Virada com estilo do Timão bicampeão do mundo no velho Pacaembu

Fernando Dantas/Gazeta Press

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Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Não poderia ter sido diferente. O Corinthians venceu o Mogi Mirim por 2 a 1, nesta quarta-feira, no Pacaembu, na real estréia no Paulistão. Afinal, a partida marcou o retorno dos bicampeões do mundo ao futebol brasileiro. O adversário facilitou. Usou e abusou da violência e teve dois jogadores expulsos. O juizão ainda complicou. O gol dos carinhas estava em completo impedimento um lance antes do camisa 9 tocar par as redes do goleiro Danilo.

Claro que o time sentiu o recomeço. Faltou ritmo de jogo, precisão no passe e fôlego. O genial Danilo deixou o campo se arrastando para a entrada de Renato Augusto, por exemplo. Mas já deu para ver que a rapaziada não perdeu o pique do ano passado e continua na trilha de títulos. Vale o espírito de conjunto e a incansável filosofia de competição do técnico título.  Gols foram de Jorge Henrique e Fabio Santos (de pênalti).

Pato estava no estádio e deve estrear mesmo no próximo domingo. Guerrero vai para a seleção peruana.

Vai Corinthians!

E tenho dito!

Que venha Pato. E que sirva de lição para 2014 a tragédia de Santa Maria

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

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Pato, agora no Corinthians, é lá do Sul. Ou pelo menos, começou no Inter RS. Aliás, mostrou-se solidário na tragédia de Santa Maria, enviando pêsames aos gaúchos e mostrando respeito pela dor de um povo que o consagrou para o futebol. Atitude humana a parte, já passou da hora de o maior reforço corintiano estrear na equipe. Nem que seja por alguns minutos. Basta entrar no final da partida do próximo domingo, por exemplo, para alegria da Fiel torcida.

Ainda sou do tempo que só se aprende uma coisa, fazendo, colocando-a em prática. Se não houver nenhum impedimento físico, o técnico Tite deve confirmar o rapaz numa boa. Para um jogador se adaptar ao clube é preciso colocá-lo aos poucos, ir corrigindo os erros, deixá-lo livre para entender-se com a Fiel. Isso é importante no Corinthians. A camisa pesa mesmo. E para qualquer um, do Zé Mané ao Zé Bala. No final de carreira, Ronaldo Fenômeno sentiu.
Por outro lado, a tragédia de Santa Maria serviu de alerta. Afinal, teremos duas competições internacionais no País nos próximos anos. Daqui a alguns meses, a Copa das Confederações. Em 2014, a Copa do Mundo. Os novos estádios não preocupam. Seguem normas rígidas para evacuação de público em massa se houver necessidade. Existem várias saídas de emergência, por exemplo, brigadas de bombeiros de plantão, polícia e outros quesitos necessários. Ruim mesmo será o entorno: bares, teatros, casas noturnas, cinemas e shoppings, que deverão ser visitados por turistas e torcedores locais. No Sul várias prisões estão sendo feitas, bens bloqueados e envolvidos devem ser punidos exemplarmente.
Que as almas daquelas crianças descansem em paz e que não tenham morrido em vão.
E tenho dito!

Obrigado Timãozinho, pobre Palmeiras e o Cisne Tricolor

O Paulistão segue firme e forte. Não como nos bons e velhos tempos de Rivellino, Pelé, Ademir da Guia e Gérson. Só ficaram sombras daquela época. Mas o trio de ferro faz jus à história da competição. Nela, sempre existiu alguém para pagar o pato. O dito “nariz da vez”. Em 2013 o Palmeiras resolveu assumir a condição  de alvo. E haja tiro para quem perdeu da Penapolense, em pleno Pacaembu, por 3 a 2!!!!!

Já o Timãozinho, ou seja, os reservas dos reservas, dos reservas cumpriu um ótimo papel. Uma injusta derrota (para a Ponte Preta, em pênalti inexistente); um empate com o Paulista (1 a 1, quando merecia vencer) e a bela vitória sobre o Mirassol (1 a 0, gol de Romarinho e poderia ter sido bem mais).

A reserveira do Tricolor, por sua vez, acabou se saindo bem diante do Atlético Sorocaba, 2 a 1, no sábado. Destaque para o gol de Ganso, o primeiro com a camisa tricolor. Ele subiu com tanta elegância para, de cabeça, balançar as redes adversárias. Parecia um Cisne.

E tenho dito!

Estátua para o Rei não basta. Maracanã deveria mudar de nome: Pelé Stadium, já!

Acervo/Gazeta Press

Acervo/Gazeta Press

Quem viu, viu. E eu, meninos, vi sim Pelé jogar. Incomparável. Magnífico. Estimulante. Assombroso. Espetacular. Sensacional. Além do Bem e do Mal. Um imortal com a bola nos pés. Agora, querem homenagear o eterno Rei do Futebol com uma estátua bem em frente ao novo Maracanã.

Justo? Não. Pelo que Ele fez deveriam sim mudar o nome de Maracanã, para quem não sabe, estádio Mário Filho (era um jornalista, irmão do escritor e teatrólogo Nélson Rodrigues. Ou seja, os cariocas foram bem bairristas). Ná época de Getúlio Vargas, a homenagem valeu. Ainda era o Rio a Capital Federal. Depois, veio Brasília e a ação social perdeu a razão de ser.

Já que o Maracanã será o estádio central da Copa 2014, nada melhor de que internacionalizar de vez a tal praça esportiva. Pelé colocou Santos no mapa do Brasil e o Brasil na mapa Mundial. Se não fosse o camisa 10, ainda estaríamos no ostracismo do planeta bola principalmente. Que tal Pelé Stadium?

E tenho dito!