Fantasma de Messi vai perseguir Neymar para o resto da vida

Neymar perdeu a inocência depois dos 4 a 0 para o Barcelona, naquele vexame histórico do Santos no Mundial de Clubes. Estava sendo comparado ao Messi e, na hora do grande duelo, foi reduzido a pó pelo hermano. O fracasso já está tendo consequências. Antes, o rapaz fez propaganda de cuécas, desodorante para pé, operadora de celular e cobrava uma nota para aparecer em eventos.

Nesta semana, teria participado de um jogo de caridade e cobrado caro para isso: R$ 200 mil. Vai ser assim daqui para frente. Antes do fatídico mundial, tudo era engraçado nele. Até filho Neymar arrumou e passou em branco. Doravante, patrulheiros de plantão ficarão cima. Árbitros não marcarão qualquer falta e zagueiros vão bater mais ainda.

Socialmente, então, Neymar será massacrado. Peço apenas critério e bom senso nas análises. Rapaz é um craque que infelizmente, negou fogo na hora “H”. Porém, merece nossa consideração e respeito. E mais: Brasil vai precisar muito dele na Copa 2014.

E tenho dito!

Juvenal critica Itaquerão, mas aceita dinheiro público para Morumbi

A iniciativa do prefeito Gilberto Kassab em ajudar o São Paulo a reformar o Morumbi traz à tona uma velha discussão: estádios de futebol devem ou não contar com dinheiro público em obras particulares? O velho e polêmico presidente Juvenal Juvêncio, de repente, mudou de idéia e está entendendo ser essa a melhor saída. Ué, mas não era ele que criticava o Corinthians na construção do Itaquerão?

Há um mês atrás, Juvenal era um dos mais ferrenhos inimigos do Itaquerão. Aliás, tinha na Câmara Municipal um fiel representante são-paulino, o vereador Aurélio Miguel, que puxou a votação contra os incentivos fiscais para a obra do estádio da abertura da Copa em Itaquera. Sem motivo. Itaquera é considerada periferia. O Morumbi, jamais. Pelo contrário, é bairro de rico.

E vem a questão: o Itaquerão terá apóio da Prefeitura por causa da abertura da Copa, mas o Morumbi, vai abrigar qual torneio? Serão gastos R$ 200 milhões para cobrir o estádio e construir um hotel de luxo ao lado. Para quê? O Tricolor tem uma torcida minúscula, que só vai aos jogos quando o time ganha. A idéia, básica, me parece, é incrementar a linha de shows internacionais no Morumbi.

Ué? Quem irá ganhar com isso? A cidade? O Estado? Claro que não. O grande favorecido será o São Paulo. Ou seja, o poder público está dando uma visível mãozinha para o clube sair do buraco econômico no qual se enfiou nos últimos tempos.

Espero que os vereadores paulistanos não aceitem esse descalabro. Ou será que só o Itaquerão “desviou” dinheiro da Saúde, da Educação, dos Hospitais, do Transporte e do Urbanismo? O São Paulo, sem motivo, pegou carona no Itaquerão. Juvenal quer as sobras do Timão. Mais isso sim é contra a Lei. Pelo jeito, o prefeito Kassab foi tomado pelo espírito natalino e quer dar um presente ao Tricolor. Tudo bem: que o faça com o dinheiro dele e não com o dos contribuintes do Município.

E assim caminha a mediocridade…

Vexame nacional do Santos e Messi é bem melhor do que Neymar

A verdade dói, mas precisa ser dita. O Santos foi reduzido a pó pelo Barcelona na final do Mundial de Clubes, no Japão. Perdeu de goleada, 4 a 0, porém o placar pouco importa. É o de menos (inclusive poderia ter sido de 8 a 0). O que machucou o coração alvinegro praiano, creio eu, deve ter sido o jeito como o Peixe foi humilhado, destroçado, esquartejado, pisoteado, desmembrado, trucidado, espancado, violentado, feito picadinho.

Jogadores santistas não viram a cor da bola. Muricy Ramalho levou mil nós táticos. Messi marcou dois e jogou um bolão. Neymar sumiu em campo. Teve uma chance apenas e amarelou. Creio que nos iludimos com o Santos. Neymar ainda precisa comer muito feijão.  O vexame foi um dos maiores da história.

É duro cair na real desse jeito. Barça treinou apenas. Peixe ficou perdido, levou um baile, nem serviu para sparring, perdeu as escamas.  Futebol brasileiro, representado pelo Santos, morreu afogado.

E tenho dito!

Vão chorar na cama que é lugar quente: Timão é penta!

Foi um jogo sofrido, onde o técnico Tite preferiu defender-se ao atacar. O Palmeiras foi para cima. Mandou bola na trave, do tal de Fernandão. Mesmo assim não teve jeito: Corinthians é pentacampeão brasileiro ao empatar em 0 a 0 com o arquiinimigo. Partida tumultuada. Foram quatro expulsões (Valdívia e João Vitor, pelo Verdão; Leandro Castan e Wallace, pelo Timão). Vitória dedicada ao Doutor Sócrates, sem dúvida, um dos maiores ídolos da história do clube, falecido na madrugada deste domingo.

Nota zero para os jogadores do Palmeiras. Tentaram bater em Jorge Henrique só por ele ter dado o famoso chute no ar, aquele que consagrou o chileno Valdívia, o El Mago dos pobres. Thiago Heleno, um fracassado do futebol (não deu certo nem no Cruzeiro, nem no Corinthians e muito menos no Cruzeiro) foi o protagonista do péssimo espetáculo.

Luan deu um chute em Jorge Henrique e o árbitro tão badalado, Seneme, não deu pênalti legítimo em cima de William ainda no primeiro tempo. E deu Corinthians! Aliás, time está cinco jogos invicto, em uma arrancada histórica depois da derrota para o América MG, rebaixado para a Série B. Vasco, no entanto, merece os parabéns. Todos jogaram por Ricardo Gomes, sem dúvida.

Título merecidíssimo para o campeão dos campeões.

E tenho dito!

Luto por Sócrates, o eterno Guerreiro Menino do Brasil

Morrer antes dos 100 anos é cometer suicídio. Pelo menos, o ser humano tem uma estrutura biológica capaz de chegar até aos 120 anos. É o que garante a ciência moderna. E por que o homem não chega nunca ao seu limite natural? Os próprios cientistas respondem: graças a Civilização. Ou seja, a vida moderna, o estresses, a busca de status na sociedade, a competição no emprego, a vida sendentária, frustração familiar.

Sócrates morreu aos 57 anos. O que teria matado um dos maiores gênios do futebol brasileiro de todos os tempos? E, ainda por cima, era médico, tinha um nível intelectual bem elevado, consequentemente, sabia que estava doente, o motivo e o trágico destino que se aproximava cada vez mais rápido. A resposta, pura e simples: ele quis assim.

O Doutor, um idealista, bateu de frente com uma sociedade que condenava, não aceitava, criticava e lutava contra ela. Sócrates cansou de lutar, de apontar os erros, de ser menosprezado, de ficar à margem do processo democrático que ajudou a implantar no País.

A idade vinha chegando, os tempos de glória ficando no passado, outros ídolos surgindo no lugar dele. O jeito foi refugiar-se no vício, corroer as estranhas. No fundo, o Doutor era um “guerreiro menino”, como um dia cantou Fágner. Um super-herói na fantasia de médico, de eterno ídolo da Fiel, de pés marcados para sempre na calçada da fama.

O Doutor vingou-se de tudo e de todos sacrificando-se. A nós resta decretar luto,  chorar o ente querido, lamentar a perda de um homem de ideais nobres, um brasileiro competente, um visionário, um dos maiores jogadores do futebol brasileiro.

Descanse em paz, Guerreiro Menino.

E tenho dito!