Finalmente Emerson Sheik entende o que é o Corinthians

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

A voz embarcada e algumas lágrimas escorrendo pelo rosto foram sinais de que, finalmente, Emerson Sheik entendeu o que significa vestir a camisa do Corinthians. Ele é um jogador acima da média, experiente e duas vezes campeão brasileiro (uma pelo Flu e outra pelo Fla). Mas no Corinthians o buraco é mais embaixo.

Cara precisa ser maloqueiro, sofredor e ter sinergia com o Bando de Loucos. Ronaldo Fenômeno entendeu essa relação jogador/torcedor quando marcou aquele gol de cabeça contra o Palmeiras, em Presidnete Prudente, no 1 a 1, pelo Paulistão 2009. Ronaldo, mesmo encerrando carreira, virou alvinegro. Liedson também. De 21 gols em 2011, fez 17 no Paulo Machado de Carvalho.

Sheik entrou em campo, chamou para ele a responsabilidade e executou o Avaí. Encontrou o caminho das pedras quando tudo parecia perdido. A vibração da Fiel tomou conta da alma do até então fanfarrão e tudo aconteceu. Daí a forte emoção e as lágrimas, quando a ficha caiu.

Seja bem vindo caro Sheik.

E tenho dito!

Empate com Inter foi vitória e sequência do Timão é mais fácil

O Corinthians só perde esse Brasileirão se quiser. Ou, como queiram, se não tiver fôlego. Ou ainda, se amarelar bem feio. A sequência de jogos até o final é uma das mais simples de toda a história do campeonato. Vejam: Avaí (casa), América MG (fora), Atlético PR (c), Ceará (f), Atlético MG (c), Figueira (f) e Verdão (c).

Já o Vasco terá São Paulo, Fluminense e Botafogo, todos querendo uma vaguinha na Libertadores, para falar dos mais duros compromissos.  Aliás, o campeonato afunila, mas já tirou alguns favoritos da parada, faltando sete rodadas. Inter, por exemplo. Empate com Timão foi desanimador. Flamengo e São Paulo, também deram uma baixada de bola.

Briga ficou mais para Corinthians e Vasco do que para Fluminense e Botafogo. Três pontos na frente, na reta de chegada, é muita coisa. Por isso, corintianos e vascaínos (com cinco, diga-se) terem razão de sobra sonharem com um sucesso ao final dessa maratona chata e cansativa, que é o campeonato por pontos corridos.

E tenho dito!

Cariocada distorce realidade e menospreza futebol paulista

O preconceito está nos olhos de quem vê. E o jornalismo não foge a essa identificação narcisista. Os coleguinhas do Rio de Janeiro são o melhor exemplo disso. Equipes de uma famosa TV aplaudem até os tombos de Ronaldinho Gaúcho. Suspiram ao analisar as matadas de canela de Fred. Explodem de emoção ao narrar gols de bico de Loco Abreu.

Para eles, Neymar é um menino fanfarrão. Borges, artilheiro do Brasileirão, leva muita sorte. O líder Corinthians, uma aberração da bola nacional. Está nessa posição por mera sorte, uma “convergência de fatores favoráveis”, como disse um comentarista puxando por erres, em carregado sotaque local.

Se o Corinthians fosse o Flamengo, já teriam entrado em êxtase. Caso Neymar atuasse em qualquer clube de lá (poderia ser até no America) seria o novo Pelé. Aliás, nota zero para Caio Junior. Depois de apanhar do Santos por 2 a 0 cometeu a heresia de dizer: “Uma mistura entre Neymar e Louco Abreu resultaria no Pelé”.

Esse Louco Abreu não é melhor do que o Luan (Palmeiras), do que menino Henrique (São Paulo) e fica devendo um pouco para o Taubaté (reserva no Corinthians). O tempo passou, mas coleguinhas do Rio não conseguem enxergar além do Cristo Redendor e do Bondinho do Corcovado.

E assim caminha a mediocridade…

Brasil embala e só Freud explica a pobre Argentina

A seleção brasileira do técnico Mano Menezes até que fez bonito, nesta terça-feira, diante do México, ao vencer de virada por 2 a 1. Estava com um jogador a menos (Daniel Alves, expulso) e o árbitro complicou lances fáceis. O goleiro Jefferson pegou um pênalti e Ronaldinho Gaúcho, até que enfim, quebrou um jejum de quatro anos sem marcar pela Canarinho.

Sem falar do golaço de Marcelo. Mano e ele se abraçaram, selando a paz. Difícil mesmo é explicar o que acontece com os hermanos. Messi e companhia limitada perderam da Venezuela por mísero gol a zero, em partida válida pelas Eliminatórias. É a primeira derrota deles para os compatriotas de Hugo Chavez em 19 jogos.

Para dizer a verdade, nem Freud (pai da psicanálise) explica. Fato é que hermanos vivem uma fantasia, de serem os melhores do mundo. Se acham super-heróis, como aquele menininho que coloca capa e espada imaginando ser mais forte do que o pai.

Argentinos vivem um Complexo de Castração em referência ao Brasil. Querem ser iguais, não conseguem, mas se vangloriam de serem melhores. Pior: acreditam nisso. Vivem da capa e espada por aí. Pensamento infantil e sem razão. E na verdade são escravos do prório desejo.

Pobres diabos…

E tenho dito!

Corinthians líder de novo e Adriano deu só o 1º passo

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Para andar 10 mil léguas é preciso dar o primeiro passo, já dizia o sábio chinês. Estreia de Adriano precisa ser entendia assim, como um degrau importante para a equipe alvinegra subir na reta de chegada do Brasileirão. Imperador ainda poderia ter feito gol.

O peruano Ramirez (também retornando depois de contusão) disparou pela esquerda. Poderia ter feito o 4 a 0, mas preferiu rolar para o estreante. Adriano chegou tarde. Nos bons e velhos tempos, entraria de bola e tudo. Depois, pediu paciência e disse que precisa de cinco jogos, pelo menos, para entar em forma.

A Fiel vai entender, sem dúvida. Quanto ao jogo, equipe encorpou de novo. Zaga se acertou. Leandro Castan fez até um gol. Atlético GO é uma equipe enjoada. Meteu 4 a 1 e quebrou a invencibilidade do Flamengo em pleno Engenhão. Vitória importante. Timão mlíder outra vez e merecidamente.

E tenho dito!

Só falta Andrés Sanches dizer que é Napoleão Bonaparte

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, está tendo uma crise de megalomania, ou seja, daqui a pouco vai sair dizendo por aí que é Napoleão Bonaparte, como aqueles insanos trancafiados em sanatórios. Impressionante o número infeliz de declarações prestadas pelo mandatário máximo alvinegro nos últimos tempos. Essa para a revista Época, da Globo, foi de matar.

E não era para ele se comportar dessa forma, se mostrando desequilibrado e inconsequente. De novo, outro dia, falou que na Globo só tinha gangsters. Será que isso já é fruto de uma angústia por deixar o cargo ocupado ou um grande receio de não conseguir fazer um sucessor nas próximas eleições do clube? Segundo as más línguas, candidato da Oposição (Paulo Garcia) cresce dia a dia no clube.

Andrés é um cara popular, humilde, carismático até, mas deveria medir melhor as consequências do que faz e fala. Cresci ouvindo o seguinte: existem dois cargos importantes no Brasil, presidente da República e o presidente do Corinthians. Cadê o respeito, o bom senso, os limites exigidos nessa situação? Máximo representante do Bando de Loucos não precisa, de forma alguma, agir como um nóia, deixando se destruir pela força do cargo ao qual chegou justa e merecidamente.

E tenho dito!

Timão merecia ganhar do Vasco e Tricolor trai torcida

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O bom do Corinthians é que a torcida é fiel ao time na mesma proporção que a equipe retribui a fidelidade ao torcedor. É mesmo uma relação divina, mágica. Bem diferente do que acontece entre o São Paulo e simpatizantes. Em São Januário, Danilo e Alex se revezaram de centroavante e cada um fez um gol no empate de 2 a 2. No Morumbi, na estreia de Luís Fabiano, 2 a 1 foi pouco para o Flamengo. Rogério Ceni fez dois “milagres” em cabeceios de Deivid.

Quer dizer, o amor da Fiel pode até virar ódio, mas ela estará sempre lá, junto ao time para o que der e vier. Jogadores, mesmo aqueles sem coração alvinegro, entendem a mensagem e retribuem em raça, garra e espírito de luta. Já no São Paulo falta essa empatia. Afinal, a torcida compareceu em massa, festejou o craque. Em campo, o Favela fez belas jogadas e parou nas defesas de Felipe. Perdido, Adílson Batista sacou Luís Fabiano e ninguém entendeu nada.

Mas quem nasceu são-paulino jamais será corintiano, graças a Deus. O Bando de Loucos é autentico, genuíno sofredor, maloqueiro e valente. Tricolores só prestigiam time em “ocasiões especiais” e quase sempre ficam só na vontade. Nisso que dá a maldita mania de grandeza.

E tenho dito!