Luís Fabiano não é mais aquele e São Paulo quebra a cara

Como diria o velho e bom Osmar Santos, pênalti e boca livre não se perde. Daí ser Luís Fabiano o responsável direito pelo fracasso do São Paulo diante do Flamengo, neste domingo, no Engenhão, pelo Brasileirão, por 1 a 0. É simples: na várzea raramente alguém é dono do time e só bate quem, na hora, está mais concentrado e confiante (ou, dado o ambiente, mais sóbrio…).

Não era o caso de Luís Fabiano. No que será que ele estava pensando? Em sagrar-se artilheiro do campeonato e encerrar a carreira? Na mulher amada? Estaria chateado com o desfecho da novela “Avenida Brasil”, do Globo? Ou pensaria em dívidas, aquelas inadiáveis, com oficial de Justiça batendo à porta?

Com certeza, em nada disso. Na verdade, o tempo passa para todo mundo. Os reflexos diminuem, a cabeça quer, mas o corpo refuga. Era só deixar outro cobrar a penalidade e o Tricolor estaria numa boa. Por que não bateu o goleiro Rogério Ceni, heim? Ou um volante, um zagueiro, alguém mais “leve” naquele momento?

Lição de casa: no futebol não existe espaço para vaidade.

E tenho dito!

Na real: Brasil razoável e Japão é timinho sem vergonha

AFP

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Fizeram desse jogo contra o Japão o “amistoso do século”, só porque os caras ganharam da França, hoje uma das piores seleções da Europa. E não foi nada disso. O Brasil, repetindo os erros de sempre, meteu uma goleada de 4 a 0, duas bolas na trave e ainda teve um gol anulado legítimo de Ramirez. Na verdade, pegou um adversário fraco que tentou jogar de igual para igual. Como não existe milagre em futebol, pau neles.

Pega valeu por dois bons motivos. Primeiro, Kaká aproveitou bem a oportunidade e soltou-se no gramado. Serviu para recuperar a autoconfiança, depois da delicada operação na bacia. Fez até um golzinho. Depois, Paulinho tomou conta da camisa 5. Provou que sabe jogar na cabeça de área também, além de ser um ótimo segundo volante e, de vez em quando, um segundo atacante artilheiro.

E tenho dito!

Palmeiras entra mesmo em parafuso e dirigentes saem na porrada

A derrota para o Náutico só deve piorar a situação crítica e tensão no Palmeiras. No sábado, dirigentes saíram na porrada nas dependências do clube. Um conselheiro da velha guarda provocou integrantes de um movimento (“Famiglia”) e fechou o tempo.

Segundo apurou-se, surge um forte movimento para afastarem “Il capos” do passado, casos de Afonso Della Mônica, Hugo Palaia e até Luís Gonzaga Belluzzo. Teria sido feita até uma denúncia no Ministério Público contra participações nefastas desses dirigentes no passado. Nem o velho Mustafá Contursi escapou.

Nas próximas horas, bicho deve pegar mais ainda no Verdão. Pelo jeito, situação fora de campo está pior ainda do que dentro das quatro linhas.

E tenho dito!

Timão destrói o Flamengo e o famigerado apito amigo

Impressionante o que o trio de arbitragem prejudicou o Corinthians na vitória contra o Flamengo por 3 a 2, quarta-feira, no Pacaembu. Fabrício Correa (RS) não marcou um pênalti em cima do Edmilson e validou um gol em completo impedimento do zagueiro Renato Silva, aliás, ex-Timão (passou pelo Parque São Jorge em 2006). Esqueceu de mostrar cartão vermelho para vários jogadores rubro-negros e assim por diante.

A cara de Liedson depois do jogo dizia tudo: jogadores da Gávea não recebem há dois meses; Patrícia Amorim não foi reeleita vereadora no Rio graças ao escândalo dos cargos ocupados por dirigentes flamenguistas Ou seja, o futuro está para lá de incerto. Então, nada mais lógico para o corrupto Tapetão brigar para o ex-clube de maior torcida do Brasil (hoje a Fiel ocupa galhardamente essa posição)  não seja rebaixado.

Como a diferença técnica entre Corinthians e Flamengo nos dias de hoje é enorme, nem com a ajuda do apito amigo a cambada da Patricinha conseguiu vencer.  Ainda bem. Menos uma injustiça para o futebol brasileiro.

E tenho dito!

Timão perdeu o fio da meada depois de conquistar a Libertadores

Não estou gostando do Corinthians. Esse time que aí está perdeu a pegada e anda preguiçoso. Bem diferente da época da Libertadores, quando o pessoal comeu até grama para ganhar um título inédito e de forma invicta. Por incrível que pareça, Alex e Leandro Castan estão fazendo falta. Meio-campo anda dando mole e não tem um filho da mãe para bater falta. Alex, pelo menos, comparecia na entrada da área e deixava o dele. Foi assim no Beira-Rio, contra o Inter Gaúcho, no empate de 1 a 1 pelo Brasileirão. Lembram?

Douglas é mais habilidoso, mas não sabe marcar. Paulinho, hoje, joga mais de atacante do que de segundo-volante. Sobra a bronca para Ralf, na cabeça-de-área e para o goleiro Cássio. Ninguém é de ferro. Ralf fez um contra diante do Náutico e o goleiro tomou no meio das “canetas”. Ruim mesmo está o ataque. Depois de Ronaldo e Adriano, sobrou para Martinez, Adílson e Guerrero. Sheik e Romarinho são mais armadores pelas pontas,  como na época do velho e bom Zagallo.

Faltou ousadia para a atual diretoria. Deixaram Seedorf escapar para o Botafogo. Diego Forlan acabou no Inter RS. Os dois fariam uma baita diferença na disputa do Mundial no Japão. De bom mesmo ficou o padrão de jogo e o esquema tático do técnico Tite. Retranqueiro, cauteloso, só se abre quando está no prejuízo, porém, bastante competitivo. Desse jeito, o bi mundial fica comprometido.
E tenho dito!

Eu, Marcelinho, Dinei e Vovó dividimos o coração da Fiel

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Perder uma eleição é sempre muito chato. Principalmente quando o candidato dá maior sangue. Toma chuva, leva sol na cabeça, ouve alguns desaforos e vende a janta para poder almoçar no dia seguinte. Minha campanha pelo PTB, com o número 14111, foi mais ou menos assim para vereador.

Mas fica a pergunta no ar: por que não cheguei lá se sai na rua sem medo de ser feliz, pedi voto para caramba, tive até um espaço razoável na TV? A resposta é simples: a Fiel torcida rachou entre eu, Marcelinho Carioca, Dinei e a querida Vovó.

A resposta é tão simples que chega a irritar. Já conversei com o Dinei e o Marcelinho. Não tenho o telefone da Vovó. Faltou diálogo entre nós quatro. O Corinthians apoiou dois candidatos que, aliás, ganharam disparado. Daquele mato não sairia coelho de jeito nenhum. Então, nos restava o carisma pessoal e divulgação pela cidade. Se nós quatros tivéssemos parado, pensado e resolvido que apenas um tentaria a sorte nas urnas, com certeza teríamos derrotado os “poderosos”, ou pelo menos, dividido o espaço na Câmara Municipal com eles.
A Vovó teve 4 mil votos, o Dinei 9 mil, eu 12 mil e o Marcelinho 20 mil. Somados davam a conta certa para um vereador se eleger independente do majoritário, no caso o prefeito. Mas não faz mal. O importante é que nos quatro estamos no coração da torcida e nunca deixaremos de ser corintianos até morrer. Obrigado aos amigos e aos inimigos. E segurem que vem mais por aí. Dá próxima vez, com estratégia, muita estratégia.

E tenho dito!

Chico Lang