogios e até de poesias. Torcedores transformarão o goleiro em mito nas próximas gerações. Ele é exemplo de profissional, de dedicação, de entrega de um jogador a um clube.  Só isso e mais nada. Rogério é ídolo do São Paulo, não do Brasil. Aliás, jogou pouco na seleção. Doze vezes se não me falha a memória e era o terceiro goleiro em 2002, na Copa da Coréia do Sul e do Japão, quando levamos o penta.

Diferente de Pelé, por exemplo, que ganhou duas Copas pelo Brasil (1958, na Suécia; e 1970, no México). A bem da verdade, o modesto Doni é mais famoso do que Ceni no Exterior, o mesmo acontecendo com Júlio César, Gomes e até Rubinho (irmão de Zé Elias). Ceni é um mito para tricolor, por isso mesmo, regionalizado. Entrou para história por bater pênaltis e faltas, como Iguita e Chilavert. Aliás, fez mais gols do que eles. Mas e daí?

Para o Brasil, não conquistou muita coisa, nem elevou o nome do futebol nacional no Exterior. Mas e as três Libertadores? E o Mundial de Clubes? Ora, também foram conquistas do São Paulo. Nesse sentido, Clémer também levou pelo Internacional; Marcos, pelo Palmeiras e Dida pelo Corinthians. Resumindo: festa das mil partidas é para quem torce pelo São Paulo, como somente os vascaínos vibram com os mil gols de Romário.

E tenho dito!

Fiel torcida ou Bando de Loucos, maior riqueza do Timão em 101 anos

Meus amigos e meus inimigos (como diria Matinas Suzuki, grande corintiano), o Corinthians completa 101 anos de existência nesta quinta-feira. Pouco mais da metade da minha vida, (tenho 57 anos) passei sorrindo, chorando, vibrando e defendendo esse clube. Talvez tenha sido o primerio jornalista da imprensa escrita e até de TV que tenha assumido torcer para o Timão. Pensei: “No Rio, Nélson Rodriguez incorpora o Fluminense. João Saldanha, o Botafogo. Aqui, em São Paulo, farei o mesmo com o meu Timão”.

Apoiado pelo Carlos Brickmann na “Folha da Tarde” e pelo Alberto Helena Junior na “TV Gazeta” pisei fundo. São quase quarenta anos de carreira de pura transparência. Nunca enganei ninguém. Sou Timão até morrer, gostem ou não. E nesse tempo todo, vi muitos Corinthians. Primeiro, um time ruim demais, mais perdia do que ganhava, por causa da briga pelo poder entre Wadih Helu e Vicente Matheus. Os dois já morreram, mas foi dose para cavalo. Passei 22 anos e seis meses para gritar “É campeão” (santo Basílio em 1977!!!). Depois, vieram Valdemar Pires e a Democracia Corinthiana, o conservador Roberto Pásqua e o nefasto Alberto Dualib.

Dualib enganou até a sombra dele. Ficou 14 anos no comando, ganhou 14 títulos e jogou o nome do clube na lama. Agora, o Andrés Sanchez. Esse me surpreendeu. Na época, fui a favor de Paulo Garcia. Andrés chegou com estilo, dominou o clube, ganhou dois títulos. Além disso, trouxe Ronaldo, Adriano (só falta jogar) e reabilitou o orgulho alvinegro saindo com categoria da Série B.

Hoje Sanchez vira 101 anos com Timão líder do Brasileirão, clube redemocratizado (mudaram os estatutos e presidente agora é eleito com voto direto do sócio), tem o CT mais moderno do mundo (o Joaquim Grava) e o Itaquerão começa a ganhar forma. Finalmente o Bando de Loucos terá uma casa, deixando de pagar aluguel para a Prefeitura no Pacaembu. Para os Bambis, nem pensar…

Todos presidentes ( bons ou ruins) ajudaram a construir esse gigante. No entanto, o maior patrimônio do clube é a Fiel torcida. Somos quase 40 milhões no mundo inteiro. Fizeram uma pesquisa no México e caras chegaram a esse número. Ganhando ou perdendo, o Bando de Loucos está sempre lá, ao lado da equipe, jogue quem jogar, custe o que custar. O maior patrimônio desse centenário Timão é esse. Foi isso que fez muitas vezes Ronaldo ir às lágrimas e mudar de time (deu um chute na bunda do Flamengo).

Meu velho e finado pai é que tinha razão. Um dia me carregando nos ombros rumo ao estádio Paulo Machado de Carvalho pela avenida Pacaembu me disse: “Filho, viemos aqui não para ver o Corinthians ganhar. Isso pouco importa. Viemos para ver o nosso Timão jogar”. As palavras daquele operário da indústria farmacêutica ficaram pregadas na minha alma. Toda vez que passo por ali, rezo pela alma do velho Chico e por outras 40 milhões de irmãos corintianos, que levam uma vida sofrida nessa Paulicéia Desvairada, sem saúde, sem escolas, sem segurança, muitas vezes sem comida no prato ou dinheiro no bolso.

Sinceramente, gostaria de viver mais 101 anos só para continuar torcendo por esse time.

VAI TIMÃO E VOLTA CARLITOS TEVEZ!!!

E tenho dito!