Brasileirão só acaba quando termina, como diria o finado Vicente Matheus. Ou seja, na última rodada. Quer dizer, as 38 rodadas anteriores não valeram absolutamente nada. Já era para um time ser campeão, ou não? Agora, o que tem de gente fazendo cálculo é uma grandeza.
O Timão atua por dois resultados: empate e vitória sobre o Palmeiras; o Vasco, por uma vitória sobre o Fla. Esses disputam o título.Verdão não cai e Fla ainda sonha com Libertadores.
Na rabeira, então, é uma loucura. Atlético PR pega Coritiba, na Arena da Baixada (Furacão pode cair e Coxa ir para Libertadores) . Atlético MG luta com o Cruzeiro (Galo escapou, mas Raposa ainda não). Ceará (ameaçado) pega Bahia (aliviado). E assim por diante.
Dramalhões e dramalhãozinhos me lembram o que? Uma bela peça de teatro. E, na minha juventude, “Hair” (cabelo em inglês) era o bicho. O enredo falava de sexo, drogas e rock and roll. Mas o final era apoteótico: todo mundo ficava pelado no palco e rolava de tudo.
Está certo que a arte imita a vida, mas futebol brasileiro me recordar o “Hair” é o fim da picada.
E assim caminha a mediocridade…

O Corinthians não levou sorte de campeão e nem faltam sete pontos para ser campeão. Contra o Ceará, o time do Bando de Loucos conseguiu sim uma vaga para a cobiçada Libertadores 2012, isso faltando três rodadas do término do Brasileirão. Essa, por si mesma, já foi uma grande conquista. Afinal, durante todo ano equipe esteve desacreditada pela maioria dos coleguinhas da imprensa, daqui de São Paulo e principalmente do Rio de Janeiro.
Não é de agora que o presidente Andrés Sanchez fala demais. No desembarque da equipe vinda de Uberlândia, após a derrota desastrosa para o América MG, disparou novo repertório. Cartola corintiano deveria dar uma bronca sim no elenco, mas entre quatro paredes. O que vai adiantar desmoralizar o time publicamente nesse momento? Nada, absolutamente nada, a não ser mostrar autoridade para torcida e aparecer carrancudo na TV.