Três expulsões na partida entre Santos 6, Ponte Preta 1. A de Renato Cajá nem a senhora mãe dele poderia defendendê-lo, tal a violência desnecessária no choque com o adversário. Porém, as outras duas foram questões interpretativas. De qualquer forma, apito foi correto em preservar Neymar, que apanhou muito contra o Mirassol, mas exagerou e prejudicou a Macaca na severidade das expulsões.
Concordo que o craque deva mesmo ser preservado. Não apenas Neymar, um talento maravilhoso do futebol brasileiro. E sim todos, absolutamente todos grandes jogadores. Casos de William e Liedson (Corinthians), Lucas e William José (São Paulo) e até de Maicon Leite (Palmeiras). Eles podem não ter a magnitude do santista Neymar, mas merecem respeito tanto quanto o dito cujo. E também apanham demais.
O que não pode ficar no ar é que o técnico Muricy Ramalho, do Peixe, reclama e todos na Federação Paulista abaixam a cabeça. Em 2011, por ter vários jogadores convocados para a seleção brasileira no decorrer do ano, a CBF adiou mais de cinco jogos do Santos. Em algumas ocasiões, o Peixe escapou de boa. Por exemplo, diante do Timão que, na rodada seguinte, meteu 5 a 0 nos então Meninos de Carpegiani.
A ordem informal dada nos bastidores da Federação precisa ser válida para os artistas da bola em geral. Se valer apenas para Neymar, Santos será favorecido injustamente.
E tenho dito!


Uma velha fábula serve de alerta para o novo presidente do Corinthians, o delegado Mário Gobbi. Reza a lenda que uma tempestade provocou grande enchente no reino animal. Vários bichos se afogaram quando tentaram atravessar um rio. Ali, em uma das margens, uma velha e boa tartaruga prestes a se aventurar. O mergulho seria difícil, mas para ela, com mais de 120 anos nas costas, não haveria maiores problemas.

