EXCLUSIVO: Sanchez segue conselho de Lula e não interfere no Timão

O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez assumiu o cargo de Diretor de Seleções na CBF. De longe, observa o ex-clube. Apenas de longe. Não está gostando do que vê, mas prefere ficar na dele. “Conversando com o meu guru, o ex-presidente Lula, resolvi seguir o conselho dele”, falou, com exclusividade para este colunista.

“Só dê palpite se pedirem. Caso contrário, não interfira em nada. Foi isso que o Lulinha aconselhou e assim irei agir”, disse, pelo telefone.Andrés não gostou nada da dispensa de Adriano. “Foi uma tremenda bobagem. Não quisessem utilizá-lo, deixassem o jogador treinando em separado por mais dois meses. No final do contrato, era só dispensá-lo”, palpitou. “Creio que pela primeira vez em um clube brasileiro alguém é demito por justa causa”, falou, com sorriso irônico.

Sobre o atual presidente Mário Gobbi, Sanchez fica meio desconfiado. “Prefiro não falar nada. Prometi a ele que o apoiaria na eleição e foi o que eu fiz”, explicou. “É o tal negócio: quando você deseja conhecer alguém como realmente é, dê a ele a chave do banheiro ou um cargo de destaque”, brincou. Sanchez viaja para Zurique no final de semana e retorna ao Brasil na próxima quinta-feira.

E tenho dito!

Clubes deveriam ser punidos pela violência das torcidas

Pode não ser a melhor solução. Mas uma boa maneira de se tentar parar com a violência entre torcidas uniformizadas seria fazer com que os clubes fossem responsabilizados e punidos a cada triste batalha campal. Por exemplo, Gaviões revidou a morte de um torcedor, matando um da Mancha Verde e deixando outro em estado gravíssimo. De cara, Corinthians e Palmeiras deveriam perder pontos no campeonato paulista. De cinco a dez, conforme a gravidade da agressão.

Por que não rebaixá-los no Brasileirão ou impedí-los de participar de uma competição internacional?

Recentemente, a torcida do São Paulo quebrou a paulista em uma comemoração de título. Ora, nada mais justo que cobrar as despesas do São Paulo. Agindo assim, seria criado um vínculo de comprometimento entre clube e torcedores, com repercussões danosas para os próprios clubes.

Evidente que as investigações sobre os assassinatos deveriam ser mais veementes. Nos conflitos em grupo (no caso 500 x 500) fica mais difícil identificar alguém. No entanto, isso não anula as perícias necessárias. No local, existem câmeras de trânsito que devem ter filmado todo conflito.

Um solução de emergência precisa ser tomada, custe o que custar, doa a quem doer.

E tenho dito!

Futebol do Palmeiras, ó, como diria o Professor Raimundo

A homenagem do Palmeiras ao comediante Chico Anysio foi inteligente e justa. No entanto, era para ter ficado somente nas camisas. Ou seja, cada jogador tinha um nome de um ex-personagem do eterno Professor Raimundo. No entanto, o futebol do Verdão, ó, foi pequeno demais no clássico contra o Corinthians, na virada de 2 a 1. O resultado, ó: perdeu a invencibilidade de 22 jogos e a liderança do Paulistão.

Foi impressionante: o Timão passou por cima do Verdão como um trator no começo da segunda etapa. O técnico Tite nem precisou descabelar-se, irritar-se, gritar com o elenco. Nada disso. Márcio Araújo, afobado e mau colocado, deu dois gols para o empate e a virada do Corinthians.

Depois, Palmeiras complicou-se sozinho. Começando pelo técnico Felipão. Por que saiu o Maicon Leite? Até agora, ninguém entendeu ainda a substituição. Diante de um Corinthians desgastado pela Libertdores e pela falta de gols, equipe de Marcos Assunção ficou abobada, abestalhada, “dormindo em campo”, como sentenciou Valdívia, que ficou apenas no cai-cai.

Timão arruma o lado psicológico com o chamado “campeonato a parte” (que é vencer do Palmeiras) e ganha confiança para seguir em frente com o sonho da conquista da Libertadores.

E tenho dito!

Corinthians corre atrás de Loco Abreu para o lugar de Adriano

Foto: Fernando Soutello/Agif

Foto: Fernando Soutello/Agif

A Fiel já é chamada de Bando de Loucos. E, se depender da diretoria, um autêntico louco chegará muito em breve. A partir de agora, Timão entra na briga para ter Loco Abreu nas próximas fases da Libertadores. Ele viria para susbstituir Adriano, dispensado pelo clube após discussão com Tite. A informação foi dada no final desta quinta-feira, pelo repórter Luís Henrique Gurian, da TV Gazeta.

Segundo soube-se, Loco tem o perfil ideal para disputar a camisa 9 com Liedson, que não faz um gol há 12 jogos. Levezinho estaria enfrentando problemas na recuperação da cirurgia do joelho, feita ano passado, mas que ainda não está totalmente curada.

Técnico Tite já teria aprovado a contratação. Loco é dedicado, gosta de jogar em equipe montada e cairia como uma luva no comando de ataque da equipe, além de ser disciplinado dentro e fora de campo. Atualmente, reserva de Liedson é Elton, se bem que Emerson Sheik tem atuado por ali em partidas da Libertadores, como diante do Cruz Azul, no México e no Pacaembu.

E tenho dito!

Raça corintiana lembra o bom e velho Uruguai do passado

O Peñarol dos anos de 1960 era um inferno. Equipe briguenta, marcadora, encarava qualquer um. Até o Santos de Pelé tinha dificuldade em vencê-los. O futebol mostrado pelo Corinthians na Libertadores 2012 lembra muito aquela velha e boa garra uruguaia, que dez anos antes tirou a Copa de 1950 da seleção brasileira em pleno Maracanã.

O atual Timão não tem um ídolo. Mas possui vários símbolos, tais como o briguento Ralf, o esperto Paulinho, o malicioso Sheik, o incansável Jorge Henrique e o experiente Danilo. Na vitória contra o Cruz Azul, que valeu a liderança do Grupo 6 da Libertadores, garra alvinegra saltou aos olhos. Time e Fiel torcida jogam juntos. Danilo disse que equipe está com a cara da Libertadores. E ele tem razão.

E tenho dito!

Covardia: Timão dispensa Adriano pelo telefone e paga salários

Foto: Fernando Dantas

A demissão de Adriano do Corinthians foi, no mínino, humilhante, para não dizer covarde. Nenhum dirigente conversou com o Imperador, olho no olho, e lhe deu uma satisfação pessoal. Nada disso. Cartolas do Timão ligaram para o empresário do ex-camisa 10 e comunicaram a dispensa.

Por isso mesmo, Adriano deixa o clube muito triste. Imaginava que teria uma conversa, uma explicação, um tapinha nas costas pelo menos. Afinal, nada fez demais, a não ser dar uma entrevista na véspera da demissão na Globo. Ele pediu mais dois meses para entrar em forma.

Técnico Tite cobrou o atleta e teve um piti. Deu uma entrevista de forma teatral na sexta-feira. Falou do afastamento do Imperador do jogo contra o Guarani e jogou a responsabilidade para a diretoria. O presidente Mário Gobbi, sem pestanejar, exerceu a autoridade do cargo, prestigiou o treinador e mandou o artilheiro para o olho da rua sem a menor cerimônia.

Segundo soube-se, Adriano garante que se o presidente fosse Andrés Sanchez, a situação teria sido contornada. Mesmo porque, nos próximos três meses, vai receber salários normais (cerca de R$ 450 mil) para não aparecer no CT Joaquim Grava.

E assim caminham o abuso de autoridade e a mediocridade…

Saída de Adriano ameaça Timão na Libertadores

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Quando Adriano soube que o próximo presidente do Corinthians deveria ser um delegado, disparou: “Ele entra por uma porta, eu saio pela outra”. Dito e feito. Bastou Mário Gobbi ser eleito para, após pouco mais de um mês, o Imperador tomar o rumo da roça no Parque São Jorge. Pior: o vice Luís Paulo Rosenberg nunca fez questão de se colocar ao lado do agora ex-jogador, preferindo apostar em um desconhecido chinês do que investir marketing pesado em um atleta consagrado.

Tudo conspirava contra Adriano no Timão. Andrés Sanchez saiu, com ele se foi o arrojo, a coragem e o alto investimento. Ronaldo, agora, ficará mais ao lado da atual diretoria ou do amigo Imperador? Afinal, foi o Fenômeno que levou o craque para o Timão, passando a coroa de rei do Parque para ele.

Ronaldo e Rosenberg não se bicam muito. Vai ser difícil o Fenômeno dar uma mãozinha para futuros negócios. A não ser que Sanchez entre no circuito de novo, sem bem que o ex-presidente alvinegro já está com problemas demais na CBF, onde é diretor de seleções. A queda de Ricardo Teixeira complicou. Que abacaxi!

E quero ver como fica a comissão técnica caso o Timão perca do Cruz Azul, no México, na quarta-feira? Sheik, por exemplo, é “irmão” de Adriano. Todo elenco até concordou em jogar por ele. Pior: atacantes estão perdendo gols incríveis. Liedson não marcou nenhum até agora, ele um artilheiro nato. Teria Adriano pagado o pato? Na minha opinião, arrumaram sarna para se coçar bem na temporada da disputa de um título inédito.

Adeus Libertadores?

E assim caminha a mediocridade…

SOCORRO: Futebol é punido a cada jogo do Timão

Qual foi o grande jogo do Corinthians em 2012? A bem da verdade, nenhum ainda. Equipe marca um gol ou dois, volta para marcar e segura o resultado. Luta para não levar gols, não para fazê-los. Mesmo com um time misto diante do Guarani, neste sábado, no Pacaembu, a ladainha se repetiu. E foi bem pior: o adversário, fraco demais, ainda teve Domingos expulso de campo e nem assim veio a vitória ou os tão esperados gols.

O que acontece com o campeão brasileiro, ou melhor, pentacampeão? A preocupação defensiva de Tite, exagerada e sem necessidade muitas vezes, está fazendo muito mal para o atual elenco. Jogadores ficam na cara do gol e perdem lances incríveis, como aconteceu com o bom jogador William. Ficaram com medo de chutar. Estão sob censura (inconsciente).

Sem falar que técnico só mexe na equipe quando o resultado é adverso. Por que a alteração de Bill no lugar de Antônio Carlos não ocorreu momentos depois da expulsão de Domingos? Era a hora certa para matar o Bugre.

O futebol, amigos e amigas, está sendo punido no Alvinegro Paulista. Se Adriano foi afastado por ter se recusado a se pesar, Fiel torcida pode se preparar para sofrer muito nas próximas jornadas. Treinador deve ter tido um piti, uma crise de autoridade injustificável. Afinal, o Imperador confessou na véspera limitações para correr, virar o corpo e prometeu emagrecer em dois meses. Para que, então, pressionar ou punir o rapaz?

Curiosamente, autoridade de Tite cresceu demais depois da saída do presidente Andrés Sanchez. Aliás, onde está Mário Gobbi, presidente eleito? Alguém precisa dar uma dura em Tite. Ele é um homem de bem, um treinador boleiro, justo, mas de vez em quando perde a noção. Exagera demais na disciplina e acaba sendo rigoroso quando deveria ser mais maleável. Falta jogo de cintura. Em outros clubes, isso já ocorreu também. Dirigentes corintianos precisam parar um pouco de fazer circo (como na apresentação do tal chinês) e se preocuparem com o real do gramado.

Quem avisa amigo é.

E tenho dito!

Sai Zico Maracanã, entra Neymar da Vila e Timão traumatizado

Nos anos de 1980, Zico reinava absoluto no estádio Mário Filho pelo Flamengo. Tanto assim, que foi apelidado de Zico Maracanã. Exatamente porque só fazia gols belíssimos naquele local abençoado por Deus para os cariocas. Engraçado que o fenômeno se repete agora com Neymar. Só que o palco é mais modesto: a Vila Belmiro.

O garoto marcou três gols contra o Inter-RS, 3 a 1, dois deles sensacionais. Lembrou sem dúvida Zico naqueles bons e velhos dias de Maraca. Sem esquecer que o gol mais belo do mundo eleito pela Fifa em 2011 foi de Neymar, contra o Flamengo, em derrota no Brasileirão.

Já o Timão, de novo retrancado, ficou nervoso e quase se complicou diante do tal do Nacional do Paraguai, uma equipe ruim. O placar de  2 a 0, gols de Danilo e Jorge Henrique, pode ter sido uma goleada para o técnico Tite, mas na real foi modesto demais. Era partida para 7 ou mais. Paciência.

E tenho dito!

Jogadores do Timão pedem para Tite diminuir retranca

Não é só a Fiel torcida que está cansada das seguidas retrancas exibidas pelo Corinthians nesse começo de temporada. Os jogadores também já pediram para o técnico Tite um pouco mais de liberdade para atacar. O esquema tático, 4-4-2 ou 4-3-3, é totalmente defensivo e homens de frente sentem grandes dificuldades para cumprirem funções determinadas pelo treinador durante 90 minutos.

Alex, um dos mais criticados, por exemplo, volta para ajudar a marcação pela esquerda e se atrapalha do meio-campo para frente, deixando William, Liedson, Sheik e Adriano isolados. Jorge Henrique, mais acostumado a esse trabalho, não sente tanto. Porém, se contunde muito pelo esforço em campo.

O ataque corintiano finaliza pouco exatamente por isso: bola demora para chegar nos artilheiros que, como marcadores, são alvos fáceis de serem anulados pelos adversários. Na derrota no clássico contra o Santos, o erro se repetiu. Jogadores deverão ter nova conversa com treinador.

E tenho dito!