Tite não gosta, mas Timão tem o jeitão do Chelsea mesmo

Se alguém colocar o Paulinho de frente a um espelho e, em outro lugar, puserem o Drogba de frentre a outro espelho, as imagens irão se confundir. Não é loucura, não. O Corinthians de hoje é muito parecido com o Chelsea, campeão da Liuga Europa sobre o Bayern de Munique e destruidor de mitos, tais como o Barcelona de Messi. O Timão é igualzinho. Faz o suficiente para vencer e fim. O técnico Tite não gosta da comparação, mas no fundo sabe que é válida sim. Afinal, tanto Chelsea como Timão jogam pelo resultado e nunca se entregam. Conseguem as coisas no limite. Às vezes jogando mal, sem muita técnica. Negócio é correr atrás do prejuízo com Liedson. Muita gente criticou minha posição quando reclamei da saída de Adriano. No entanto, Imperador está fazendo falta. Talves funcionasse agora como uma espécie de “Drogba”. Se Adriano estivesse no Timão, poderia sim estar jogando. Claro que teria dificuldades. Mas ele, “sem uma perna” é muito melhor do que Elton e mais imponente do que Gilsinho, por exemplo. Entraria em campo e apavoraria a zaga adversária só pelo fato de estar lá.  Ou seja, tinha qualidade. Mesmo assim, na base da aplicação e do esforço, dá para faturar o Santos.

E tenho dito!

Parabéns ao Santos pelo tri, apesar do apito amigo no Morumbi

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O Santos não precisava disso. Mas, pelo sim pelo não, o árbitro Paulo César de Oliveira resolveu dar uma mãozinha e influenciou direto no placar de 4 a 2 sobre o Guarani, favorável ao Santos, que garantiu o tricampeonato paulista. Primeiro, deu um pênalti a favor do Peixe não existente. Bola bateu no braço do zagueiro do Bugre. Daí, nasceria o segundo gol.

Depois, no quarto, ignorou por completo um impedimento de Alan Kardec. Um vergonha. Placar moral seria 2 a 2, no mínimo. Sem contar fazer de conta que não via faltas gritantes contra o Santos e um pênalti em cobrança de falta para o Guarani (bola bateu no braço de Edu Dracena, um dos homens da barreira).

Santos deslanchou nessa final e levou o título mais fácil dos últimos tempos. Graças também a incompetência do trio de ferro: Corinthians, São Paulo e Palmeiras.

E tenho dito!

Timão sem patrocínio na camisa é uma grande mancada

Quando Andrés Sanchez deixou o clube em dezembro de 2011, jurou ter fechado todos patrocínios possíveis para o Corinthians em 2012. Das duas uma: ou atual Diretor de Seleções da CBF mentiu ou deixou tudo engatilhado e alguém comeu bola. Não tem uma terceira opção. Na hora de fechar a conta do final do mês a dura realidade: R$ 50 milhões a menos no caixa. E sem nenhuma estrela no time, quem será o ponto de atração? Antes era Ronaldo. Adriano Imperador alimentou esperanças. E agora? Contra o Vasco, na próxima quarta-feira, camisas vão estar em branco.

A tática foi errada. Patrocinador deveria ter sido garantido na saída de Sanchez. Esperar pelo sucesso no Paulistão ou na Libertadores é dar muita sopa para o azar. Talvez a história tivesse sido outra caso clube fizesse a final contra o Santos. Ou não desse tanto azar ao passar pela Oitava de Final e pegar o Vasco logo de cara nas Quartas. Pior: pode ter Santos ou Velez na semifinal e Fluminense na decisão ou talvez o Boca.

Nada de moleza para o Timão. É uma das Libertadores mais difíceis dos últimos tempos. Todos favoritos estão vencendo, passando por etapas importantes e no afunilamento tudo pode acontecer na competição. Quem for investir R$ 50 milhões, vai esperar um pouco. Faltou planejamento e execução para Gobbi e Rosenberg.

E assim caminha a mediocridade…

Fiel fica nervosa, mas sobra maturidade para Timão contra Emelec

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O Corinthians passou tranquilo pelo Emelec, nesta quarta-feira, na disputa de uma vaga nas Quartas de Final da Libertadores, por 3 a 0. A tensão, tão decantada pela imprensa anti-corintiana, ficou do alambrado para trás, ou seja, nervosismo sobrou para torcedores e jornalistas tendenciosos apenas. Time tocou a bola com maturidade. E quando foi apertado pelo adversário, se defendeu bem até demais. Próximo adversário será o Vasco, que passou pelo Lanús nos pênaltis.

É verdade que o goleiro Cássio manteve o padrão do primeiro jogo lá em Emelec. Quer dizer, mostrou-se sempre seguro no encaixe de bola, saiu muito bem do gol, cortanto quase todos cruzamentos e teve reflexo quando precisou. Paulinho outro monstro. Fez um gol, mandou uma bola na trave (de cabeça) e obrigou o goleiro adversário a um milagre.

Alex, desta vez, armou o time. Chicão e Leandro Cástan não brincaram em serviço, assim como o valente Ralf e o esforçado Fábio Santos. O Timão foi um todo. Passou pela primeira prova de fogo: quebrou um tabu de 12 anos. Fazia todo esse tempo que não chegava às Quartas de Fiel de uma Libertadores. Que venham os vascaínos, vice-campeões brasileiros.

Valeu demais.

E tenho dito!

Gobbi põe dedo na ferida e fala verdades sobre Conmebol

O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, é dono de uma estilo teatral. Para onde vai, arrasta o jeitão de delegado de polícia. No entanto, no episódio das críticas ao árbitro da partida contra o Emelec e sobre os bastidores da Libertadores, reagiu de forma intempestiva corretamente.

Se no Brasil, depois de mais de 20 anos no poder, Ricardo Teixeira foi afastado da CBF (precisou a presidenta Dilma intervir para que isso fosse possível), na Conmebol o eterno Nícola Leóz manda e desmanda, solta e prende quem quiser na hora que bem entender. Entre Teixeira e Leóz, cartolas clássicos sul americanos, quase não existe diferença. São farinha do mesmo saco.

E se a Conmebol, por isso, retaliar o Corinthians? Me desculpem, mas quando um clube brasileiro foi ajudado por essa entidade? Não me lembro de nenhum que tenha vencido um campeonato com apito amigo. Na dúvida, os gringos sempre dão um jeito de prejudicar o Brasil. E, como diz o Conselheiro Acácio, perdido por perdido, truco.

Alguém precisa peitar esses caras, como a Dilma derrubou Teixeira.

E tenho dito!

Gigante da Fiel fez gol e garante camisa 1 no Corinthians

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Quem temia por uma estreia desastrosa do goleiro Cássio no Corinthians, quebrou a cara. O grandalhão (1m95, com 87 quilos) pegou tudo. Bola baixa, alta e saiu muito bem do gol. Graças a intervenções dele, o Timão arrancou um empate suado do Emelec, em Guayaquil, pela Libertadores.

Quer dizer, se Cássio já tivesse entrado antes na equipe, talvez o Timão estivesse na final do Paulistão contra o Santos, por exemplo. Júlio César é raçudo, corintiano desde criancinha, mas não é melhor goleiro do que Cássio. Espero que o técnico Tite não venha com conversa fiada e faça média com jogadores, escalando Júlio no jogo de volta contra equatorianos no Pacaembu.

Nada contra o Júlio, mas tudo a favor de Cássio, o gigante da Fiel.

E tenho dito!